Penumbra

Estou sendo abatida pela insônia

Nesta escuridão onde nada se vê

Entre um respirar ligeiro e outro ofegante

Entre o desespero e a solidão

A cama esta fria e a noite inquieta

Os animais já se recolheram

O sono ñ chega

A morte nem me bate a porta

Bebi o vinho da loucura

Em uma taça de vidro fino que se desfez em cacos misturada a bebida sangrenta

Embriago-me a essa hora é tanta loucura

Logo ouço os animais euforicos na madrugada

Logo chega a tontura e a embriaguez pedindo passagem para a insônia

Logo ñ é mais insônia

É um estado desesperado de minha alma

Logo ñ é nada

É apenas a frieza da noite movimentando os galhos das arvores que transmitem o som da ventania

Abro a janela vejo uma.arvore de galinha e a penumbra tomando conta da madrugada.

Eu ñ consiguirei mais adormecer o dia já vem

Por hora vou cair aqui em prantos remoendo memorias

Por hora cairei aqui no chão e ao choro soluçando entrarei no meu estado mais profundo de tristeza.

E por fim fecharei meus olhos para que ñ veja o fim disso.

Esmeralda V
Enviado por Esmeralda V em 14/10/2018
Reeditado em 14/10/2018
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