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NEGRITUDICIDADE - CATEGORIA QUE INSERE OS ESTUDOS CULTURAIS SOBRE A NEGRITUDE E AS ETNIAS E CULTURAS AFRODESCENDENTES CONTEMPORÂNEAS E SUAS RELAÇÕES COM O PASSADO (NEO)CULTURAL DO BRASIL E DA ÁFRICA

Os estudos culturais renderam boas impostações e ponderações sobre as camadas populares em todos os continentes. Percebe-se que a inclusão das culturas africanas em língua portuguesa e suas literaturas podem ser contempladas nesse contexto como práticas culturais à margem do capitalismo, da globalização e neoliberalismo.
Há de se fazer a articulação metódica entre diferentes culturas negras e suas errâncias a partir de documentários e história oral, mesmo tentando visitar a historiografia oficial para detectar suas lacunas e silenciamentos. Preencher tais espaços e silêncios, com os gritos e sofrimentos e idiossincrasias dos povos afrodescendentes e suas migrações desde a colonização significará um serviço interessante para a posteridade e construção do mapeamento de deslocamentos e diásporas. Isso já não é novidade, porque muitos vêm fazendo tais roteiros migratórios e memórias coletivas que insurgem das cinzas e das obras neocoloniais e outras obras e documentos do arquivo considerado morto ou refugado pelos historiadores tradicionais e etnocêntricos.
A riqueza de analogias, inferências e rastros dessas etnias e suas ramificações podem de certo modo implicar na atualização antropológica, econômica, sociológica e literária das comunidades atuais em dialogismos com o passado recente e distante.
Hoje, escandalosamente, se os afrodescedentes estão na maioria estatística no Brasil (52%), como explicar ainda seu subordinacionismo à dominação e marginalização no mercado e acesso minguado à realização profissional e nos seus projetos de vida pessoal e social?
Alguém dirá é uma longa e triste história de humilhação e branqueamento, negação da negritude e suas manifestações específicas e comportamentais.
Uma releitura ousada da resiliência e da submissão dos negros no mundo ao longo dos séculos com nuances de adaptação e sobrevivência, flocos de rebeliões e morte coletiva como o banzo poderiam abrir caminhos epistemológicos nos estudos culturas da negritudicidade para investigação do perfil e a hibridação dos negros com os outros povos também subjugados aos "onos do poder" (expressão de Raimundo Faoro). Outros com os quais os negros e seus descendentes se articularam pela libertação foram índios e migrantes em determinados contextos da (neo)colonização e expansão das nações modernas e sua formatação hibrida e etno-econômica.
Os fenômenos resilientes de miscigenação e sincretismos conotam  "as veias abertas da América Latina (nome do livro de Galiano) e culturas afrodescedentes no mundo todo.
Tocar nesse polêmico e arqueológico e museológico insite gera desconforto e estramentos diversos: lágrimas, rios, deboches, bullying, xenofobias e suas contaminações racistas contundes de apartheit e fobias e resistências e genealogias indescifrágeis nos primeiros momentos. Depois, a coragem do pesquisador se mantém nos focos e metas de seu empreendimento e aprofundamento quando se desperta com insuspeitáveis rastros e progressos (talvez tímidos) de um passado ainda vivo dentre nos.
Sim, negros poucos destacados na sociedade, renegados ideologicamente. Liberados à ascensão em alguns setores na gastronomia, dança, esportes, artes marciais, artesanato, literaturas... Tudo tido como menor, sem grande ascendência e status quo.
Admitir a beleza afrodescendentes - culturas , literatura, religiosidade, filosofia e valores axiais que elevam todos à sua dignidade e visibilidade na sociedade contemporânea é outro prisma - que estamos engajados demostrar. É material de primeira, nível bom de recursos e tecnologia também que projetam e dizem sobre e com as vozes e vezes dos negros e seu presente e futuro esperançoso.  Em sociologia, não há uma cultura e economia menores. Tudo depende de seu ponto de vista ou de um modo de olhar...
A religiões e a política estão sempre juntas. São estratégias do ser no mundo e sua mundialidade. O "Dasein" (o ser-aí de Heidegger) implica autenticidade - isso é uma versão de que somos e estamos na história e a construímos juntos e deixamos um legado. Ora, partir da negritudicidade é evocar as  contribuições e modos de ser da negritude ou negritudes (as culturas africanas e afrodescendentes não são iguais - podem ser relacionadas e vistas com certa autonomia relativa...) .
Ver o peculiar, indutivo, dedutivo, analógico e eugênico ... nos dar um torcicolo epistêmico e abre ao ponto de vista da alteridade, em que as identidades se miram necessariamente. Pois ninguém se forja como tal se não houver o espelhamento do outro a partir do qual se posiciona e emerge como diferente.
Temos muito por que aprender uns com os outros; nada justifica a perseguição e morte, xenofobia e racismo aos afrodescendentes. Nosso passado comum nos coloca no mesmo barco... Sendo que fora dele injustamente foram abandonados por serem outros e diferente de nós, os afrodescedentes, então... O que se fazer? Como mudar essa história se não mudamos nosso olhar, julgar, agir e celebrar?
As crises e mudanças de atitude virão quando entendermos que sem eles o mundo não será o mesmo - será vazio e mesquinho - mesmices de nós mesmos... Enfado e tédio.
Viva Zumbi, Viva Dandara, Viva Mandela, Presente Marielle e mulheres...

