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ENTREVISTA PARA TRABALHO UNIVERSITÁRIO DE PSICOLOGIA

Entrevistado: Od L'Aremse m. Peterson
Entrevistadora: Discente ECTMC


1- Dados de Identificação:
Nome: JBRE
Idade: 62 anos
Sexo: Masculino
Profissão: Aposentado
Grau de escolaridade: Superior incompleto
Estado Civil: Casado, moro com minha esposa
Posição na Família de origem: Sou o 5° filho de 16.
Nível socioeconômico: Classe média

2- Qual é a sua rotina de vida? O que você gosta de fazer? O que é importante? (cotidiano, hobbies, esporte...)
R- Como formador de opinião, sou tradutor, músico, compositor, letrista, arranjador, escritor nos estilos poético, prosa, conto, crônica, aforismo e ensaio. Sou também Pastor Evangélico, no momento licenciado para tratamento de saúde. Mesmo assim, atualmente trabalhando com um grupo de idosos buscando despertar neles a motivação para viver a idade atual em qualidade como sendo a melhor idade, pois é esta a que nós temos.
3- Como é o seu relacionamento familiar?
R- Sou casado há quase 35 anos com minha adorável esposa. Com ela tenho 3 maravilhosos filhos, missionários a serviços do Reino de Deus. Meus filhos mais velhos deram-me noras e netas maravilhosas. Sou muito feliz com a família que tenho. Verdadeira herança de Deus.
4- Como é o seu relacionamento social/ amizades?
R- Sou recente no Distrito Federal. Tenho ainda poucos amigos. Mas valorizo muito e procuro manter viva cada amizade que construo. São mui valorosos. Não têm preço.
5- Como é o seu relacionamento com pessoas de outras faixas etárias?
R- Tento me comunicar com todas as faixas etárias e creio que consigo com sucesso. Talvez deva isso por ter começado, minha esposa e eu, nosso pastorado justamente com a faixa etária de 5 a 12 anos. Depois, transferi-me e dirigi uma Igreja onde 75% dessa comunidade era de jovens. Agora dirijo um grupo de idosos e me sinto muito privilegiado por tudo isso.
6- Como você acha que é a vida das pessoas de sua idade? No que a sua vida é semelhante ou diferente?
R- Depende muito de cada um. Nós somos o que pensamos o que somos e só chegamos até onde pensamos alcançar. Precisamos mudar de atitude e veremos que ultrapassaremos limites de limites e quebraremos engessados paradigmas.
7- Comparando com outro momento de vida, quais as semelhanças e diferenças que você percebe?
R- Semelhanças? Creio que aqui dentro, continua a existir a eterna criança sonhadora que jamais saiu e nunca quis sair da “idade dos por quê”. Talvez seja isso que me mantém vivo e me motiva estar sempre antenado, buscando, de algum modo, resposta para otimizar o ótimo. Posso até não conseguir. Mas ninguém jamais vai apontar pra mim e acusar-me do contrário, que nunca tentei. Acho que falei em paradoxos, pois aqui, sem querer respondo aos dois extremos.
8- Quais assuntos, temas, problemas, preocupações, medos são vitais para as pessoas de sua idade? Em relação a estes temas ou outros, quais são importantes para você? Como?
R- Isolamento, desprezo, agressão, incompreensão etc. Acho que tudo isso aí resulta na mesma coisa — abandono. Mas, o pior de tudo, acho, é a gente se tornar transparente ou virtual. Ou ainda, quem sabe, telefonemas, telegramas, presentes, e-mails, somente para marcar presença ou uma justificativa social, para simplesmente fugir de certas cobranças.
9- Como as pessoas de sua idade costumam encarar a profissão/ocupação? (O que o levou a tal profissão, se for o caso).
R- Depende do 'background ' da pessoa. Se de um histórico familiar, alguém proativo, alguém de minha idade, ao se aposentar, passada a euforia, se não encontra uma outra atividade prazerosa/produtiva é um candidato a algum tipo de doença psicossomática. Já tive amigos e colegas que viajaram de depressão ao suicídio por se sentirem inúteis, não mais produtivos, desnecessários. Há outros, que não são muito afeitos ao trabalho e se deram bel prazer do 'faz-só-nada”. Têm fim semelhante ao grupo anterior. Mas os tais que procurei seguir seus exemplos, procurar alguma atividade produtiva ou não, que unam o útil ao agradável, o que faz ao prazer do que faz e/ou o ócio produtivo em 'prol do negócio'.
10- Como as pessoas de sua idade costumam encarar o amor, a sexualidade?
R- É muito relativo. Vou responder de maneira pessoal e certamente há muitos que assim pensam e outros não. O amor está além do sentimento, ou qualquer paixão, ou de um prazeroso ato sexual. Desse modo, se este amor estiver acima de tudo, quando qualquer outro ingrediente tal qual paixão, prazer, relacionamento, ato sexual falhar, o amor verdadeiro pode, sim, restaurar qualquer que seja a área da relação que estiver em conflito. O sexo é muito importante, mas sem amor o sexo naufraga logo de cara, no pricípio da relação e, o prazer que deveria desencadear durante o intercurso até o seu clímax, tornar-se-á em verdadeiro martírio. O clímax já era para ambos. Quanto a sexualidade, é a capacidade que o indivíduo tem para desenvolver em cumplicidade com a pessoa amada. É algo que se desenvolve tal qual a personalidade e depende muito do 'background' familiar, sociocultural. É um assunto de complexidade tal que seria impossível traçar algo consistente numa simples resposta.
11- Como você acha que as pessoas o veem, neste momento de vida? No que você percebe que mudou? O que o levou a tais mudanças?
R- Depende de quem me olha.
  • De um lado, os que me conhecem de há muito tempo tentam me ver com se o tempo não haja mudado. Cobram atitude e forças que sei não mais posso corresponder;
  • De outro, os que não me conhecem, mas, por minhas obras e pelo que, de mim, ouvem falar, me querem ver e ouvir daquele 'imutável' jeito;
  • E, no centro, estou eu, com uma mente forte, querendo que o que eles torcem que nunca mudem, mas o corpo, rindo, me diz “Calma aí! Calma aí! O tempo passou!”

