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UM EXEMPLO DA EMERGÊNCIA DE GÊNEROS NO FACEBOOK

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AN EXAMPLE OF THE EMERGENCE OF GENRES ON FACEBOOK
Vicente de Lima-Neto 1
Mestre em Linguística
Universidade Federal do Ceará
(netosenna@gmail.com)
 
 
RESUMO: As práticas discursivas em sites de redes sociais no Brasil não são novas: desde
2004, com o Orkut, os brasileiros têm a experiência de se comunicar em tais sites. Desde
2010, o Facebook tem grande feito parte da vida dos brasileiros, o que exige uma grande
produção  textual  na  internet.  Este  trabalho  objetiva  discutir  a  emergência  de  gêneros  no
Facebook, orientado epistemologicamente pelo conceito de gênero de Miller (1984 [2009])
pelo  conceito  de  emergência  trazido  pela  Teoria  da  Complexidade  (LARSEN-FREEMAN,
2008;  BRAGA,  2009). Para  isso,  analisamos o comportamento  do  mural  do  Facebook de
variados usuários e chegamos à conclusão de que um dos elementos que contribuem para
práticas de linguagem novas é entender as Redes Sociais da Internet (RSIs) como Sistemas
Adaptativos Complexos (SACs).
Palavras-chave: Sistemas Adaptativos Complexos; Emergência de gêneros; Facebook.
 
ABSTRACT:  Discursive  practices  in  social  networking  sites  in  Brazil  are  not  new:  since
2004, with Orkut, Brazilians have the experience to communicate on such sites. Since 2010,
Facebook has made big part of Brazilian life, which requires a large production of texts on
the Internet. This paper discusses the emergence of genres on Facebook, epistemologically
driven by the concept of gender Miller (1984 [2009]) the concept of emergency brought by
complexity theory (Larsen-Freeman, 2008; BRAGA, 2009). For this, we analyze the behavior
of the Facebook wall of various users and came to the conclusion that one of the elements
that contribute to practice new language is to understand the social networks of the Internet
(RSIs) as Complex Adaptive Systems (CASs).
Keywords: Complex Adaptative Systems; emergence of genres; Facebook.
 
Considerações iniciais
 
As pesquisas com redes sociais da internet (RSI) em Linguística têm ganhado
grande relevância desde o surgimento do Orkut, em 2004, quando se trouxe novas
formas de interagir na rede e, principalmente, práticas de linguagem (re)criadas que,
no decorrer do tempo, ganharam características próprias e certas regularidades que
nos levaram a imaginar tratar-se de gêneros novos. Quando voltava-se o olhar para
a  internet,  os  casos  dessa  natureza  passaram  a  ser  chamados  de  gêneros
                                                             

 Artigo produzido no âmbito do Projeto REGE (Redes Sociais e Reelaborações de Gêneros) – Etapa
I – sob coordenação do Prof. Dr. Júlio César Araújo. Agradeço à mestranda Sayonara Costa por sua
leitura  crítica  e  atenta  à  primeira  versão  deste  trabalho  e  pelas  sugestões  metodológicas.  Os
problemas remanescentes são de minha inteira (ir)responsabilidade.
1  Doutorando em Linguística. Bolsista CNPq.
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emergentes  do  meio  virtual  (MARCUSCHI,  2004),  ou  gêneros  digitais,  embora
ainda sem se entender exatamente como eles funcionavam.
Neste  trabalho,  propormo-nos  a  discutir  o  fenômeno  da  emergência  de
gêneros no Facebook, com base na Teoria da Complexidade, que nos auxilia nesta
empreitada.  Ao  que  parece,  as  RSIs  funcionam  como  um  Sistema  Adaptativo
Complexo (SAC), o qual tem como uma de suas características a emergência.
 
