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BETINHO ( amigos pra vida inteira)

Durante as minhas caminhadas pelos parques do castelo
Vi um príncipe roqueiro de cabelo amarelo
Reparei no seu gingado, que era algo indescritível
e que, por vezes, ele tocava uma guitarra invisível

Sei que o moleque era transado e o seu estilo era maneiro
Logo de cara, percebi que ele seria meu parceiro
Fui saber qual o seu nome lendo a capa do caderno
que, em caixa alta, tinha escrito: Adalberto Andrade de Melo

Se eu bem me recordo e se não me falha a lembrança
Esse moço, vida mansa, ia à aula de chinelo
E quando dava o intervalo batucava a refeição
enquanto dividia o lanche: bom de pança e bom de coração

E assim nasceu a nossa aliança
Derrotamos vilões intransponíveis
Vencemos os tons desafinados
As línguas-de-sogra são terríveis

Foram tantos dias incríveis como uma infância deve ser
E ainda virão outras histórias que contarão sobre você
Mas mais pra frente a gente escreve outro poema com carinho
sobre o que futuro nos reserva, meu querido amigo Betinho
Léo Risuenho
Enviado por Léo Risuenho em 30/06/2020
Reeditado em 01/07/2020
Código do texto: T6992617
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Léo Risuenho
Belém - Pará - Brasil, 38 anos
52 textos (2316 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/09/20 17:25)
Léo Risuenho