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Cavaleiro rendido

Você veio de repente, do nada surgiu e a nada reduziu minhas defesas. Sim, não "ia muito com tua cara" e até te evitava, parecia "boba", "tola" ou "estranha". Menina do interior, distante do centro urbano,  garota com rostinho redondo, pele branquinha, discretos mas fiéis olhos de amêndoa. É...aos poucos comecei a te notar e observar o quanto se preocupava comigo, teu cuidado e carinho... mas ainda hesitei. Fechei as portas e não deixei você entrar e fiz a moça tão jovem sofrer. Sabe... o tolo fui eu. Você encontrou o caminho, destravou as portas e invadiu meu reino de cavaleiro de meia idade. Tem razão... Não posso mais dizer "não" sem me julgar um louco por jogar fora a pérola de grande valor. Você me faz sentir jovem como você, me leva a viajar no tempo, me tira do marasmo, me liberta do vazio, me restitui o sentido de tudo. Hoje sou cheio, pleno de você. Sonho com "uais" e até já repito "nô", presentes da mineirinha adorável, minha pequena mais que notável. Agora eu peço: não saia, não tranque portas, deixe sempre aberto o caminho luminoso que me conduz a ti. O nobre abaixou a espada e rendeu-se à suave mas ousada camponesa. No nosso eterno reino medieval você ganhou a justa.Então, longa vida à minha campeã! Mais uma vez, eu me rendo minha pequena senhora!
José Pinheiro Júnior
Enviado por José Pinheiro Júnior em 15/05/2019
Código do texto: T6647944
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
José Pinheiro Júnior
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 53 anos
122 textos (2505 leituras)
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José Pinheiro Júnior