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ÁRIA DE OUTONO
 
Acordam os vales de outono;
Soam ecos... “ Bel canto”...
Dramaticidade e encanto...
O solar do vento é um ressono;
Uma cantata de abandono...
Lança nas folhas um quebranto...
 
Uma a uma as folhas caem...
Inebriadas de divinos feitiços
Perdem-se a cor e os viços...
Sem escolhas não retraem...
 
Entregam-se prontas...na terra jazem...
Tristes e nus balançam os lariços...
 
O vento sibila ecos “ di Bravura”;
Um sussurrar terno e tinhoso;
Solos que enganam algum virtuoso...
 
Floreios, trinados...uma ópera que fissura,
Cheia de canto... “Parlando” e ternura...
Enche a alma de um ego manhoso.
 
Triste e só entoo minha “ Habanera
Sou personagem dessa estação;
No canto ressalto minha ilusão;
Uma ópera à minha maneira...
Sou como folha fagueira...
 
Oh! Outono... canto-te minha canção...

 

OBS: Palavras em grifo: termos designados às árias ( óperas)





( Imagem google)
Sonia de Fátima Machado Silva
Enviado por Sonia de Fátima Machado Silva em 14/05/2013
Reeditado em 05/05/2016
Código do texto: T4290523
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Sonia de Fátima Machado Silva
Coromandel - Minas Gerais - Brasil, 57 anos
1341 textos (58443 leituras)
13 áudios (692 audições)
2 e-livros (150 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/05/21 04:10)
Sonia de Fátima Machado Silva