Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto
7077794266?profile=RESIZE_710xÁrvore da vida

A árvore representa a vida
Ela também fornece guarida
Abriga pássaros, tão boa amiga
 
Suas folhas servem de alimento
Também as frutas, nobre sustento
E suas madeiras o suprimento
 
Árvore dá vida, purifica o ar
Na brisa que passa a ventar
Lindas flores estão a brotar
 
Enfeita a terra com sua cobertura
E com toda majestosa formosura
Verdes e coloridas de ventura
 
Sem árvores não há nascentes
Nem chuva,  rios secam lentamente
 E vão morrendo os seres viventes
 
A terra perde todo potencial
De brotar o alimento em geral
Sem árvores brotar, a seca é infernal
 
A árvore é o símbolo da vida
Crescendo a semente sempre viva
Formatando da raiz, sempre altiva
 
A árvore é a mãe da natureza
É dela que nasce, eco sistema e singeleza
Pois dá a guarida a vida com certeza
(Norma Ap Silveira de Moraes)
30/06/2020
_______________________
MUITO BELA INTERAÇÃO QUE MUITO ME HONRA, E ENFEITA, VALORIZA A MINHA ESCRIVANINHA
Recanto das Letras12:33 (há 44 minutos)

27/07/20 12:33 - Jacó Filho

A VANTAGEM DAS ÁRVORES

Sem matas a umidade necessária para a vida das outras plantas,
e dos animais vai faltando... O torrão se fêz árido e nu.
Tojo, estêvas, urzes e carquejas apenas vestem mesquinhamente
alguns cumes e assomados, algumas gândaras e chãs. Diminuindo
os orvalhos e chuveiros, diminuem os cabedais, certos e perenes,
dos rios e das fontes; e só borrascas e trovoadas arrasam as ladeiras, areiam os vales e costas, e inundam e subterram as searas.
O suão abrasador apodera-se das províncias; e novo clima, e nova
ordem de estações estragam campos, outrora férteis e temperados. A eletricidade que então circulava pacificamente da terra para o ar, e do ar para a terra, faz agora saltos e explosões terríveis, invertendo a série e força dos meteoros aquosos, favorecem a vegetação, e com ela tornam sadias as Províncias. E donde vem tantas sezões e febres malignas nos campos abertos e calorosos de Portugal, senão da falta de bosques em paragens próprias, e das águas correntes, que alimentavam?
Sem matas, quem absorverá os miasmas dos charcos? Quem espalhará pelo estio a frescura do inverno? Quem chupará dos mares, dos rios, e lagoas os vapores, que em parte decomposto em gases, vão purificar o ar, e alimentar a respiração dos animais?
Quem absorverá o gás ácido carbônico, que estes expiram, e soltará outra vez o oxigênio, que aviventam o sangue, e que sustenta a vida?
Sem matas desapareceu a caça, que fartava o rico e o pobre.  Sem
matas faltaram os estrumes naturais, que subministram diariamente sua folhas e resíduos.
Sem elas míngua a fertilidade do torrão; e a lavoura e a povoação
definharão necessariamente. Elas sustentam a terra vegetal das
ladeiras e assomados, que pela regular filtração das águas adubam
os vales e planícies.

CONTINUA...
...
Recanto das Letras12:32 (há 41 minutos)

27/07/20 12:32 - Jacó Filho

.................CONTINUAÇÃO....                 
    Em balsedos nas margens dos rios, que extravasam, poem os
arvoredos peito às cheias devastadoras, cortando-lhe a força; e
coando as águas das areias, fazem depor os nateiros, que fertilizam as lezírias e ínsuas. Se os canais de rega e navegação aviventam o comércio e a lavoura, não pode havê-los sem rios, não pode haver rios sem fontes, não há fontes sem chuvas e orvalhos, não há chuvas e orvalhos sem umidade, e não há umidade sem matas; pois uma árvore de dez anos destila cada dia mais de 30 onças de água, que espalha em redor de si; e um chão desabrigado de 3,5 pés quadrados perde diariamente 30 onças de água. Demais, sem bastante umidade não há prados; sem prados pouco ou nenhuns gados; e sem gados nenhuma agricultura. Assim tudo é ligado na imensa cadeia do Universo; e os bárbaros que cortam e quebram seus fuzis, pecam contra Deus e a Natureza e são os próprios autores dos seus males.?

(Memória sobre a necessidade e utilidade do plantio de novos bosques
                                     em Portugal.
                       Lisboa 1815 - José Bonifácio-Reedição)

                                   Para o texto:
                               A ÁRVORE (T5767483)
                               De: Gualberto Marques


 
Norma Aparecida Silveira Moraes
Enviado por Norma Aparecida Silveira Moraes em 23/07/2020
Reeditado em 27/07/2020
Código do texto: T7014481
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Comentários

Livros à venda

Sobre a autora
Norma Aparecida Silveira Moraes
Suzano - São Paulo - Brasil, 61 anos
8548 textos (257875 leituras)
3 áudios (609 audições)
283 e-livros (14315 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 29/09/20 14:49)
Norma Aparecida Silveira Moraes

Site do Escritor