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Mídias Sociais como fenômeno de comunicação!




Durante muito tempo fui refratário em abrir conta no Facebook ou em qualquer outra mídia alternativa. Não por preconceito, mas, por entender que não me enquadrava nesses perfis virtuais.

Sempre ria, quando alguém falava sobre essa possibilidade. Isso, por me ver um "tiranossauro rex", diante dos avanços da Tecnologia da Informação (TI) e do fenômeno da comunicação de massa.

Além disso, acho que meu lado discreto e reservado, sem sal... sempre foi determinante para atitudes recatadas e restritivas.

Em sentido contrário, recebia muitas cobranças. Algumas, de forma veemente, com amigos me instigando a adotar "um mínimo de modernidade". No entanto, o celular e e-mail eram suficientes para atender necessidades que se apresentavam.

Bem... detalhando conflitos: vez por outra, era abordado por colegas de trabalho, alunos e familiares, sobre minha resistência a esse tipo de mídia. Minha mulher, por exemplo, propôs fazermos conta conjunta no Facebook... DEUS NOS LIVRE!!!

Recordo-me de um grupo de bikers que participava: comunicação toda através do Facebook... Eu perdia, por não possuir conta na plataforma. Não compartilhava imagens das trilhas realizadas em lugares aprazíveis.

Assim, não tinha oportunidade de rever as paisagens e nem os momentos de descontração. Quando muito, através de e-mail, recebia fotos ilustrativas, acompanhadas de gracejos sobre minhas limitações tecnológicas. Como um mantra, repetia a mesma frase: "Fazer o quê?".

O tempo foi passando e, por estrita necessidade laboral, aderi ao Whatsapp. A partir de então, ficou nítida a importância das mídias sociais, no mundo atual.

Descobri alegria nas brincadeiras com familiares, amigos e colegas de trabalho; identifiquei, também, a agilidade de comunicação, em momentos oportunos. Hoje, divirto-me nos diversos grupos em que participo: cada um com sua dinâmica e linguagem própria, em função dos interesses individuais e coletivos.

No entanto, restou-me mais uma preocupação. Muito séria, por sinal: O Whatsapp é interessante, sim; gostoso, sim... e viciante, também!

Experimentei o Telegram que, em minha compreensão, possui recursos e forma de comunicação similares ao Whatsapp, embora, não tenha a mesma abrangência... Número de adesões, por exemplo.  Pelo menos no Brasil é assim.

Em algumas partes do mundo o Telegram é até mais utilizado. Não acho necessário manter os dois. Fico com o "Zap" pela sua capilaridade. Amigos da informática já me falaram que o Telegram é mais seguro, por ter mensagens criptografadas. O que é isso?

Passeei por outras mídias. Percebi o Twitter como uma forma de comunicação ágil, porém, limitada pelo número de caracteres. Serve para se saber o que fazem e pensam os "famosos". Assim, mantenho-o por preguiça de desativá-lo... nem sei mais a senha.

 
O Linkedin é uma plataforma social de negócios. E, também, rede de relacionamento. Muito utilizado com o objetivo de mostrar credenciais profissionais. É chique e aderi... mas, onde está minha senha?

O Instagram... entendo como arquivo de fotos e imagens que difundimos socialmente. É quase uma complementação do Facebook. Creio nisso! É grande a conexão entre ambos. Os mais jovens migram do Face para o Instagram... é uma tendência !

E o Facebook? Hummm... difícil definir a extensão da sua presença no cotidiano das pessoas, em qualquer idade... É um mundo de perspectivas, exposições e tentações; utilizado muito tempo (dia e noite), em busca de informações sobre gente que nos diz respeito.

O Face... sim, é instigante, fascinante. Nele podemos ver coisas mundanas, corriqueiras na vida de familiares e de amigos... e, também, importantes. Frases interessantes e reflexivas, ditas por pessoas famosas e bem sucedidas, ou por alguém do nosso convívio. O espaço é comum a quem quiser, de forma ilimitada, com poucas regras ou normas de utilização. É democrático e todos podem se nivelar, independente do grau de instrução ou da conta bancária.