Das RSIs
O  estudo  sobre  redes  sociais  na  internet  no  Brasil  tem  encontrado
respaldo principalmente nas pesquisas da Comunicação, com Recuero (2006; 2007;
2009),  por  exemplo.  Em  Linguística,  embora  tenhamos  trabalhos  neste  campo
específico,  como  Santaella  e  Lemos  (2011),  precisamos  fazer  pontes  com  essas
outras  áreas  para  que  as  explanações  sobre  redes  sociais  e  as  práticas  de
linguagem que lá se realizam estejam a contento. Neste trabalho não será diferente.
Embora apenas no século XXI, com a chegada do Orkut principalmente, o
assunto  tenha  ganhado  grande  relevância  e,  por  consequência,  tenha  passado  a
fazer parte das conversas cotidianas, as redes sociais não são inerentes à internet.
Elas começaram a ser analisadas ainda no início da década de 1970, com o intuito
de  verificar  ações  individuais  e  fenômenos  coletivos,  assim  como  a  criação  de
estruturas sociais e suas dinâmicas; as diferenças entre os indivíduos e os grupos
sociais etc. Isso significa que o que, no senso comum, entende-se por redes sociais
na  Internet  (RSI)  –  Orkut,  Twitter,  Facebook,  Myspace,  Hi5  etc.  –  não  são  as
próprias redes, mas sites que potencializam a formação delas, pois “[...] uma rede
social é definida como um conjunto de dois elementos: atores (pessoas, instituições
ou  grupos;  os  nós  da  rede)  e  suas  conexões  (interações  ou  laços  sociais).”
(RECUERO, 2006: 26). Logo, de nada vale a web e os sites sem que, por trás deles,
estejam  os  indivíduos  sociais  agindo.  Recuero  (2007,  online)  trata  dessa  temática
em texto publicado online:
 
O sistema, sem o grupo, nada mais é do que um site/software. Já o
grupo, mesmo sem o sistema, continua sendo um grupo. O risco de
tratar  todo  o  tipo  de  sistema  como  comunidade  ou  como  a  rede  é
aquele  de  que  nem  todos  os  sites  possuem  um  grupo  social
associado. E nem todo o grupo social associado pode constituir uma
comunidade virtual.
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Em suma, a rede social é formada por pessoas e pela relação que elas
estabelecem entre si, interagindo socialmente. O sistema é sócio-técnico e apenas
possibilitará (ou não) a formação de rede. O Facebook, então, que é o universo onde
pensamos  nosso  trabalho,  será  entendido  como  software  online  hospedado  em
sítios na Internet que possibilitam a formação de redes sociais construídas por todos
aqueles que têm conta em um desses sites (atores) e que interagem (conexões) por
meio deles.
Os  atores,  então,  “são  as  pessoas  envolvidas  na  rede  que  se  analisa”
(RECUERO,  2009,  p.  25).  Quando  se  trata  de  uma  rede  social,  eles  ganham  a
terminologia  de  nós  (ou  nodos).  Logo,  as  estruturas  sociais  serão  construídas  a
partir das interações que eles desenvolverem. Já as conexões, o outro elemento que
é base das redes sociais, “são constituídas dos laços sociais, que, por sua vez, são
formados  através  da  interação  social  entre  os  atores.  De  certo  modo,  são  as
conexões  o  principal  foco  do  estudo  das  redes  sociais,  pois  é  sua  variação  que
altera as estruturas desses grupos”. (RECUERO, 2009, p. 30).
É bom lembrar que muitas das conexões entre os atores do Facebook já
existiam fora da internet. Amigos da universidade, colegas do trabalho, pessoas que
há muito não são vistas e se reencontraram no Facebook, enfim, todas elas formam
uma rede social que é apenas metaforicamente materializada no site em questão. A
partir  dele,  amigos  de  amigos  podem  se  vincular  por  laços  virtuais  ou  mesmo
pessoas que pouco contato têm fora da web, mas são “amigos” no Facebook. Isso
significa que o site pode potencializar (ou não) a formação de redes sociais.
As  interações  que  acontecem  entre  essas  pessoas,  que  é  o  que  nos
interessa, são feitas, muitas vezes, por práticas de linguagem emergentes, que são
usadas para que a interação nesses grupos atenda a propósitos comunicativos cada
vez mais variados. A interação acontece não somente pela semiose verbal, mas por
outras  semioses  cujos  recursos  para  uso  (aplicativos,  por  exemplo)  são
disponibilizados  nos  próprios  sites,  o  que  termina  por  promover  linguagens
emergentes.
Para  Hornick  (2005),  estamos  vivendo  uma  nova  versão  das  redes
sociais, a 3.0. Ele faz uma retomada dessa evolução: primeiramente houve as RSIs
1.0, que emergiram no final dos anos 1990 e eram caracterizadas como um conjunto
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de  serviços  disponíveis  para  o  consumidor  e  que  propiciaram  a  comunicação  em
tempo  real  através  de  redes  coordenadas.  Dentre  elas,  estão  o  ICQ  e  listas  de
discussão, por exemplo. O autor enfatiza que elas não eram descritas como redes
sociais, mas fomentaram a base para o conhecemos hoje.
Depois, vieram as  RSIs 2.0, que começaram no início dos anos 2000 e
surgiram  a  partir  do  momento  que  alguns  empresários  viram  a  potencialidade  da
Internet de agrupar pessoas em uma rede online. Então, Orkut, Friendster, LinkedIn
etc.  foram  serviços  que  tinham  como  intuito  organizar  as  pessoas  a  depender  da
finalidade:  entretenimento,  negócios,  marketing  pessoal  etc.  Aqui  houve  uma
consciência real dos usuários sobre o que é uma rede.
É importante ressaltar que são nas RSIs 2.0 que acontece uma explosão
de  novas  práticas  de  linguagem.  Exemplos  desse  movimento  são  as  listas  de
discussão, antes centradas num único site, passam a ser ampliadas e coocorrem no
Orkut,  por  exemplo:  são  os  fóruns;  depois,  vêm  os  comentários  (ou  posts,  que
deixam  de  existir  apenas  em  blogs);  quadro  de  recados  (no  caso  do  Orkut,  o
scrapbook),  mensagens  coletivas,  felicitações,  sem  contar  dos  gêneros  que  se
mesclam nesses ambientes, chegando a formar novos gêneros.
Atualmente, estamos nas RSIs 3.0. Segundo Hornick (2005),
 
