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PSICÓTICOS II !

PSICÓTICOS II !



O livro Mentes perigosas – o psicopata mora ao lado escrito pela psiquiatra brasileira Ana Beatriz Barbosa Silva, nos mostra de forma bastante objetiva e simples como os psicopatas agem, vivem e se comportam. Com uma linguagem comum, podemos compreender melhor a psicopatia e nos esquivar dos preconceitos em relação ao tema.

Comecemos pelo começo... É fundamental entender que há uma infundada ideia do termo “psicopata” por indicar uma doença mental. A palavra, de modo literal, tem esse significado, porém a psicopatia nos dias atuais não se encaixa na visão habitual de doenças mentais. Para a OMG, a expressão mais correta seria Transtorno de personalidade dissocial, por exemplo.

Durante muitos anos, usou-se o nome “sociopata” para falar desses indivíduos, porque havia a crença de que todos os seres humanos nasciam bons, e que a sociedade os corrompiam. No entanto, atualmente, sabemos que não é bem assim: muitos especialistas acreditam que o senso moral está presente no DNA. Mas essa ideia pode ser questionável, afinal há certos fatores que favorecem atitudes psicopáticas e crimes graves como a “cultura da esperteza”, leis ineficazes, corrupção e etc. O diferencial é que os psicopatas são indiferentes em relação aos crimes que cometem, não possuem empatia alguma.


Uma ideia equivocada é que o psicopata pode estar apenas na vida do vizinho ou ser coisa de filme de terror. Em tempos de Dexter, Hannibal Lecter e House of Cards a identificação de psicopata não é muito clara. Todo psicopata mata? Todos são capazes de atitudes extremas? Afinal, o que é um psicopata?

Primeiramente, é importante colocar que aquela pessoa que parece maluca definitivamente não tem psicopatia. Entretanto, os psicopatas são muito mais comuns do que se pensa e por serem mais sutis do que os exemplos mostrados pela mídia quase sempre passam despercebidos. Apesar de existir diferenças de níveis e de tipos de psicopatias, todos possuem características similares como não ter qualquer tipo de empatia, problemas emocionais e de, por exemplo, alcançarem suas metas com muito charme, manipulação e habilidade.

Quais as características da psicopatia?

Antes de prosseguir, saiba quais os principais pontos que indicam alguém ser psicopata, sendo os primeiros itens os mais significativos, mas não precisando possuir todos os itens de modo global:

- Falta de empatia (ou indiferença). - Ausência de remorso ou sentimento de culpa. - Enganador e manipulador. - Impulsividade. - Irresponsabilidade. - Mentira patológica. - Afetividade superficial. - Descontrole comportamental. - Autoestima inflada. - Charme superficial ou loquacidade. - Incapacidade de assumir a responsabilidade pelos próprios atos.


Essa junção de não ter empatia, não sentir culpa e ser manipulador (e tudo isso sendo encantador) é algo que se deve prestar atenção. Difícil pensar como é viver sem sentir nenhuma culpa depois de prejudicar alguém e não ter nenhuma “gota” de arrependimento. Com seu ego inflado julga as demais pessoas como inferiores e por isso acha podem ser explorados. Muitos autores comparam a psicopatia com o Transtorno da Personalidade Narcisista como se fossem primos de primeiro grau.

Não se engane! Quando pensamos em um psicopata é comum idealizarmos alguém extremamente cruel, hostil, com mãos sujas de sangue. Na verdade, muitos não chegam ao extremo de realizarem transgressões tão hediondas. A psicopatia tem prevalência, segundo profissionais da área, de cerca de 40% em homens e 1% em mulheres.

E desse percentual, uma minoria representa aqueles que chegam a cometer crimes bárbaros, perversos. Furtos, roubos, arrombamentos, falsificação de documentos e etc, são delitos habituais para esses psicopatas. E aqueles que são considerados os mais perigosos são capazes de crimes inimagináveis, desumanos.

Para tanto, precisamos entender que todos os acontecimentos, sejam eles adequados ou não, são feitos com as mãos desses seres. Nós, como cidadãos, somos responsáveis por tudo que ocorrem em nossa cidade, em nosso país. Contudo, os psicopatas ou aqueles que vivem de maneira psicopática, quando efetivam suas contravenções produzem impactos gigantescos.

Além disso, pessoas “do mal” -- Possuem a tendência de se unirem. Basta vermos os comentários nas redes sociais, por exemplo, marcados por ódio e preconceito receberem apoio, cúmplices. Enquanto que algumas “pessoas do bem” inclinam-se ao medo, a resignação e se sentem sozinhas. Os indivíduos generosos e caridosos, tendo como exemplos, são diminuídas e desencorajadas por parte da sociedade.
Luiza De Marillac Michel
Enviado por Luiza De Marillac Michel em 18/01/2019
Código do texto: T6553988
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Sobre a autora
Luiza De Marillac Michel
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Luiza De Marillac Michel