NOVO FANK DA PERIFERIA.

Karolzinha na maior das idades,
quando veste este corpo
que alucina,
á noite no baile
todos manos e minas
quer nela pegar,
dos desoitos pra cima,
idade da hora, não é fácil chegar,
a vida ensina não variar,
Negui e Karol vai sempre colar. 
 
corpinho dela  retorce
 no ritmo.
movimentos  frenética
não para não cansa de rebolar.



 Vê lá moleque,
virou esquina,
boné na cabeça,
caído na testa,
dois mil e dezessete
 começo de festa,
sorriso aberto
andando de jeito
se balançando,
gingado dançante
das periferias.


Fala em gírias
fluentes dos morros,
camisa aberta,
bermuda comprida
cobrindo o joelho,
ligado na vida,
todos manos e minas
olhou parou, 
seus atos tem dono,
não escuta conselho,
rei da favela, bateu levou.


Um tiro certeiro
pintou a calçada
toda de vermelho
isso aí mesmo
meu brinquedo...
Foi logo pro espaço,
vacilou na vida
morreu,
não tenho medo da lei
sou ligeiro, valeu.


Karol e Negui
naquele dia,
naquela balada
minos e minas,
colou valeu deu certo,
seu coração é meu
parei com ela
minha pequena.

Antonio H Portilho.

(www.recantodasletras.com.br)

 
 
 
Antonio Portilho antherport
Enviado por Antonio Portilho antherport em 14/01/2017
Reeditado em 30/07/2020
Código do texto: T5881538
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