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Inteligência e passividade

Tenho insights que não sei de onde vêm. Suspeito de minha introspecção significativa, de minha atividade intelectual diária, em que, a todo período de hora, dedico uma fração dela aos meus pensamentos. Minha intensa atividade é produto de minha passividade à ela, de incapacidade de controlá-la. Afinal, o que faz bem, subjetivamente, nós não queremos parar de buscar ou sentir.  Pergunte de onde vem a inspiração ou melhor, como vem. Podemos imaginar a origem por seu conteúdo mas não como que emerge sem ninguém pedir. Talvez o meu cérebro tenha feito o pedido por mim e enquanto minha consciência se distrai com o que acontece no exterior, no seu interior, o trabalho é frenético. Isso me dá, e talvez também a vocês, uma nova dimensão de humildade, porque se não temos controle sobre as nossas melhores ideias, então, não podemos nos atribuir à maior parte deste poder. O mais criativo até  parece com o Naruto, pois ele nasceu com a raposa das 7 caudas dentro do corpo, uma espécie de demônio que, se não for controlado pode se apossar dele e o transformar em uma besta superpoderosa. E se controlado, ele mesmo pode se beneficiar deste lençol freático de força intensa [o que acontece na história, transformando o Naruto no ninja mais forte]. Pois nós, os criativos, somos bem assim mesmo. Também temos esse demônio ou como quiser chamar, e quando conseguimos controlá-lo, a domesticá-lo, ele passa a nos ajudar a ter ideias que ninguém nunca teve.   
Thiago Fávero
Enviado por Thiago Fávero em 19/08/2019
Reeditado em 12/07/2020
Código do texto: T6724182
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Thiago Fávero
Bicas - Minas Gerais - Brasil, 32 anos
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Thiago Fávero