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Infortúnio

Tenho chaves, quando eu saio, as levo. Inclusive eu saí hoje a as levei. Há uns meses atrás eu estava tão feliz, realizada, viva. Eu guardei felicidade daqueles dias de primavera, para me irradiar em dias outonais, ou na extrema invernia... Como estava dizendo, saí hoje duas vezes, almocei fora e jantei fora, fiz várias coisas que tinha para fazer, ajudei alguém, conversei, isso me trouxe alegria. E então tive que voltar, voltar... Para onde eu voltei? Usei as chaves, entrei. Até agora estou refletindo, para onde eu voltei? Essa definitivamente, não é a minha casa. Moro aqui, mas não é a minha casa. Me fazem sentir assim, de modo que me fazem crer que a minha busca ainda não chegou ao fim. Que infortúnio!
É incrível como o abstrato que envolve a tristeza, se materializa, drasticamente, poeticamente assombroso. Mas nem poeticamente tem feição agradável.
Sâmya Costa
Enviado por Sâmya Costa em 09/06/2019
Código do texto: T6669144
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Sâmya Costa
Campina Grande - Paraíba - Brasil
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Sâmya Costa