INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL SEM PAIXÃO
A Inteligência Artificial, pouco a pouco, teima em provar a nossa pequeneza enquanto míseros seres humanos, já que vai demonstrando que faz muitas coisas mais rápido e melhor do que nós.
A IA vai passando, como rolo compressor, sobre atividades em que até então prevaleciam a atuação humana e refaz regras para colocá-las no seu balaio de forma definitiva.
Isso leva a pensar que, mais cedo ou mais tarde, seremos criaturas totalmente dispensáveis e só restará a alternativa de nos curvarmos diante desses softwares e máquinas que superarão com larga vantagem o que, até então, era a criação máxima divina, o homem.
O que nos poderá salvar desse triste desfecho é que temos alguns trunfos que a tecnologia não conseguirá traduzir ainda com todas as letras, como a paixão, o amor, o medo, a alegria, o tesão, a solidariedade, a fé, o orgulho, a dor.
Tudo isso faz parte do escopo que compõe o ser humano, ingredientes essenciais para cumprirmos o nosso papel nessa vida.
Tomara que nunca consiga decifrar totalmente os algoritmos que regem a nossa essência enquanto criaturas que pensam e agem com a cabeça e o coração, dueto cuja fórmula o Criador guarda trancada a 7 chaves.
Assim teremos, tomara, um bom tempo para continuar sendo insubstituíveis. Inclusive pra escrever uma crônica como essa.