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Passando por apuros

Sou proprietário de Ford Fiesta, ano 2010, cor preta, que gosto de dirigir devido a rusticidade e economia. Quem é possuidor de um carro velho precisa ter amizades com mecânicos e ainda ter alguns macetes para não ficar na mão.

Apesar de ter tido até o momento 19 carros e 02 motos, tenho pouca experiência em mecânica e na parte elétrica. Nos idos de 1994, um GM Chevette branco que eu tinha me deixou na mão. No dia 12 e 13-04-2010 passei por dois apuros, em que tive de abandonar minha condução e contar com a ajuda de terceiros. Foi aí que senti na pele que ninguém consegue viver sozinho.

Na quinta-feira por volta das 19:40 tirei o carro da garagem com o intuito de ir numa reunião evangélica na casa de um irmão da igreja Batista. Cerca de 400 metros longe de casa ao parar num cruzamento e ter que engatar a primeira marcha percebi a alavanca mole, e sem alternativa estacionei defronte uma casa e avisei o morador que no dia seguinte retornaria para pegar o carro. Voltei para casa, peguei a moto e fui na reunião prevista para às 20 horas.

Na sexta-feira busquei um mecânico conhecido, que entrou debaixo do carro e em menos de um minuto resolveu o problema. Agradeci-o e voltei para casa onde peguei umas tralhas e dirigi-me para chácara de nossa propriedade nos arredores de Goiânia distante cerca de 30 quilômetros, onde cerquei umas mudas de bananas missouri para não serem consumidas pela vaca. Pela tardinha, colhi um cacho de bananas pacovan e parti de volta para Goiânia.

No meio do caminho, por volta das 18 horas, numa descida ao mudar a marcha notei que a alavanca estava mole outra vez, parei após um ponto de ônibus ao lado de uma estrada de terra e entrada de um condomínio de chácaras. Abordei um senhor que chegava num carro utilitário dizendo-lhe que a alavanca de marchas ficou mole e se conhecia algum mecânico. Ele disse que a cidade mais próxima estaria distante 7 quilômetros e que um mecânico nestas horas é difícil, pois já passou por isso. E disse-me ainda que o problema estaria na bucha do trambulador e tentou encontrá-la debaixo do carro sem êxito, e então me sugeriu a empurrar o carro tirando-o rodovia e deixando-o na estrada de terra entrada do condomínio e pegá-lo amanhã. Agradeci-o pela ajuda.

Depois de alguns instantes no ponto de ônibus, acenei para um caminhão baú parar, disse ao motorista que o meu carro havia estragado a alavanca de marchas que estava mole e se podia me dar uma carona. O motorista disse-me que estava indo para Aparecida de Goiânia e que passaria pelo anel viário. Eu disse: Muito bom. Agradeci pela carona. E andei uns 03 quilômetros até chegar em casa, onde tomei um banho e jantei. Por sorte não tomei um banho de chuva.

No sábado pela manhã voltei no mecânico e a bordo de um Volkswagen Parati fomos buscar o carro, que estava como tinha deixado. O mecânico entrou debaixo do carro, abriu uma caixa preta e amarrou com uma abraçadeira de plástico a bucha que havia soltado e pronto. Entrei no carro e rumei para Goiânia sem problemas. Na oficina foi trocada a bucha do cabo da alavanca que havia desgastada. Um problema comum que atinge os carros modelos Fiesta, Ka e EcoSport da marca Ford.

No Youtube encontrei vários vídeos ensinando como resolver o problema e não ficar na mão. É simples, é só localizar o terminal do cabo seletor das marchas (trambulador) que fica dentro de uma caixa preta ao lado da roda dianteira esquerda, conectar a bucha do cabo na alavanca, que quebrou ou ficou desgastada, e se for o caso amarrá-la com pedaço de arame ou abraçadeira de plástico. O certo é andarmos com algumas ferramentas, lanterna, abraçadeiras de plásticos e pedaços de arames para pequenos consertos. Depois desta experiência, vou estar preparado para não ficar na mão mais uma vez, pelo menos com o mesmo problema.

Goiânia -GO., 15 de abril de 2019

Alonso Rodrigues Pimentel
Enviado por Alonso Rodrigues Pimentel em 15/04/2019
Reeditado em 16/04/2019
Código do texto: T6624316
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Sobre o autor
Alonso Rodrigues Pimentel
Goiânia - Goiás - Brasil, 58 anos
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Alonso Rodrigues Pimentel