Certamente o que mudou em mim foi o tempo, o corpo, as forças, a colheita do que plantamos na mocidade. É a mais pura verdade! Colhemos o que plantamos. Mas de uma coisa estou certo. Minha mente continua fértil como a daquele que um dia sonhou, sonhou e muito realizou.
12- Como você quer ser/fazer daqui para frente? O que você sente ser essencial a partir de agora?
R- Viver cada momento como único, precioso, perecível e irrecuperável. Quero desfrutar cada momento que eu puder com minha Família, meu tesouro, meu bem maior e valorizar cada parente, amigo, cada irmão.
Não desvalorizar nenhuma oportunidade surgida e ser sempre grato a Deus por tudo. A Ele tudo devemos.

13- Qual é o seu maior sonho?
R- Poder realizar meus sonhos mais importantes:
  • Apresentar mais e mais pessoas a Deus;
  • Publicar meus trinta livros já editados;
  • Escrever roteiro de filmes, romances e novelas. Por que não?
  • Ver gravadas todas as minhas músicas;
  • Ver e ouvir uma Orquestra Sinfônica ou Filarmônica executando minha primeira e única Sinfonia AS BODAS DO CORDEIRO.




 

Alelos Esmeraldinus
Enviado por Alelos Esmeraldinus em 22/05/2013
Reeditado em 08/11/2014
Código do texto: T4303173
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Alelos Esmeraldinus
Gama - Distrito Federal - Brasil, 96 anos
3782 textos (174971 leituras)
212 áudios (14272 audições)
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Alelos Esmeraldinus