O YouTube utilizo para ver filmes ou baixar músicas. Acho um espetáculo! De tão presente nesse mundo de exposição, a mídia criou uma nova profissão, tornando pessoas famosas e ricas, vindas do nada: os youtubers. Esses seres trascendentais, "iluminados" pelos holofotes midíacos, influenciam estilos de vidas dos jovens e estimulam novos padrões de consumo e de comportamento social.

Olhando mais atentamente o fenômeno da comunicação de massa... tanto o Facebook, como as outra mídias, têm criado muitos problemas aos governos de regimes totalitários e/ou fundamentalistas.

Isso, pela extraordinária capacidade de comunicação das mídias sociais, além, da falta de instrumentos de controle dos aparelhos repressores. Influenciam pensamentos e atitudes dos jovens, quebrando amarras estabelecidas por prescrições políticos, militares e/ou dogmas religiosos.

O Facebook - como outras mídias sociais - originariamente voltado para a comunicação pessoal e social, vem se tornando, também, espaço para o debate político em nosso país, especialmente num cenário em que se auto-alimentam crises de grande magnitude: a política, a moral e a econômica.

A preocupação são as notícias plantadas por "robôs", verdadeiras milícias digitais, gerando fatos inexistentes ou distorcendo situações, que, tantas vezes repetidos... se tornam verdades irreversíveis aos olhos da sociedade: as fake news!

Aliás, as fakes não são novidades produzidas pelo mundo tecnológico. Foram estratégias criadas e utilizadas por Paul Joseph Goebbels, ministro da Propaganda, na Alemanha Nazista: "A mentira muitas vezes repetidas, passa a ser uma verdade absoluta".

E, exaustivamente, veiculada num processo de comunicação de massa, pode ter efeito devastador... acabando com a reputação e a vida das pessoas. 


Falando sobre o lado positivo, entendo que o Facebook e as demais mídias sociais, sejam espaços para que possamos nos expressar em diversas outras linguagens importantes: no esporte, na música, na literatura, na economia, etc... e, até mesmo, em despretensiosos comentários sobre a vida de amigos.

A minha percepção sobre as redes sociais mudou muito. Hoje tenho a convicção que, ainda, podem ser demonizadas... mas, também utilizadas de maneira útil e produtiva.

E, nesse momento de confinamento e restrição social... preenchem o tempo das pessoas e colaboram em atividades laborais possíveis, através da modalidade home-office.

Estou nessa... sou professor do Instituto Federal do Piauí e auditor de controle externo do TCE-PI. Ontem, por exemplo, gravei uma vídeo-aula, postada em duas plataformas diferentes. Tornei-me Youtuber... Acreditem?

Bem... para finalizar (Ufa), reitero que continuo incipiente nas mídias sociais e uso da Tecnologia de Informação (TI). Pouco ou nada conheço das ferramentas de comunicação de massa... mas, livremente, espero expressar opiniões sobre qualquer assunto republicano... e aprender com quem tenha conhecimento de causa.



Post Scriptum


 
Existem várias outras mídias não evidenciadas no texto. E, a cada momento, sugem novas tecnologias e formas de comunicação... com mais recursos, "amigáveis" para pessoas leigas (como eu). O Orkut, por exemplo, é o antecessor do Facebook.

Portanto, não é assunto que se esgote em despretenciosa crônica, sem qualquer fonte de pesquisa... elaborada por um "BIOS" (Burro, Ignorante, Operando o Sistema). 

Outrossim, considero o "Recanto das Letras" como uma mídia social, com um caráter especíco de pavimentar a literatura, em todas as sua vertentes.

Aqui, a troca de experiências tem me proporcionado aprendizagem espetacular... e muitos momentos de alegrias. Conheci muita gente boa e talentosa que, hoje, faz parte de minha vida. 




 
Aluízio A C Amorim
Enviado por Aluízio A C Amorim em 21/05/2020
Reeditado em 23/05/2020
Código do texto: T6953611
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Aluízio A C Amorim
Teresina - Piauí - Brasil
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Aluízio A C Amorim