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Jesus e Marx: paralelos e críticas

Amizade e carinho estão no nosso projeto divino...

J B PEREIRA

_____ Nada por ofensa e lado pessoal: prefiro a Jesus a Marx. Admiro Marx como crítico do capitalismo. Neste ponto, sua vitalidade e atualidade persistem. E como católico sinto e penso que a revolução deve acontecer interiormente e não com armas. Só em casos extremos, para a defesa de família, propriedade e a vida pessoa.
Sem dúvida, são incomparáveis à medida que ambos pela biografia têm o mérito de serem úteis e dedicados às causas as que abraçaram!
Jesus pela luta pacífica e sobrenatural, sem descuidar do bem das pessoas, em especial pela opção dos mais pobres e excluídos socialmente... as mulheres, os estrangeiros e crianças.

O materialismo vai ao oposto ao que acredito como homem de fé em  Deus e de oração, ação pelo bem comum com os direitos da pessoa humana e pela vida dos seres humanos. Sou contra a corrupção e o enriquecimento ilícito. Os sistemas sociais são tão imperfeitos quanto o ser humano que os engendrou.
Logo, como cidadão procuro escolher e votar bem, seguir a doutrina social da Igreja católica, cuja sabedoria vem desde a Patrística e endossada pelo Vaticano II. Obrigado por ponderar meu pensamento. Eu creio em Deus, respeito o pensar de Marx, com algumas críticas.


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Marx: paradoxos e coragem de fazer a diferença

J B Pereira

Marx, tinha Friedrich Engels para pagar suas dívidas. Eram muito amigos! Quando em Berlim os cobradores batiam a porta de Marx era para Londres. E aí fez seu O Capital :v.1 crítica da economia política. O processo de produção do capital, v. 2 O processo global da produção capitalista. Quando sanava as dívidas de Berlim retornava... E a penúria era tanta, porque Marx tinha seis filhos ( Eleanor Marx, Laura Marx, Henry Edward Guy Marx, Jenny Marx Longuet, Edgar Marx, Jenny Eveline Frances Marx) e esposa, e hipoteca até seu casaco para pagar a alimentação da família. No tempo de frio londrino e em Berlim, chegava a queimar a mobília da casa para aquecer o lar e suportar o inverno hostil.
Não só isso, mas as perseguições burguesas contra ele e amigos por nações, que o obrigaram a deixar cidades como inclusive Paris, descritas em que Karl Marx fez diários em Miséria da filosofia, obra do contexto de 1844-1845.

A dupla Marx-Engels fez sucesso no século 19, início das ideias do materialismo dialético e crítica da superestrutura do capitalismo, incremento da mais valia que era o lucro que oprimia os operários. Os simpatizantes dela literatura e da utopia marxista se chamaram de marxistas. Sobre isso André (orgs) Albert nos aprofunda: Marx pelos marxistas (obra).

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Saiba mais:

Bibliografia

KARL MARX: Introdução ao materialismo histórico/dialético (#Matrix 65)
https://www.youtube.com/watch?v=xsP2t3cDdeE

Friedrich Engels, Karl Marx(1932). A ideologia alemã: crítica da mais recente filosofia alemã em seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirner. A Ideologia Alemã é o segundo livro escrito conjuntamente por Karl Marx e Friedrich Engels, em: https://www.boitempoeditorial.com.br/produto/a-ideologia-alema-161
A Ideologia Alemã - RESUMÃO: https://www.youtube.com/watch?v=TftZ4mo3bWM

Friedrich Engel. O socialismo alemão

 Karl Mar. (diários ) Miséria da filosofia, eis a obra do contexto de 1844-1845. https://www.boitempoeditorial.com.br/produto/a-ideologia-alema-161

F. Engels . Sobre a questão da moradia (os textos escritos entre 1872 e 1873.).

F. Engels (1845). A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, na qual já foram publicadas obras como o Manifesto Comunista (fevereiro de 1848) e A ideologia alemã.

O socialismo jurídico de Friedrich Engels, Karl Kautsky. revista da social-democracia alemã, Neue Zeit, em 1887. (Há inclusas ainda as duas cartas de Engels a Laura Lafargue (filha de Marx) escritas em Londres, em 1886.).
https://www.boitempoeditorial.com.br/produto/o-socialismo-juridico-363
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... o amor a Deus e o amor ao próximo: “a largura, o comprimento, a altura e a profundidade” do verdadeiro amor (Efésios 3,18).