[...] tornou-se claro que a construção e o gerenciamento de uma rede
social  não  era,  em  si  mesma,  uma  experiência  do  consumidor
convincente. Em um aceno de volta às instâncias iniciais das redes
sociais,  os  empresários  têm  percebido  que  as  redes  sociais  são
facilitadores  de  outras  experiências  do  consumidor  convincente.
Assim,  as  redes  sociais  vêm  a  ser  um  importante  ingrediente  para
todos os tipos de experiências de consumo. Redes sociais informam
sobre  as  conversas  que  acontecem  entre  amigos  no  LiveJournal.
Redes  sociais  permitem  a  descoberta  de  uma  nova  música  no
MySpace.  Redes  sociais  melhoram  a  experiência  de  jogo  entre
vários  jogadores  no  Xfire.  Redes  sociais  agora  empoderam  o
recrutamento no LinkedIn 2 . (HORNICK, 2005, online)
 
                                                             
2  Nossa tradução de: “it became clear that the building and management of a social network was not,
in and of itself, a compelling consumer experience. In a nod back to the earliest instantiations of social
networking, entrepreneurs have come to realize that social networks are enablers of other compelling
consumer  experiences.  Thus,  social  networks  are  becoming  an  important  ingredient  of  all  sorts  of
consumer  experiences.  Social  networks  inform the  conversations  that  take  place  among friends  on
LiveJournal.  Social  networks  enable  the  discovery  of  new  music  on  MySpace.  Social  networks
enhance  the  multi-player  gaming  experience  at  Xfire.  Social  networks  now  empower  recruiting  on
LinkedIn.  And  dozens  of  new  social  networks  are  emerging  to  enable  specific,  valuable  consumer
experiences that are enhanced by the underpinnings of the network” (HORNICK, 2005, online).
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Logo, é  fato  que  as  redes  sociais  sempre  foram  formas  de  agir  no  mundo.  O  que
difere  as  RSI  2.0  das  3.0  é  que,  nessas  últimas,  elas  não  se  prendem
exclusivamente  ao  agrupamento  de  pessoas.  Agora,  também  servem  como
extensões  da  vida  humana  no  meio  virtual.  Há  perfis  de  empresas,  por  exemplo,
com o intuito de vender seus produtos; outras com o propósito de realizar denúncias;
outras  com  serviços  de  atendimento  ao  cliente,  enfim,  preocupações  que
ultrapassam  as  que  havia  durante  o  seu  surgimento,  em  meados  dos  anos  2000.
Agora,  mais  do  que  nunca,  há,  como  diz  Santaella  e  Lemos  (2011),  um
amadurecimento  da  sociabilidade  em  rede,  inclusive  permitindo  a  integração  e  a
comunicação entre elas. A tela do computador deixou de ser a única materialidade
possível de acesso às RSIs: tablets e smartphones já permitem o acesso, de forma
que algumas especificamente foram criadas para funcionar fora dos computadores 3 .
Então, com base num aparato tecnológico deste porte, é possível estar em qualquer
lugar a qualquer tempo: “Informações pessoais privadas trafegam livremente entre
os  diversos  repositórios,  indo  parar  em  bases  de  dados  gigantes  que  analisam
gostos  e  preferências  individuais  para  inúmeros  fins:  governamentais,  gerenciais,
estatísticos, publicitários, estratégicos” (SANTAELLA e LEMOS, 2011, p. 59), o que
apenas  corrobora  o  posicionamento  de  que  a  evolução  das  redes  sociais  já  está
arraigada na cultura dos que se utilizam da Internet constantemente.
Como  se  sabe  que  as  culturas  são  heterogêneas  e que  não  deixam  de
evoluir, há sempre uma grande demanda enunciativa que age sobre o que já existe.
Como  a  internet  está  em  estágio  de  beta  eterno 4   (PRIMO;  RECUERO,  2006),  há
momentos em que os programadores de softwares não atendem a essas demandas
com novos aplicativos, novas ferramentas, portanto os usuários buscam alternativas
para  suprir  tal  necessidade  com  o  que  já  tem.  Este  é  um  dos  motivos  que
potencializa a emergência de gêneros: a demanda enunciativa (jamais satisfeita) dos
usuários, que pode ser explanada com as luzes da Teoria da Complexidade.
 
