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Os amigos inventados, parceiros imaginados, virtuais ou invisíveis... Criatividade ou evasão da realidade?

J B Pereira

Para compreender vidas dedicamo-nos a cada dia!
Quem não quer ter amigos?
As crianças também: às vezes, invisíveis e temporários!
A criança interior continua viva dentro de nós até o fim de nossas vidas. Até adultos e idosos, criam programas e imagens, projeções e atmosferas de outros mundos abstratos ou muito parecidos com os da criança, realidade alternativa e respirável, utópica, sonhada e fragmentar, justaposta e incrivelmente recheada de amigos e entes alados e seres especiais... Por que não?
A mente humana evoluiu durante séculos e ainda não sabemos como funciona. Por isso, há a neurociência, psicologia, espiritualidade, parapsicologia, ludoterapia, jogos infantis, fantástico das estórias e fadas...
Observar, conversar, conversar e criar confiança leva tempo. “As meninas valorizam a confiança mútua nas amizades mais do que os meninos e tendem a contar suas experiências íntimas umas às outras.” (http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/amigos_imaginarios.html)
Não é prudente, chamar de mentirosa e ruim a criança por ter amigos virtuais. Esquecemos que os tivemos ou que deslocamos esse jogo para desenhos e figuras de cinema ou heróis bíblicos como anjos e mitos. As crianças brincam e falam com os brinquedos, os insetos, veem coisas e bichos... Tem amigos escondidos em si, que os ajudam a vencer dor, medo, insegurança, solidão...
Não é porque não vemos que não existem na mente das crianças...
Quem de nós não teve seus fetiches como travesseiros e os arrastou pela casa quando levantava à noite ou pela manhã a procura de pais ou irmãos?
As crianças brincam sozinhas e são de certo modo independentes nos jogos ou isoladas quando se lançam em brinquedos (se concentram e passam horas assim...). Então, conversam consigo e com os amigos de repente, sejam colegas ou figuras imaginadas como alternativas de brincar e socializar-se... O mundo fica perfeito e as coisas obedecem a uma ordem segura de viver ...
Conversamos conosco o tempo todo, no ônibus, quando andamos, na igreja, na rua, etc.
Solidão em si não é má, é oportunidade de ficar sozinha, compreender-se...
As pessoas criaram a ilusão de que é ruim ficar só, tem que fazer algo... ficar no celular e na tv. Fogem de si o tempo todo... De si, não se foge... “Eu caçador de mim, manso ou feroz...” é a música de Milton Nascimento que nos fala de nossa luta de nos interiorizar e nos aceitarmos...
Orar, meditar, aceitar-se, ponderar, refletir, poesia, música, arte, dança, canto, há muitas formas de estar com a gente.
A espiritualidade cristã fala dos anjos como nossos amigos especiais.
Criamos mitos e super-heróis desde os primórdios da humanidade. Brincamos a maior parte de nossa vida, depois de grande, alugamos fitas e ouvimos estórias, vamos ao cinema ver filmes...

As Crianças não têm logo de pronto a noção de privacidade dos adultos... Aos poucos, vai internalizando os valores e fobias e receios de gente grande.

Para as crianças, o mundo é maravilhoso e mágico. Mas, muitas já começam a sofrer e são constrangidas desde pequeninas, infelizmente por adultos inescrupulosos. Os pedófilos e os assediadores são alguns deles.. A exploração infantil é uma armadilha contra a criança que quer a simpatia do adulto.
 
J B Pereira
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Livros:

Me comprem um amigo?/// Dibs: em busca de si mesmo!

O menino do dedo verde/// O pequeno Príncipe

Contos de Cristian Andersen

História de uma alma

Jesus e as crianças – Evangelho para crianças

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Artigo

“Na idade escolar a criatividade aumenta e, na adolescência, alguns jovens começam a escrever diários, uma forma muito particular de vivenciar a própria criatividade e imaginação. “... isso ocorreu em um terço dos diários de meninos e em até 60% das meninas. “ (http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/amigos_imaginarios.htm)
Para atingir esse estágio é necessário, primeiramente, compreensão madura da intimidade: crianças ainda não diferenciam entre informações “privadas” e “públicas”. Somente por volta dos 10 anos é possível compreender o que significa privacidade. Dessa fase em diante as informações sobre a própria pessoa ou sobre outros podem ser conscientemente mantidas em segredo ou manipuladas. Cerca de 40% das meninas confiam seus pensamentos pessoais a um diário (no caso dos meninos da mesma idade, esse índice é claramente mais baixo).
Vou me basear na leituras do artigo: Amigos Imaginários
Uma em cada três crianças nutre temporariamente uma relação existente apenas na fantasia – o que não é motivo para preocupação -
fevereiro de 2010
Inge Seiffge-Krenke

Segundo a Psicologia, quanto ao outro ego (alter ego), há duas abordagens opostos de que é sinal de amadurecimento e saúde para brincar e criar jogos lúdicos; outra tendência defende a visão de que “os amigos inventados, porém, podem surgir quando a criança tem dificuldades em se submeter às regras dos adultos.”

