Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Trago no meu Sangue

Ainda no futuro levo uma vida escravizada
As lembranças de vitórias do meu povo, apagadas
O passado do meu povo parece que não passou
Toda luta e o ideal do Quilombo acabou
O passado que não passa, a senzala disfarçada
A liberdade acomodou, a abolição estagnou
Um futuro sem passado, um presente sem memórias
Trago no meu sangue a consciência dos quilombolas
Trago no meu sangue a consciência dos quilombolas
Trago no meu sangue a consciência dos quilombolas
 
Querem que eu acredite que o meu passado foi escravo (cativo)
Querem que eu acredite que eu sou do povo condenado (fugido)
Dataram a minha chegada e forjaram a minha história
Delinearam o meu mundo e apagaram a minhas memórias
Ainda no futuro o mesmo esquema colonial
Só disfarçam, pintam a cara, mas na real, está tudo igual
O operário é o escravo, o policial capitão do mato
O político é o senhor na casa grande do senado
Para nos separar dão falsos cargos e criam leis
Foi a tática do escravista e hoje a tática do burguês
O monopólio da política é a herança do português
Passando de pai para filho, de filho à neto toda vez
Vejo a prisão nos meios de comunicação
Pressinto o perigo na rede de informação
Controladores mentais forjando, assim, realidades
Condutores de Espíritos para o caos e falsidades
Vejo no cotidiano o que se transformou o ser humano
Zumbis alienados, iludidos e profanos
Teleguiados pela imagem de uma caixa de ilusões
Transformados, fragmentados, gozando das separações
Telas de falsas leis, falsos mundo e ideais
Janelas dos perdidos, quadro dos banais
Delícias dos imbecis, néctar dos hipócritas
Transformando o ser-humano em tagarelas idiotas
Vejo em cada barraco controladores de emoções
Forjando uma falsa cultura em meio de informações
Hipnotizados na poltrona se perdem em referências
Objetos do consumismo, isso é a consequência
Consequentemente, o mesmo filme em minha mente
O início e o fim da ignorância novamente
A cobra que morde o rabo, o mesmo ciclo vicioso
A QUILOMBAGEM minha cultura, liberdade pro meu povo
 
Ainda no futuro levo uma vida escravizada
As lembranças de vitórias do meu povo, apagadas
O passado do meu povo parece que não passou
Toda luta e o ideal do Quilombo acabou
O passado que não passa, a senzala disfarçada
A liberdade acomodou, a abolição estagnou
Um futuro sem passado, um presente sem memórias
Trago no meu sangue a consciência dos quilombolas
Trago no meu sangue a consciência dos quilombolas
Trago no meu sangue a consciência dos quilombolas
 
Nasci na favela, morador do gueto sou do Quilombo
Entre becos e barracos sofri a miséria do ser-humano
Condicionado a ter pouco, a falar pouco, a comer pouco
Aumentando a ignorância estancada no meu corpo
Sobrevivi a estagnação, a acomodação a alienação
Busquei a liberdade de uma mente em escravidão
Minha mente virou Quilombo elevando a minha consciência
Agora um quilombola moderno, busco minha recompensa
Não almejo o sucesso, nem a fama, nem dinheiro
E nem me orgulho de ser pobre, pobreza leva ao desespero
Quero estar de boa com JAH, sempre vivo e sossegado
Quero ver o “preto” feliz e o “branco” estagnado
Preto veja o que eu vejo nas políticas não há beleza
Esse caminho não tem volta só revolta e tristeza
Consciente de que meu povo construiu esse país
Povo queira o que é seu, e o que é seu vai ter que vir
Vou formulando protestos de elevada conscientização
A chave do meu progresso é o AMOR em UNIÃO!
Não tenho nenhum patrão, não sou empregado de ninguém
Assim, como, Zumbi. Também, nasci para ser REI
Presente no momento dignidade e conscientização
Repito a frase de um amigo (ישוע) alertando os irmãos:
EU SOU VITORIOSO E A PALAVRA É SUPERIOR A TUDO!
CÉUS E TERRA PASSARÃO, COMO PASSARAM NO DILÚVIO!
Não me contento com migalhas o que eu quero é conquistar
Não me limito a ignorância reinante do lugar
De homens embriagados no néctar das tolices
Delícias dos imbecis, ignorância e burrice
Tenho a consciência que sou do tamanho do meu pensamento
Não vou me limitar aos benefícios do governo
Sou vitorioso e em JAH eu vou CRESCENDO!
Sou vitorioso e dia-a-dia eu vou VENCENDO!
 
Ainda no futuro levo uma vida escravizada
As lembranças de vitórias do meu povo, apagadas
O passado do meu povo parece que não passou
Toda luta e o ideal do Quilombo acabou
O passado que não passa, a senzala disfarçada
A liberdade acomodou, a abolição estagnou
Um futuro sem passado, um presente sem memórias
Trago no meu sangue a consciência dos quilombolas
Trago no meu sangue a consciência dos quilombolas
Trago no meu sangue a consciência dos quilombolas
Jp Santsil
Enviado por Jp Santsil em 28/02/2019
Reeditado em 28/02/2019
Código do texto: T6586047
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Áudio
Trago no meu Sangue - Jp Santsil
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Jp Santsil
Ness Zyonna - Central District - Israel, 38 anos
63 textos (470 leituras)
3 áudios (35 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 15/10/19 08:49)
Jp Santsil