                                                             
3   Veja  o  exemplo  do  Foursquare.com  –  trata-se  de  um  geolocalizador,  responsável  por  um
rastreamento  espacial  em  tempo  real.  Consiste  em  se  postar  a  localização  precisa  num  dado
momento. Ou seja, só faz sentido existir em dispositivos móveis.
4   “Beta  eterno”  significa  que  um  determinado  software  nunca  está  em  estágio  final  de
desenvolvimento.
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Dos Sistemas Adaptativos Complexos e do fenômeno da emergência
   
Os estudos sobre os sistemas adaptativos complexos (SAC) tiveram início
com  a  Teoria  da  Complexidade,  esta  com  bases  epistemológicas  ainda  da  Grécia
Antiga.  Também  conhecida  atualmente  como  Teoria  do  Caos,  em  nada  ela  se
aproxima  do  que  o  senso  comum  acredita:  da  desordem,  da  bagunça.  Pelo
contrário, “na engenharia, a teoria do caos é chamada de teoria da estabilidade – ou
seja,  o  estudo  da  estabilidade  implícita  na  desordem  e  na  instabilidade,  muito
embora alguns cientistas nos lembrem que, inversamente, a desordem está implícita
na ordem” (SLETHAUG, 2000, p. xxiii apud OLIVEIRA, 2009, p.c15).
A  Teoria  da  Complexidade,  segundo  Martins  (2008),  apresentam
diferentes linhas de pesquisa, atuando em distintas áreas do conhecimento. As mais
proeminentes  têm  sido  a  Teoria  do  Caos,  a  Teoria  das  Estruturas  Dissipativas  –
essas duas com preocupações com  modelos  matemáticos de sistemas – a Teoria
dos  Sistemas  Complexos  Adaptativos  –  estudada  também  por  diferentes  ciências,
como  as  exatas  –  Matemática,  Física  –,  as  biológicas  e  as  humanas,  onde  nos
enquadramos.  Mesmo  na  Linguística,  diferentes  vertentes  têm  se  utilizado  das
pesquisas  com  SAC,  como  a  Linguística  Aplicada  (MARTINS,  2008;  D´Andréa,
2011),  a  Semiótica  (SANTAELLA;  LEMOS,  2011)  e  nós,  da  Análise  de  Gêneros
(LIMA-NETO, 2012).
Se consideramos um SAC como um sistema “que enfoca os processos de
adaptação que permitem que os agentes se ajustem uns aos outros e ao sistema,
possibilitando, assim, que o sistema como um todo sobreviva” (MARTINS, 2008, p.
41),  então  podemos  argumentar,  com  Santaella  e  Lemos  (2011),  que  as  RSI
resguardam essas características e se comportam como tal. As bases utilizadas pela
Teoria  da  Complexidade  lançam  luzes  sobre  o  que  parece  haver  nas  práticas  de
linguagem em RSI: um aparente caos de informações no qual todos acabam agindo
socialmente e se comunicando na mais perfeita harmonia.
Para  Santaella  e  Lemos  (2011),  uma  RSI  é  um  sistema,  pois  “é  um
conjunto  interrelacionado,  uma  totalidade  integrada  de  partes  diferenciadas,
formando um todo organizado que propicia a consecução de algum fim a partir de
suas  interações  conjuntas”  (SANTAELLA;  LEMOS,  2011,  p.  18).  Neste  estudo,
entendemos  que,  para  o  perfeito  funcionamento  da  RSI,  muitos  elementos
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funcionam  em  conjunto,  como  o  suporte  digital  (o  hardware  e  o  software  do
computador, a internet), os atores, os gêneros que  são utilizados para se interagir
etc.
A  RSI  é  adaptativa,  porque  é passível de  se  adaptar em  ambientes  de
mudanças,  embora  resguarde  estados  que  mantenham  a  sua  estabilidade  e
