A história que desenrola estórias

Pela madrugada peguei meu cajado, minha capa e saí...

Ainda podia reconhecer as estrelas,

O Cruzeiro, A Dalva, Três Marias, ao leste o sol mesclava o céu...

Coloquei um propósito no coração, de quanto mais perto do Senhor estivesse, meus problemas se tonariam pequenos e Tú (o meu Deus) sempre seria meu auxílio.

Então sai para meditar e orar falar com Deus em secreto.

Os primeiros raios de sol, iluminavam-me...

Era o prenúncio que precisava, eu sabia,

Minh'alma sorria... Meus problemas se resolviam num mundo chamado fé... E eu havia saído dele...

Aprendera o caminho, tinha as armas, sabia lutar, o que estava as escuras, foi-me revelado.

E o que parecia grande demais e sem saída, com Deus se tornara nada...

Olho para o rocha... Quem a colocou ali? Olho para o tempo...

As cúmulas se aglomeram, É a alquímia de Deus que é despejada sobre a terra.

Me abrigo então na fenda, me reconforto.

A chuva de verão molha a vegetação na montanha, uma espécie de cunha ovalada na rocha, acumula a água da chuva...

Onde mato minha sede, quanto propósito para algo imóvel ou estará em movimento? Tudo no Universo esta em movimento constante.

Olho o tempo, respiro ar limpído, caminho certo, renasço todos os dias.

Quem cuspiu a semente de sincômoro? Pode ter sido uma criança a deliciar-se...

Ou um passáro a defecou, talvez um viajante a enterrou e ela esperou seu propósito,

O da conversão... O da salvação... O de uma notável transformação... De uma nova consciência.

Fora a conversão de Zaqueu, frutos foram dados, abrigos de passáros, sombra para camelos, etc.

Quem forjou estes cravos? Com fogo e ferro escaldante, moldou-os ponte-águdos?

O que pensava este ferreiro no momento, talvez não soubesse, nem nunca soube o seu fim, as borras carmesim...

Poderia pensar na mulher, filhos, pão para sua mesa, pode ter se lembrado e feito uma prece.

Existem propósitos até para as pedras que são desgastadas pelo vento.

Para tudo no mundo existe um propósito.

Maurício de Oliveira
Enviado por Maurício de Oliveira em 06/02/2012
Reeditado em 11/02/2012
Código do texto: T3483897
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