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LEMBRA-TE QUE ÉS PÓ...

     Ó miserável homem!
 A vestir-se sempre com a pompa de su'arrogância e vaidade
    Pelo que antropofágico s'é a cada dia
 Ao que igualmente mata sua sede com sangue irmão
     (o qual não o ama)

   Oh! Quem lh'ensinou a vaguear cego neste teu exílio?
     Ainda qu'em todo tempo a foice lhe aproxima ao pescoço
 Qual inexorável sombra a que lh'então o persegue

   Ai! Haverá, pois um dia em que lhe chorarás pelo que aqui fizestes?
      (Ou, quem sabe, deixou de fazê-lo?)
 Ao que lhe relembrarás aos prantos pelo tempo que deixastes fugir!

   De tua podre alma a contemplar-se... ante seu próprio túmulo
     A que será para sempre... tua real e verdadeira morada!
 Daquela qu'é, sem dúvida, a futura casa de todos!
     E mesmo assim, ah! não te assombras pelo sabes qu'então virá:
        A morte

     Ó morte!
   Por que és tão odiada?
      E por que és em tal grau... ignorada... no tempo?

     A morte...!
  E nest'instante fico-me, pois a meditar:
    Se o ser humano s'é arrogante e orgulhoso pelo que s'é mortal
    [como, pois o seria caso neste mundo fosse el'eterno?
       Ah! Não consigo nem imaginar!

         Ó pobre Homem!
   Potentado pelas riquezas (tão efêmeras)!
       Entorpecido pelo falso brilho do poder!
   Afogado pela vaidade de teu nome!
 "Lembra-te que és pó, e ao pó hás-de voltar"!
            (Gn 3,19)


                     *********************

                        19 de agosto de 2019
                         
Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 19/08/2019
Reeditado em 19/08/2019
Código do texto: T6724028
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
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