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Mais caótica que a saúde pública, somente os seus funcionários

Será que ao entrar para uma faculdade, a pessoa se questiona se tem mesmo vocação para o curso em que está matriculada?
Quem escolhe fazer medicina, ou qualquer profissão ligada à área de saúde, deveria se questionar antes, durante e até mesmo depois de encerrar o curso, afinal de contas, quem não gosta de gente, não pode, em hipótese alguma, se propor a trabalhar neste setor.
 
É revoltante a maneira como alguns profissionais da saúde pública, tratam as pessoas que vão em busca de socorro.
Outro dia pude testemunhar a falta de tato de uma enfermeira. Depois de ser atendida pelo médico, numa Unidade de Pronto Atendimento, uma paciente foi tomar a medicação receitada pelo mesmo, porém, a enfermeira de plantão, com toda a educação que deve ter lhe faltado a vida toda, simplesmente disse: "- Vai ter que esperar."

Pois bem, a paciente, com dor, que já havia esperado por mais de três horas até ser atendida pelo médico, ainda teve que esperar um "pouquinho" mais. E com isso (pasmem!), mais quarenta minutos se passaram.
Cansada de esperar a pseudo enfermeira rabiscar papéis, a mulher resolveu ir embora, e pela expressão de dor que estava estampada em seu rosto, provavelmente saiu de lá pior do que chegou.
 
Resumo da ópera: se a gente ofende uma "merda" dessas, no exercício de sua função, segundo o artigo 331, do Código Penal, a pena prevista é de seis meses a dois anos de detenção, ou multa.
Agora, se a ofensa vier da parte do funcionário público, está tudo bem, está tudo certo.

A pessoa "inventa" de trabalhar com algo que não tem capacidade, vai lá presta concurso público e se escora a vida toda em uma lei que ainda protege esse tipo de péssimos profissionais. Eles podem ofender, fazer pouco caso da doença alheia, e até mesmo deixar de atender as pessoas, que nada acontece.

E, o que mais revolta é saber que somos nós quem pagamos o salário dessa gente, afinal de contas, nossos impostos estão aí para comprovar isso e muito mais. Obviamente que as exceções existem, mas achar bons profissionais nesta área está mais ou menos tão difícil quanto achar agulha no palheiro.

Se a pessoa vai até o hospital é porque não está se sentindo bem, do contrário estaria no conforto de sua casa, com os pés para cima, vendo tv. Ou ainda, em qualquer outro lugar mais interessante. Mas, enfim... Existem coisas que só pioram com o tempo, e sinceramente, tenho medo que a saúde pública seja uma delas.

Mas, o que morre, a gente enterra. Portanto, no presente momento, só nos resta encomendar o caixão e sepultar a pobre da saúde pública. E para que ela descanse em paz, vamos acender algumas velas, na missa de sétimo dia...
 
 

 
Vanessa Pires
Enviado por Vanessa Pires em 14/07/2012
Reeditado em 16/07/2012
Código do texto: T3777667
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Vanessa Pires
Petrópolis - Rio de Janeiro - Brasil, 36 anos
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Vanessa Pires