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ANSEIOS FLAMEJANTES

        A melancolia retorna, tão perversa.
        O júbilo é silenciado pelas matérias,
        O esconjuro da solidão se versa,
        Sorrisos viram meras pilhérias.

        Há muitos sentimentos frígidos,
        Contraste das afeições etéreas;
        Tantos anseios e receios rígidos,
        Ainda pulsam em minhas artérias.

        Um pífio estopim se torna o amor,
        Rechaçando tudo que é agradável,
        Eis a felonia, propelente para a dor,

        Ardil para uma rotina intragável.
        Fel decora esta minha terrível sina,
        Que intrinsecamente me assassina.
                                                          (T S Sevla)


       Onde encontrar as jubilosas alegrias, que
       insinuam-se à motivações delirantes integrando-se
       ao nosso ser fazendo a tristeza perecer?

       Onde encontrar a paixão que aborda nossos corações,
       na desmedida atração por anseios flamejantes,
       que desnorteiam a razão queimando no peito em explosão?

       Como dispersar a frieza, que gélida nos traz tristeza,
       infringindo as leis divinas, pois ser feliz é uma dádiva
       muitas vezes ameaçadas por impulsos hipnotizantes?

       Onde encontrar o amor, que desabrocha como uma flor,
       colorindo os sorrisos, trazendo a paz  almejada comedida
       desfazendo as investidas de um sentimentos sem sabor?

                                                                (Verdana Verdannis)



   Interação brilhante do mestre, Jacó Filho. Minha gratidão, mestre.
   Muito honrada!
                             Desencantos

               Uma deusa faz-se humana à minha frente,
               E um surto hipnótico muda meu caminho
               Longas noites esperando pra ter o teu carinho,
               Da ninfa que me olha, mas age indiferente

               Mergulho em poemas e sinto seu perfume,
               E em cada verso moldam-se os contornos,
               Vou criando sonhos e aguardando retorno,
               Mas tudo que recebo é motivos pra ciúmes

              São desencontros fatais a quem ama tanto,
              E pensa ter em comum muitas afinidades,
              Desencantos que bloqueiam da felicidade

              A melhor chance de vivermos os encantos,
              Que nos levariam ao céu com naturalidade
              E enquanto espero demora uma eternidade.

 
Verdana Verdannis e T S Sevla
Enviado por Verdana Verdannis em 16/11/2018
Reeditado em 17/06/2019
Código do texto: T6504183
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Verdana Verdannis
Fortaleza - Ceará - Brasil
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Verdana Verdannis