SONETO ABSOLVIÇÃO...

Naquilo que há de mais efêmero
Consiste no verbo todo exalado
Estrelas sempre que passeiam
Num universo assim constelado.


Como a vértebra que toda cai
Em flores colhidas lá dos céus
Em botão que a cor já abstrai
Enternecida coberta de véus!


Hei de virar musa naquele paraiso
Onde poesia é puro acalanto d'alma
Tecendo Teu amor todo conciso...


Haverá dum dia ser revelada em mãos
Tiras meu sono e me perpetua em ti
Numa fábula velada peço absolvição...


Luiza De Marillac Michel



 
Luiza De Marillac Michel
Enviado por Luiza De Marillac Michel em 22/02/2018
Reeditado em 29/01/2019
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