J B Pereira

     Jesus foi rechaçado na própria aldeia dele, teve que se mudar para Cafarnaum. Aí tudo começou de sua itinerância e pregação com quatro de seus primeiros apóstolos: Pedro e seu irmão André, Tiago e seu irmão João, filhos de Zebedeu, todos pescadores.
Comprou ou alugou casa em Cafarnaum, seu ponto estratégico para visitar a região e outras aldeias da Galileia. E a fama de Jesus se popularizou demais pelos sinais que realizava entre as comunidades famintas, gente simples, curiosos da elite, soldados, até estrangeiros vieram ouvir o jovem pregador que tinha tanto amor... Isso incomodou a Judeia, centro rico do Judaísmo e militar.
As idas ao Templo de Salomão resultava de aprendizado aos apóstolos de como se impor diante do poder central, de como pregar aos arrogantes do império, o debate com os doutores e chefes da Torah, o circuito curioso de festas e pagãos e judeus que afluíam à Jerusalém e ao Templo para cumprir a lei, casar, fazer os holocaustos segundo a Lei de Moisés, os ritos de iniciação...
Era o âmbito propício ao anuncio do Reino à casa de Israel... Muitos eram resistentes às propostas de flexibilização da Lei e de inclusão de pecadores e pagãos...
Jesus ia como o profeta que incomodava muito, perseguido e contradito pelos grupos sociais do tempo: fariseus, herodianos, publicanos, zelotas, etc.
O povo em geral o ouvia e tinha o melhor, os milagres e aceitava pois Jesus falava com autoridade e fazia o que pregava...

Quando a perseguição apertava, Jesus se misturava entre a multidão e ia embora para Galileia, continuar seu anuncio a outras aldeias e à Samaria... e terras dos gentios.

Levado ao tribunal ou sinédrio teve a postura discreta e o silencio, o que mais irritou os poderes religioso e militar. Foi flagelado, torturado, sofreu bullying de todo tipo... Pilatos lavou as mãos quando viu não conseguir mudar a sorte de Jesus, e para salvar sua posição e poder deixou soltar na páscoa o Barrabás, embora adivertido pela esposa para não tocar no justo Jesus.

Jesus sofre assédio total dos poderes e da multidão de Jerusalém, dominada pelos interesses do Templo contra as ideias e a pessoa de Jesus, que se diz Deus, que destrói o templo, que faz milagres no sábado, desrespeito à Torah de Moisés... Jesus se diz anterior e superior a David, Moisés, aos profetas anteriores, etc. Fica com republicanos e pecadores, atende estrangeiros, inverte a assistência do templo e desloca o serviço religioso e profético para as periferias da Galileia e tem a população nas mãos por causa de sua forte pregação e milagres.

O fato estranho foi a ressurreição após a crucificação. Ao terceiro dia, pela madrugada ele vence as trevas e a morte. E seu corpo não é encontrado. Houve boatos de roubo. Nada provado.
E Jesus ressuscitado aparece às Mulheres e à Madalena, aos Maus, aos apóstolos, e a mais de 500 pessoas... Sobe aos Céu, e a Força do Espírito Santo em Pentecoste guiará a nova comunidades de discípulos do Caminho de Jesus. Eles se chamaram pela primeira vez, em Antioquia de Cristãos, ou seguidores de Cristo. A comunidade de Jerusalém sofre várias perseguições e diásporas pela perseguição dos judeus e dos romanos.
E Paulo cai do cavalo na estrada de Damasco com licença do Templo para matar Cristãos: descrição de Atos 9, obra de Lucas, convertido por Paulo, fundador de comunidades gregas cristãs e escritor de 14 cartas no Novo Testamento, e Pedro, líder da comunidade em Jerusalém e escreve duas cartas aos cristãos da época.
Ambos morrem no mesmo ano 64 da Era cristão, em Roma dos Césares ou a Babilônia de São João no Apocalipse que mata os cristãos, quando da perseguição de Nero, que colocou fogo na cidade e culpa os cristãos. Pedro pede para ser pregado de cabeça para baixo (pena de morte prevista para os inimigos de Roma), segundo a tradição.
Paulo é decapitado, segundo a punição aos traidores de roma quando cidadãos romanos!

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Saiba mais:

Bibliografia

Evangelhos. Bíblia  de Jerusalém, São Paulo, Irmãs Paulinas, 1985.

Gnilka, Joachim – Jesus de Nazaré, Mensagem e História, Petrópolis, Editora Vozes, 2000.