identidade.  Logo,  as  RSIs  atuais,  como  Twitter  e  Facebook,  têm  seus  layouts
alterados  constantemente,  em  virtude  das  demandas  enunciativas  dos  usuários  e
das  demandas  exigidas  pelo  mundo  exterior.  A  cada  dia,  novos  aplicativos  são
desenvolvidos  e  novos  objetivos  tendem  a  ser  alcançados  com  as  mudanças  de
layout, sempre, claro, mantendo o objetivo maior: a construção e manutenção das
redes sociais. Por fim, ela é complexa porque funciona a partir de muitos elementos
heterogêneos  que  se  entrelaçam;  “há  uma  indissociação  e  uma  relação  intrínseca
entre  as  partes  do  sistema”  (OLIVEIRA,  2009,  p.  15),  o  que  é  mostrado  pelas
relações  interrelacionadas  das  conexões  (estabelecidas  pelos  gêneros,  pelos
aplicativos  disponíveis  nas  RSIs  etc.)  e  dos  atores  (os  usuários,  cujas  demandas
enunciativas são satisfeitas nas RSIs), elementos básicos de uma rede social.
Assim  como  todos  os  SACs,  as  RSIs  possuem,  dentre  tantas,  duas
características fundamentais: a auto-organização e a emergência. Falar em auto-
organização de sistemas complexos é entendê-la como a “emergência espontânea
de  novas  estruturas  e  de  novas  formas  de  comportamento  em  sistemas  abertos,
afastados  do  equilíbrio,  caracterizados  por  laços  de  realimentação  internos  e
descritos matematicamente por meio de equações não lineares.” (CAPRA, 2001, p.
69).  Neste  caso,  um  SAC  é  auto-organizado  porque,  diante  de  sua  dinamicidade
inerente, tem potencial de criar novas estruturas e novos modos de comportamento,
moldando-se  à  situação  exigida.  Tais  alterações  para  se  moldarem  a  uma  nova
exigência do mundo exterior são espontâneas.
Quando ajustamos a lupa para o Facebook, vemos que ele se enquadra
na  característica  de  auto-organização  dos  SACs,  já  que,  em  virtude  de  novas
demandas  constantes,  outras  formas  de  se  comunicar  emergem  nelas,  além  de
novos  aplicativos  e  novos  layouts  recorrentemente,  o  que  naturalmente  provoca
mudanças  de  comportamento  dos  atores.  Esta  RSI  constantemente  cria  novas
ferramentas  para  seus  usuários,  o  que,  no  início,  causa  certo  estranhamento  –
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característica  do  desequilíbrio  –  mas,  a  partir  dos  usos,  estabelece-se  um  padrão
comportamental, permitindo uma tendência à estabilização – traço do equilíbrio.
Quando chegamos ao conceito de emergência, entendemos, com Larsen-
Freeman  e  Cameron  (2008,  p.  59),  que  é  um  “aparecimento,  em  um  sistema
complexo,  de  um  novo  estado  em  um  nível de  organização  maior  que  o  anterior”.
Trata-se de um comportamento novo, não previsto pelo sistema,  mas que tende a
entrar  em  uma  padronização  dentro  de  certo  tempo,  para,  depois,  sofrer  nova
mudança,  novo  comportamento  emergente.  Em  SAC,  os  comportamentos
emergentes são recorrentes, não findam.
Braga (2009) traz duas propriedades fundamentais da emergência:
(1) Imprevisibilidade,  pois  os  fenômenos  emergentes  estão  ancorados  na
surpresa; não é possível prever que aconteçam;
(2) Irredutibilidade,  pois  as  propriedades  estudadas  nos  níveis  superiores
não podem ser compreendidas com elementos dos níveis inferiores.
 
