O TEMPO

Como sabemos, a história do tempo foi impactada por várias grandes invenções. Em nossa tarefa de conceber invenções de noções aproximadas genuinamente novas para narrar fenômenos recém-descobertos e novas estruturas matemáticas para expressá-las, não raro, nos achamos pensando fora do tempo, procurando uma resposta em algum domínio infinito de verdades eternas, buscando uma solução para uma questão atemporal já existente num espaço impossível imaginado de objetos matemáticos onde reside a teoria final de tudo, presumindo que essas ideias de alguma forma existiram antes de as inventarmos.

Não sabemos de nenhuma maneira como definir o tempo de forma significativa, a não ser pela sincronização de relógios, pois, o tempo absoluto não pertence ao nosso mundo humano, e nunca não será revelado por simples relógios.

Apesar do conceito da aceitação da fotografia como um documento concreto contendo evidências absolutas, até sua rejeição pelos tribunais, a invenção da fotografia criou vários deslocamentos concretos da nossa percepção do passado e do tempo.

Contudo, não podemos consertar, reparar ou continuar o passado, aplicando-lhe razão.

Nas últimas décadas, novas ideias expandiram o nosso amplo e triangulado sistema nervoso para chegar aos nervos e as ambiguações de um mundo suscetível a alteração e caótico.

Com a chegada da ‘internet’ fazendo com que o conhecimento científico se torne obsoleto mais rápido do que nunca, o nosso senso de orientação, espaço, lugar e o conteúdo que aceitamos para nos dar uma ideia do aqui e agora mudou, alterando o nosso sentido dos detalhes necessários para tomar decisões sobre outros aspectos do conhecimento e da sensação.

Estamos passando por momentos transformadores das nossas culturas, quando o prático e o filosófico, a convencionalidade, a sincronização e a simultaneidade do tempo, não é apenas o resumo do abstrato para o concreto.

J Starkaiser
Enviado por J Starkaiser em 10/02/2019
Reeditado em 28/05/2023
Código do texto: T6571462
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