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A Forca

Já não é de hoje que ouvimos esse ditado: a vida da voltas às vezes está por cima, outras vezes por baixo, o que fica é apenas o aprendizado adquirido com o tempo ou não.  A vida realmente não da trégua, sempre nos ensina muito mais do que pensamos ou se quer podemos imaginar. Foi pensando nisso que hoje veio por meio dessa crônica contar a historia da forca. Mais o que haverá de ser forca?
É isso mesmo que você pensou. Aquele instrumento de suplício por estrangulação. Usados para matar criminosos impiedosos, bruxas ou pessoas que eram contra os dogmas das religiões.
Hoje a forca ainda não saiu de moda, continua sendo usada só mudou a clientela. Pessoas desiludidas com a vida, com a família, consigo próprio e por inúmeras atitude impensada fazendo o pior para si mesmo, vão para forca não àquela da brincadeira com as palavras que a cada erro, desenha-se parte do corpo e sim agredindo o seu próprio corpo, tirando o que a de mais precioso a sua própria vida. Pessoas que antes mesmo de se enforcarem já estavam condenadas, não pelos outros, consigo mesmo.
A decepção, a desilusão em si, nos leva a condenação ao fracasso, a descrença de nos mesmo, sentimentos de inferioridade e tudo mais. E isso nada tem haver com classe social, ou países super desenvolvidos nada disso, e sim com valores.
Valores que ao longo dos anos se perdem, e como se perdem. Talvez seja isso o maior problema do nosso século. Além do eco sistema ameaçado e entre outros, os valores são o principio de tudo, se não a valor, não a respeito, não a dignidade, não a absolutamente nada.
E em busca desse valor, o verdadeiro valor. Hoje novamente conto a vocês uma historia de grande valor, de alguém que foi sim para forca, não para tirar a vida e sim ter uma nova vida, uma nova chance. Como assim?
Leiam à crônica que vão entender.
Havia um homem muito rico, possuía muitos bens, fazenda, mansões, Iates, diversos empregados, tudo que se possa imaginar. Mais tinha somente único filho, seu único herdeiro e primogênito.
Que ao contrario do pai, não gostava de trabalhar, muito menos administrar a imensa fortuna que seu pai tinha.
E com o decorre dos anos o pai do garoto vendo o comportamento do filho com seus amigos, que gostavam de curtir a vida, sair por ai gastando tudo, procura sempre alertar seu filho a respeito deles.
Seus amigos só estão do seu lado por causa de sua fortuna o dinheiro que lhes oferece, depois que o dinheiro acabar eles lhe abandonaram.

O pai sempre lhe aconselhava mais pouco adiantava, o jovem rapaz só queria saber de curtir.
Um dia seu pai já com certa idade deu uma ordem a seus empregados para construírem um pequeno celeiro e dentro dele, ele mesmo fez uma forca, e junto a ela uma placa com dizeres: “Para você meu filho nunca mais desprezar as palavras de seu velho pai”.
Mais tarde quando seu filho chegou, chamou e levou até o celeiro mostrou a forca e lhe disse:
Meu amado filho estou ficando velho e cansado, o pouco de vida que me resta quero lhe dizer algumas palavras, fazer único pedido a você, por favor, me escuta.
Sei que assim que eu partir, tu venderá tudo que tenho, não vai dar valor a nada, pois tudo deve de graça e de graça dará. E quando não tiver mais nada para se manter, seus amigos vão se afastar de você. Tu vai sofrer amargamente por não ter dado ouvido ao seu velho pai, então construiu essa humilde forca para você.
Prometa-me que quando acontecer tudo isso, tu usara essa forca.
O jovem assustado, porém curioso. Pois sempre soube, que teu pai nunca foi um louco, mesmo em sua velhice, sempre foi muito lúcido e sábio. Sabia que por trás disso queria lhe dizer alguma coisa, por isso ouviu atentamente o que seu velho pai queria lhe dizer, e ironicamente riu dizendo; que deste mal jamais haverá de cometer. Caso cometesse usaria a forca que seu pai havia construído.
Pois a final de contas, não foi construída especialmente para mim?
Teu pai olhou fixamente em seus olhos não disse mais nenhuma palavra e saiu.
E o tempo passou, o pai do jovem garoto que não com o tempo não era assim tão jovem partiu. E assim como havia previsto, em pouco tempo o jovem sem perceber gastou tudo, vendeu um por um dos seus bens, e por fim perdeu seus amigos e sua própria dignidade.
Desesperado e angustiado, começou a refletir sobre toda sua vida e o quanto tinha sido tolo, por fim lembrou-se do sue velho pai, e começou a chorar amargamente.
Em seu choro dizia:
AH querida papai. Fiz tudo contrario do que o senhor me ensinou, do que o senhor falou, fui por minha cabeça, e veja no que deu. Antes o que ele tinha levando como brincadeira em relação à forca, frente a ela começou a pensar em sua vida e tudo o que tinha feito.
Por fim resolveu fazer algo que naquele momento achava que era direito, fazer a vontade do pai.
Subiu os degraus do celeiro, colocou a gorda em volta do seu pescoço e disse suas ultimas palavras.
Ah se eu tivesse outra chance, mais agora é tarde e pulou.
A corda apertou um pouco sua garganta, mais o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente, o rapaz caiu no chão, e com ele varias jóias, esmeraldas, perola diamantes, ouro de gerações e gerações de família que jamais poderia imaginar. A forca estava cheio de preciosidades e com um bilhete que dizia assim;
Aqui esta mais uma chance a você meu filho.
Vê se dessa vez segue os conselhos de seu velho pai.
Sandro Sansão
Enviado por Sandro Sansão em 13/11/2009
Reeditado em 18/10/2010
Código do texto: T1921834
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Sobre o autor
Sandro Sansão
Miracatu - São Paulo - Brasil
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