Em geral, as estratégias de linguagem emergentes nas RSIs enquadram-
se  em  ambas  as  características.  Em  nenhum  momento  elas  foram  previsíveis,
enxergadas  como  potenciais  por  seus  engenheiros,  mas  somente  pelos  usuários
(são  eles  que  as  utilizam  e  as  mudam,  com  o  fim  de  atender  a  um  propósito
específico); e não podem ser entendidas se não estiverem ancoradas num sistema;
não preexistem a ele, mas ajudam a mantê-lo em funcionamento.
Para D´andrea (2011, p. 120),
 
Para que haja emergência, a correlação entre as partes tem que ser
lógica e consistente, isto é, coerente, o que permite a manutenção de
uma certa identidade ao longo do tempo. Nesse sentido, mais do que
atuar  de forma  paralela,  as  partes  precisam  interagir  entre  si,  mas
sem  que  um  controle  centralizado  direcione  o  comportamento  do
nível macro.
 
Logo, as partes do sistema (entre elas os atores) realizam conexões e, a
partir  de  uma  demanda  enunciativa  existente  nas  RSIs,  os  gêneros  tendem  a
emergir  num  processo  coerente  e  espontâneo,  de  forma  que,  ao  longo  do  tempo,
atendam a certas recorrências que vão permitir o reconhecimento daquela prática de
linguagem por parte dos usuários. É, praticamente, impossível encontrar o momento
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em  que  um  comportamento  emergente  surge,  assim  como  é  impossível  dizer  o
primeiro uso de uma determinada prática de linguagem nas RSIs, mas, com o tempo
e  com  a  apropriação  de  tal  prática  por  outros  usuários,  a  tendência  é  que  eles
adquiram  determinados  padrões  e  possam  ser  reconhecidos  pelos  usuários  das
redes.
Num  gráfico,  entendemos  a  o  fenômeno  da  emergência  da  seguinte
forma:
 
Gráfico 1: Percurso histórico dos gêneros
 
Parece  haver  pelo  menos  três  momentos  na  história  de  um  gênero:  o
surgimento,  que  é  único:  o  gênero  surge  de  uma  demanda  enunciativa  de  um
grupo;  de  uma  negociação  da  linguagem  que  precisa  atender  a  determinados
propósitos  discursivos,  por  meio  dos  quais  será  possível  que  os  indivíduos  desse
grupo realizem práticas sociais. O gênero é criado por uma instância enunciativa. A
princípio,  são  práticas  discursivas  não  necessariamente  existentes  autônomas;
podem aparecer presas a outras ou reelaboradas.
O  segundo  momento  é  a  emergência,  que  ocorrerá  quando  houver  certa
recorrência  de  estruturas,  e  os  usuários  as  reconhecem  e  passam  a  adotá-las.
Logo, uma identidade estará se formando aqui, talvez, a longo prazo (ou a curto,
em  se  tratando  de  velocidade  da  internet),  mas  tal  prática  já  se  figura  como
autônoma, o que parece tratar-se de um indício de emergência de um gênero.
Depois, o último momento é o da estandardização, termo que utilizamos
emprestado  de  Costa  (2010),  quando  se  refere  a  um  possível  alto  grau  de
estabilização de um determinado gênero. Na verdade, também corroboramos com o
ponto de vista do autor, quando demonstra que existe sim uma certa gradação entre
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a emergência e estandardização: há gêneros digitais mais estandardizados do que
outros.
Em suma, todos os gêneros utilizados na sociedade passaram por esses
momentos. Na internet, parece que essa linha do tempo é muito diferente, já que a
relação espaço/tempo varia em função da ambiência. Em 1995, por exemplo, o chat
era absoluta novidade, que ganhou adeptos muito rapidamente, o que representava
haver uma demanda enunciativa bastante grande para atingir a ação social de bater
papo na internet. O chat também passou por um momento de emergência, quando
ainda todos buscavam entender todas as suas potencialidades enunciativas, durante
o seu período de popularização. Hoje, já é um gênero reconhecido socialmente pela
grande maioria dos usuários da rede, ou seja, enquadrar-se- ia, em nossa gradação,
mais à frente, voltando para o polo + estandardizado do que o scrap do Orkut, por
exemplo, ou certas práticas de linguagem utilizadas no Twitter.
Se entendemos os gêneros como ações retóricas tipificadas baseadas em
situações  retóricas  recorrentes  (MILLER,  [1984]  2009),  é  necessário  que
entendamos onde eles se atualizam na rede. Como funcionam  nas RSIs deve ser
analisado,  já  que  a  situação  comunicativa  imediata  é  requisito  básico  para  o
reconhecimento de um gênero.
 
