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Palavra Solta – tristezas e desalentos

Palavra Solta – tristezas e desalentos

*Rangel Alves da Costa


E quando vem a ventania eu fico triste sim. Entristeço com as folhas secas que vão pelos ares, com os lenços desprendidos no varal, com as janelas e portas que se atormentam com os seus açoites. E quando vem a tempestade eu fico triste sim. Entristeço com as chuvas que incessantemente caem, com as sombras que encobrem as paisagens e os horizontes, com os noturnos que chegam a qualquer hora do dia. E quando vem o vendaval eu fico triste sim. Entristeço com tudo que é arrancado e forçadamente vai tomando um destino de destruição, com os brados naturais da natureza em fúria e com a ferocidade de sua pressa. E quando tudo passa e eu penso que o contentamento virá, então me chegam outras fúrias, outras voracidades, outras devastações. Depois de tudo ainda me vem a saudade, a angústia, a melancolia, a aflição. Quando imagino que já suportei o medo maior, eis que sou acorrentado pelas imagens de uma saudade sem fim. Retratos que me chegam como ventanias, como vendavais, como tempestades.


Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com
Rangel Alves da Costa
Enviado por Rangel Alves da Costa em 13/03/2018
Código do texto: T6278855
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Rangel Alves da Costa
Aracaju - Sergipe - Brasil, 55 anos
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 12/12/18 19:12)
Rangel Alves da Costa