A imaginação criativa é fluivel na criança e os heróis e imaginados amiguinhos entram em ação. O animismo egocêntrico e as energias mentais psíquicas podem projetar entes e seres virtuais em que o diálogo acomete incrivelmente na socialização e introspecção dos bambinos e meninas. Até as indagações se projetam na conversa com seres da natureza, seja vegetais, seja animais e insetos.

A fantasia e a criatividade são aliadas ao mundo físico com mapeamentos emocionais e coloridos fortes em que a criança exerce um protagonismo acentuado e seguro de que o mundo será introjetado de alguma forma e que o estranhamento faz parte da vida humana em todas as fases de nosso desenvolvimento.

Viver com a ansiedade, crises do crescimento, atropelamento de imagens e tensões da vida familiar e pré-escolar, dificuldades de ambientação devido à mudanças de casa, bairro, cidade...

Podem desempenhar “a função semelhante quando servem de conselheiros morais.”

... os jovens com amigos imaginários apresentaram mais qualidades sociais, como empatia, do que aqueles sem um acompanhante invisível.

“Geralmente, eles surgem em períodos em que seus criadores realizam grandes saltos de desenvolvimento cognitivo e oferecem às crianças a possibilidade de expressar sentimentos e impulsos.”

Em seus extensos estudos sobre o desenvolvimento da inteligência infantil, o psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980) também deparou com os amigos imaginários.

Piaget relatou sobre o companheiro imaginário de sua filha de 3 anos, Jacqueline. O personagem dominou a atenção da menina durante dois meses, ajudava-a em tudo o que estava aprendendo, estimulava-a a respeitar regras e a consolava quando estava triste. De repente, desapareceu.

Piaget não atribuiu a criação do amigo de sua filha à solidão ou a condições de vida difíceis. Via nele muito mais uma prova de criatividade e prazer comunicativo. Essa ideia foi comprovada mais uma vez em 2008 por um estudo dos psicólogos Anna Roby e Evan Kidd, da Universidade de Manchester.

... o sociólogo britânico David Finkelhor, da Universidade de New Hampshire em Durham, nos Estados Unidos, foi um dos pesquisadores que demonstraram que quanto pior for o estado físico e psíquico das crianças, menos serão capazes de brincar. O abuso ou a negligência fazem com que a imaginação se atrofie e inibem a propensão ao jogo – em geral, essas crianças não criam acompanhantes imaginários.

Companheiros imaginários podem ter funções variadas. Algumas crianças e jovens iniciam essa amizade quando se sentem sozinhos. O estudo de 2004 de um grupo de trabalho coordenado pela psicóloga Marjorie Taylor, da Universidade de Oregon, também aponta nessa direção. Os pesquisadores entrevistaram 152 crianças em idade pré-escolar e descobriram que aproximadamente 70% com idades entre
5 e 6 anos que tinham amigos imaginários eram primogênitos ou filhos únicos.

Estudos anteriores desse mesmo grupo com crianças e adolescentes mostraram que amigos imaginários apareciam principalmente quando surgiam mudanças drásticas: a mãe ficava grávida ou um irmãozinho nascia; quando um dos pais estava ausente devido a frequentes estadias no hospital ou depois que uma pessoa considerada referência afetiva morria.
Também no caso de separação dos pais ou de amizades que se rompiam, por exemplo, devido a uma mudança de casa, os amigos imaginários ajudavam na superação. Pesquisadores relatam o caso de uma menina de 10 anos que sofria de grande solidão. Sua mãe estava em tratamento havia dois anos, devido a uma forte depressão, e desde então a menina ficava frequentemente Essa função pode explicar por que também pessoas idosas têm eventualmente amigos imaginários – o que até agora quase não foi estudado.
O psiquiatra canadense Kenneth Shulmann relatou em 1984 o caso de três pacientes com mais de 80 anos que haviam perdido pessoas queridas recentemente. Os três fizeram seus companheiros falecidos reviverem em sua imaginação, embora evitassem falar sobre o assunto com outros, o que foi avaliado por Shulman como um indício de que eles tinham consciência da natureza ficcional de suas criações.

Sozinha e tinha de cuidar de si mesma. Nessa situação, ela inventou um irmão imaginário totalmente dependente dela, ao qual ela dispensava atenção materna – assim como provavelmente gostaria de ter sido tratada. Às vezes, passava dias deitada na cama, mergulhada em uma conversa interminável com seu irmão invisível. Quando a mãe recebeu alta e voltou para casa, ele desapareceu de um dia para outro.

De tempos em tempos, portanto, crianças e adolescentes compensam a realidade com a ajuda providencial do parceiro imaginário e assim combatem sentimentos de abandono, solidão, perda ou rejeição. É possível, assim, desfrutar de um relacionamento de amor e apoio, além de companhia – independentemente das circunstâncias externas. Como consequência, essas figuras quase sempre desaparecem assim que a criança encontra amigos reais ou se adapta à nova situação.

http://grupopreparaenem.com.br/wp-content/uploads/2016/05/RESOLUC%CC%A7A%CC%83O-ENEM-1%C2%BADIA-16-04.pdf





J B Pereira e http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/amigos_imaginarios.html
Enviado por J B Pereira em 06/04/2018
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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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J B Pereira