Da emergência de gêneros no Facebook
 
Práticas  de  linguagem  emergentes  na internet  são  comuns,  exatamente
em  função  da  natureza  das  RSIs  como  SACs.  Desde  2009,  com  a  ascensão  do
Facebook  como  o  site  de  rede  social  com  mais  adeptos  no  mundo,  as  formas  de
(inter)agir socialmente vêm sendo recriadas e reelaboradas na internet, a partir da
valorização e do reconhecimento de tais práticas de linguagem como legítimas pelos
usuários da rede. Durante nossa pesquisa de doutoramento, realizamos uma coleta
de  dados  nos  meses  de  abril  a  dezembro  de  25  textos  propagados  no  mural  de
informações de nosso próprio perfil no Facebook. Os textos tinham como requisitos
os seguintes:
1)  Ser  um  enunciado  construído por  montagem  de  informações,  a  partir  de
programas como Photoshop, Corel Draw etc;
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2)  Apresentar em sua composição uma temática cuja relevância seja social;
3)  Mostrar um posicionamento crítico.
Por  limitações  de  espaço,  desenvolvemos  nossas  reflexões  a  partir  de
uma  amostra  do  corpus  de dois  exemplares,  que  apresentavam  as  características
mencionadas.
 
 
Figura 1: Prática de linguagem emergente no Facebook
 
A imagem é um exemplar de práticas de linguagem relativamente novas
que a toda hora se manifestam no Facebook. O que se realiza é uma crítica ferrenha
a  um  comportamento  social  comum  no  Brasil:  a  desvalorização  do  professor.  Em
tempos de RSIs, diante da criatividade do usuário, potencializada ainda pelas novas
tecnologias  e  pelo  layout  do  Facebook,  é  recorrente  o  uso  de  estratégias  de
montagem, como vemos, com a finalidade de atingir um determinado propósito.
Em 1, temos a imagem de dois profissionais: de um lado, a professora; de
outro, o futebolista Neymar, atacante do Santos atualmente e dono do maior salário
de  jogador  entre  os  brasileiros.  As  imagens  apenas  dão  amparo  multimodal  às
questões  colocadas  pelo  enunciador  no  que  diz  respeito  à  gritante  diferença  de
salário  entre  eles.  Além  disso,  o  enunciado  é  constituído  também  por  links  que
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levam a notícias da economia mundial, que afirmam que o Brasil passa a ser a sexta
economia do mundo. Logo, o grande questionamento é como um país tão grande e
muito  bem  economicamente  pode  pagar  tão  mal  os  profissionais  que  são  os
responsáveis pela educação do país?
Este  exemplar  parece  ser  um  comportamento  emergente.  No  mural  do
Facebook,  ao  responder  à  questão  “What´s  on  your  mind?”  (No  que  você  está
pensando?),  o  usuário  tem  a  liberdade  de  simplesmente  se  manifestar
linguageiramente  da  forma  que  lhe  convier.  Logo,  muitos  gêneros  são  ali
materializados:  aforismos,  anúncios,  críticas,  charges,  clipes  musicais,  quadrinhos
etc.  Neste  exemplo  em  específico,  vemos  que  o  usuário  atinge  um  determinado
propósito – manifestar seu repúdio à desvalorização do professor – por meio de uma
artimanha de montagem: recortou figuras, colocou suas indagações e ainda reforçou
o seu posicionamento com um argumento de autoridade: implementando links para
notícias  legítimas  sobre  a  atual  situação  da  economia  brasileira  aliada  ao  o
détournement, em 3 (KOCH, BENTES e CAVALCANTE, 2007): “Brasil, um país de
tolos”, que faz referência ao slogan “Brasil, um país de todos”, do Governo Federal.
É evidente que montagens com recortes de jornais, por exemplo, não são
exclusivas da internet. Entretanto, a maneira de construir críticas no Facebook tem
se  tornado  recorrência,  o  que  nos  garante  um  mínimo  de  emergência  genérica.
Acompanhando  a  seta,  vemos  que  a  sua  estratégia  deu  certo:  nada  menos  que
6.477 compartilhamentos foram efetuados, ou seja, isso significa que tal prática foi
aceita,  reconhecida  socialmente  por  outros  usuários  e  está  sendo  espalhada  pela
rede.  As  críticas  sociais  montadas  dessa  forma  –  com  uma  certa  mescla  de
elementos  multimodais  e  hipertextuais,  além  das  relações  intertextuais,  como  o
détournement mostrado, tendem a ser recorrentes na rede, o que pode levar, daqui
a  certo  tempo,  a um  padrão.   É  este  momento  que  denominamos  de  emergência:
esta  forma  não  foi  prevista  pelo  sistema;  foi  criada  pelos  usuários,  embora,  seja
reconhecido  socialmente  e  está  sendo  utilizado  por  outras  pessoas  que  têm  o
mesmo propósito. A composição a seguir também demonstra características dessa
natureza:
 
