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O que os idiotas não vêem

Oh vida chata, Oh dia sem graça.
Oh vida besta, Oh tarde sem treta.
Os dias estão cada vez mais insuportáveis.
Viver está se tornando cada vez mais chato.

Os dias correm, somem...e eu aqui, vendo da janela o tempo passar.
Passe, sem empasse. Passe depressa, pois viver não me interessa.
 
Que passe o ontem, o hoje e o amanhã.
Que a vida passe logo, e que chegue o dia de ir embora.
Pois logo ali na lápide, estarás escrito: ela se cansou de viver e foi descansar, disse ainda que se por escolha própria, nunca teria escolhido respirar.

Nego-me a existir.
Nego essa existência, sem essência.
Nego o que sou e quem quero ser, neste mundo esquisito de viver.
Apenas nego-me.
Nego-me pelo simples fato de não querer o pouco, tampouco ser louco.
Oh vida besta, Oh vida fresca.

Chamo-os de IDIOTAS aqueles que fantasiam a existência, como se a vida fosse oportuna. Isso é bizarro, é ridículo, e lhes digo: não somos eternos, nem no inferno.

 

Nidela Calcanhoto de Melo
Enviado por Nidela Calcanhoto de Melo em 16/09/2019
Reeditado em 16/09/2019
Código do texto: T6746372
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Nidela Calcanhoto de Melo
Parnaíba - Piauí - Brasil, 23 anos
129 textos (1633 leituras)
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Nidela Calcanhoto de Melo