Cury, Augusto Jorge. Análise da inteligência de Cristo : o Mestre dos Mestres / São Paulo:Academia de Inteligência, 1999. 232 p.
https://irp-cdn.multiscreensite.com/2b3ef2d8/files/uploaded/023%20-%20O%20Mestre%20Dos%20Mestres%20-%20Analise%20%20-%20Augusto%20Cury.pdf

 Imitação de Cristo, opúsculo. Autor: Tomás de Kempis
Instituição: Cultura Brasil, Ano: 1441 – 1ª Edição,  Nº de Páginas: 138, Tipo: Livro Digital, Formato: .pdf, Licença: Gratuito.
https://www.baixelivros.com.br/religiao/a-imitacao-de-cristo
https://cavcomunidade.files.wordpress.com/2017/10/imitacao-de-cristo-tomas-de-kempis.pdf

A DOUTRINA DO LOGOS NA PESPECTIVA
PATRÍSTICA: um estudo a partir de João 1.1, p.73.
The Doctrine of Logos in the Patristic Perspective: a
study from John 1.1 ___ Josinéia da Hora de Souza 1
Sandro Pereira 2  ___   1 Bacharel em Teologia pela Faculdade Cristã de Curitiba. Bacharel em Ciências Contábeis). 2 Mestre em Ciências da Religião pela UMESP. Pós-graduado em Educação à Distância pela Faculdade de Administração, Ciências e Letras (FACEL); Pós-graduado em Pedagogia Social pela
FACEL; Professor na Faculdade Cristã de Curitiba.
"RESUMO: O presente trabalho aborda a  doutrina do Logos na percepção dos pais da Igreja. Este assunto foi muito debatido no início da era Cristã, depois da declaração do Quarto Evangelho de ser Jesus o Logos encarnado, quando afirmou que: “No princípio era o Logos e o Logos estava com Deus e o Logos era Deus”. Essa declaração suscitou em debates que culminou em Concílios, criados para a defesa da fé cristã. Os pais da Igreja foram os proponentes  estes debates."
https://faculdadecristadecuritiba.com.br/storage/2018/11/Numero-8-Dezembro-2017-Art5.pdf

"... a Vita Christi ("Vida de Cristo") por Ludolfo da Saxónia, e as "Meditationes Vitae Christi" ("Meditações sobre a Vida de Cristo"), de Pseudo-Boaventura, foram duas das mais populares a partir do século XIV." ___ Veja em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vida_de_Cristo

" ... O termo Jesus histórico refere-se a uma tentativa de reconstruções acadêmica do século I da figura de Jesus de Nazaré[1]. Estas reconstruções são baseadas em métodos históricos, incluindo a análise crítica dos evangelhos canônicos como a principal fonte para sua biografia, juntamente com a consideração do contexto histórico e cultural em que Jesus viveu[2].

A pesquisa sobre o Jesus histórico teve início no século XVIII e se desenvolveu, até os nossos dias, em três ondas, preocupadas em reconstruir os fatos históricos e a pessoa humana de Jesus, que ficavam como que escondidos atrás das afirmações dogmáticas e de fé das Igrejas. Tal busca teve como premissa uma mentalidade racionalística, ..." https://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus_hist%C3%B3rico

"Principais símbolos do cristianismo: Os símbolos visuais mais conhecidos da fé cristã são a cruz e o peixe (ICHTHYS, que em grego significa “peixe”). Os símbolos conceituais – ou, mais exatamente, litúrgicos – também podem ser resumidos em dois: a oração do Pai-nosso e o Credo Apostólico.
(...)
"... mais importante que decorar as palavras do Credo é viver o que ele ensina. Pensando nisso, o Irmão David Steindl-Rast – monge beneditino empenhado no diálogo inter-religioso, especialmente com o budismo – escreveu Além das Palavras – Vivendo o credo apostólico.
(...)
A vertente do cristianismo sediada em Roma é dita católica porque preserva a vocação da fé à universalidade (katholikos, em grego, significa universal) e é dita apostólica porque afirma que os seus bispos são os continuadores legítimos da sucessão apostólica, iniciada pelos discípulos imediatos de Jesus.
 O bispo de Roma é também o papa, autoridade máxima da Igreja, em comunhão com o qual estão todas as igrejas particulares que se podem dizer integrantes da Igreja Católica Apostólica Romana."
https://www.erealizacoes.com.br/blog/o-que-e-cristianismo/


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OUTRO AUTOR, PONDERADOR

 ---- "Não há porque comparar Marx com Jesus, não existe termo quo o possibilite, eis que Jesus é incomparável no sentido de que era o Filho de Deus, não um homem - o que Marx era. Posto isso, digo que Marx sim, de certa forma, deu a vida pelo que acreditava, pois se tivesse seguido uma carreira acadêmica em vez de revolucionária, teria tido uma vida confortável, não as décadas de dificuldades e penúria que teve. Acho que o que é das pessoas, o que fez parte da biografia delas, a gente não pode negar, só isso..."
J B Pereira
Enviado por J B Pereira em 27/07/2020
Reeditado em 29/07/2020
Código do texto: T7018121
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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J B Pereira