 
 
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Figura 2: Gênero em emergência
 
O  exemplo  em  tela  mostra  uma  montagem  com  uma  cena  do  filme
Homens de Preto. Para a apreensão do sentido do texto, o leitor deve recuperar a
cena do filme que mostra o ator segurando um objeto cuja característica é lançar um
flash  que  provoca  o  esquecimento  imediato  de  ações  vividas  pelos  personagens
pouco tempo antes. No caso, o intuito é fazer com que eles não lembrem que viram
seres extraterrestres circulando pela Terra no meio de humanos.
Neste enunciado, a cena do filme é recategorizada. Uma cena do filme é
recortada  e  utilizada  como  elemento  de  argumentação  para  justificar  o
posicionamento do enunciador do texto sobre a mentalidade do cidadão brasileiro.
Para defender seu ponto de vista, ele se utiliza da estratégia da ironia, marcada por
suas  palavras:  “No  Brasil,  não  existe  corrupção;  você  será  trabalhador,  passivo,
apático, conformado, fanático por futebol e novelas. E jamais se voltará contra o seu
governo”.  Com  esse  enunciado,  ele  aponta  características  típicas  da  sociedade
brasileira, a qual tem como esporte predileto o futebol e como atividade de lazer as
novelas  criadas  por  emissoras  de  televisão  e  faz  uma  crítica  ao  cidadão  que,
estando preso a essas duas atividades, será conformado com situações que são de
conhecimento do senso comum, como o fato de o país ter um governo marcado pela
corrupção e de não haver represálias populares.
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Note  que,  para  construir  esse  posicionamento  sobre  um  assunto  de
interesse  coletivo,  o  enunciador  se  utilizou  de  programas  de  computador  para
realizar  uma  montagem  e  uma  estratégia  de  textualização  que  marca  o  seu
posicionamento crítico quanto à sociedade brasileira, no caso, a ironia.
Em  suma,  exemplos  dessa  natureza  mostram  que  novas  formas  de
enunciar  estão  nascendo  na  internet:  não  que  montagens  dessa  natureza  não
existissem  antes  do  Facebook,  mas  a  maneira  como  elas  são  feitas  (usos  de
programas  de  edição  de imagem),  as  consequências  dessa  montagem  na  relação
entre  os  atores  da  rede  (a  partir  das  RSI  3.0,  ficou  mais  fácil  defender  um
posicionamento abertamente; as pessoas concordam, discordam, compartilham etc.)
e o impacto que isso tem nas relações sociais (veja-se o caso da Primavera Árabe,
por  exemplo,  cuja  queda  do  ditador  egípcio  Hosni  Mubarak  foi  organizada  pelo
Facebook,  em  2011)  parecem  gerar  práticas  discursivas  em  emergência,  que
possivelmente,  em  pouco  tempo,  passarão  a  ser  nomeadas  e  terão  status  de
gênero.
 
Considerações finais
 
    Entender como acontece a emergência de gêneros na Internet é um desafio.
Sabe-se  que  os  gêneros  surgem  a  cada  dia,  para  atender  a  necessidades
enunciativas  variadas,  e,  nas  RSI,  tal  prática  parece  ser  bastante  naturalizada,
embora  poucos  se  deem  conta  de  que  estão  (re)criando  gêneros.  Uma  forma  de
compreender  o  fenômeno  é  por  meio  da Teoria  da  Complexidade  e dos  Sistemas
Adaptativos  Complexos,  que  têm  características  que  se  enquadram  no
funcionamento natural das RSI. No Facebook, a ferramenta de  compartilhamento
nos  auxilia  bastante  a  trazer  indícios  de  emergência  de  gêneros,  a  partir  do
momento em que se reconhece socialmente e se utiliza do mesmo enunciado para
atender ao mesmo propósito. A longo prazo, tal enunciado pode se tornar mais (ou
menos, em se tratando de RSIs) estandardizado.
 
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Enviado por J B Pereira em 24/01/2014
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