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MANDY VI - RECONCILIAÇÃO - PARTE 1

                               I – RECONCILIAÇÃO


              José Rotemberg só foi trabalhar à tarde naquela segunda-feira e Alzira, a nova secretária do Colégio Paralelo, colocou na mesa dele os prontuários de cinco novos alunos que tinham chegado ao colégio. Ele estava no meio da leitura desses prontuários, quando a secretária interfonou:
- Professor Rotemberg, seu genro está aqui e deseja vê-lo.
   José entranhou e depois de uma pausa disse:
- Por que ele não entrou direto, Alzira?
- Ele pediu pra ser anunciado, professor. Ele pode entrar?
- Claro... Mande-o entrar.
   A porta se abriu e Marco entrou por ela.
- Boa tarde, professor.
   José estava com as costas apoiadas na cadeira e ergueu a cabeça para olhar para ele, mas não respondeu. Marco fechou a porta e aproximou-se da mesa, percebendo que pela recepção de José a conversa seria diferente do normal.
- Eu posso... falar com o senhor?
- Claro... Sente-se.
   José apontou a cadeira e Marco sentou nela.
- Eu... estou vindo da RR e... a Rita não foi trabalhar. Eu liguei pra sua casa e não tinha ninguém lá. Tive a ideia de ligar pro apartamento dela e... ela me disse que saiu de casa...
   José pegou a caneta sobre a mesa e respirou fundo.
- É verdade...
- Vocês... se separaram?
- Se você acha que eu a mandei embora... não mandei. Eu só fui tomar meu banho ontem à noite e quando voltei pro quarto... ela não estava mais.
- Ela disse que o senhor... pediu um tempo pra pensar no que ia decidir fazer depois... do que o Roni fez...
- Mas eu não pedi pra ela sair de casa. Eu só achei que depois de uma boa noite de sono, as coisas se clareariam no dia seguinte... como sempre acontece. Uma boa noite de sono opera verdadeiros milagres. Minha sogra Letícia, avó da Amanda, falava sempre isso. A Rita não teve paciência de esperar. Ela sempre quer respostas imediatas e o que aconteceu com a gente não podia ter uma resposta imediata. Eu pelo menos não sei agir assim. O que houve foi muito... grave pra ser resolvido em três minutos, considerando-se que já se passaram dois anos... Eu tive praticamente vinte e quatro horas pra processar tudo. Ela não soube esperar.
- E... eu posso me atrever a perguntar... qual seria sua resposta? O senhor vai se separar dela? Porque se vai, professor...
- Marco, me desculpe, mas esse é um assunto que só diz respeito a mim e a ela.
- Me desculpe o senhor também, mas... eu estou diretamente envolvido no que fez essa confusão toda acontecer. Não posso deixar a Rita pagar por tudo sozinha.
    José ficou olhando para ele e perguntou calmamente:
- Como está minha filha?
   Marco não entendeu a mudança brusca de assunto, mas respondeu:
- A Amanda está bem. Ela queria ter vindo comigo, está muito preocupada com o senhor. Quando eu disse que viria até aqui falar com o senhor, ela me pediu pra dizer que quer conversar com o senhor o mais rápido possível, pessoalmente... Só não veio por causa dos bebês. O senhor sabe que ela não está podendo andar muito... Mas ela está muito aflita pela Rita... e pelo senhor.
- Ela ficou sozinha em casa?
- Não, ela nunca fica sozinha. Quando eu estou na faculdade, ou na RR, ela fica na casa do meu pai com a Débora ou minha mãe ficam com ela, a Dalva... À tarde, às vezes, a Rita me dispensa pra ficar com ela e eu não vou pra agência.
- Meus netos estão bem?
   Marco sorriu.
- Graças a Deus. Eu não vejo a hora de vê-los, pegar os dois no colo...
- Você precisa comprar uma casa. Aquele apartamento é muito pequeno pra um casal e duas crianças.
- Eu já pensei nisso também. Talvez mais por isso que estou pensando em aceitar mesmo o convite do Adriano Bueno. Com o cachê que eu vou ganhar lá, vou comprar uma casa na Chácara Flora, perto do senhor. É o triplo do que ganho na RR. Só queria esperar que os bebês nascessem... Tenho medo que o Adriano não espere até dezembro.
- A Amanda tem família, Marco. Não desperdice essa chance. Ela tem muito respaldo da família dela e da sua. Aceite logo.
- Eu só tenho medo de assinar um contrato que eu talvez não possa cumprir até o fim.
- Explique a situação para o rapaz. Ele não vai ser tão insensível a ponto de não entender. Ele também tem filhos, não tem?
- Tem dois, um menino de dez e uma menina de seis.
- Pois então. Arrisque.
- Ser modelo nunca esteve nos meus planos, professor...
- Ser pai de gêmeos estava?
  Marco sorriu e olhou para as mãos unidas no colo.
- Em sonho sim, mas na realidade... acho que não...
- Acredita em destino?
   Ele ergueu os olhos e olhou para o sogro.
- Muito.
- Então não fuja do seu. Se a minha filha não se opõe, muito pelo contrário, até incentiva, por que você vai quebrar a sequência da sua vida? Vá pro Rio, se não gostar, volte. Ninguém pode te obrigar a fazer nada, nem você.
   Marco balançou a cabeça aceitando o conselho.


                             RECONCILIAÇÃO
                                   PARTE I

MEDITAR É COMO REZAR, ORAR,
    CONVERSAR COM O CRIADOR
         FICANDO EM SILÊNCIO CONSIGO MESMO
                SEMANA SANTA DE SILÊNCIO MEDITATIVO A TODOS!

                           DEUS PERDOE A TODOS NÓS...
               POIS AINDA NÃO SABEMOS O QUE FAZEMOS!
                               FÉ E ESPERANÇA SEMPRE!

                                  OBRIGADA E BOM DIA!
Velucy
Enviado por Velucy em 31/03/2021
Código do texto: T7220132
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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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