NEGRITUDICIDADE - CATEGORIA QUE INSERE OS ESTUDOS CULTURAIS SOBRE A NEGRITUDE E AS ETNIAS E CULTURAS AFRODESCENDENTES CONTEMPORÂNEAS E SUAS RELAÇÕES COM O PASSADO (NEO)CULTURAL DO BRASIL E DA ÁFRICA

J B Pereira

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Culturas Africanas e Afro Brasileiras Em Sala de Aula
Editora Fino Traço -2012
Renata Felinto

Renata Aparecida Felinto dos Santos é uma artista plástica brasileira. Graduou-se em Artes Visuais pela UNESP. Fez o mestrado na mesma instituição. Leciona Arte e Cultura Africana no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Wikipédia
Nascimento: 1978, São Paulo, São Paulo
Livros: Culturas africanas e afro-brasileiras em sala de aula: saberes para os professores, fazeres para os alunos : religiosidade, musicalidade, identidade e artes visuais

Graduou-se em Artes Visuais pela UNESP. Fez o mestrado na mesma instituição. Leciona Arte e Cultura Africana no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.[4] Integra o conselho editorial da revista O Menelick 2º Ato.[5] Organizou a coletânea de ensaios Culturas africanas e afro-brasileiras em sala de aula : saberes para os professores, fazeres para os alunos (Editora Fino Traço, 2012).[6]

Usa o autorretrato como forma de expressão e manifestação política contra a predominância de imagens de mulheres brancas na arte.[7] Nessa mesma linha de trabalho, representou-se como uma versão negra de ícones pop como Brigitte Bardot, Kim Bassinger e Marilyn Monroe.

Nasceu em 1978.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Renata_Felinto
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Zumbi e Dandara estão vivos nos líderes que matamos hoje!
https://www.recantodasletras.com.br/discursos/6284930
19 de mar de 2018 - Os afrodescendentes e as mulheres negras fazem a diferença na sua união na negritudicidade como categoria local e socialmente engajada contra o sistema opressor que manipula as minorias, quando são maioridade de gente viva e às margens de tudo, lutando para sobreviver com mísero salário, ..
J B Pereira e https://www.recantodasletras.com.br/discursos/6284930
Enviado por J B Pereira em 29/03/2018
Reeditado em 03/04/2018
Código do texto: T6293937
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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14 e-livros (84 leituras)
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J B Pereira