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Dona Benedita


Hoje vai ser diferente, assim espero torço por isso. Como todos os dias de um simples escritor, levanto com uma idéia nova, ou seja, uma inovadora idéia que meus leitores precisam ler. Mas é justamente nessas horas assim sem demora o meu “PC” computador custa em falhar, fico irritado, indignado com a falta de manutenção a pagar, se fosse isso seria uma maravilha, mas quando arrumo um técnico para consertar, minha empregada custa em me atrapalhar, sem querer lógico, em sua cabeça deve imaginar que não faço nada, pois não saio da frente do computador. E assim como não quer nada, entre uma vassourada e outra puxa papo do nada. A Benedita à empregada, que não me deixa trabalhar.
Es uma dona dedicada em seu trabalho desde que eu era criança, sabe aquelas pessoas de confiança, cresceu junto comigo parte da família tia Benta, agora chamo de Benedita, minha linda com todo respeito, deixe-me sozinho por algumas horas em concentração. Quero escrever algo, que toque as pessoas ao mesmo tempo não quero magoar teu coração. Melhor, vou pegar uma pena daquelas que meus avôs escreviam e vários papeis em branco, vou sair pra fora de casa, minha própria casa ficar aos cantos onde possa escrever apenas escrever em paz.
Foi o que eu fiz, fui para o parque da cidade, que lugar maravilhoso, preserva suas tradições, tem uma velha estatua desde que meus avôs eram crianças já existia, era o fundador da cidade, um desbravador, que com um sonho antigo descobriu a cidade e morreu contigo, suas idéias que foram por água a baixo. Em forma de retratação, seu bisneto que na época foi eleito se tornou prefeito deixou ali uma estatua em sua homenagem. É antes tarde do que nunca, assim escutei esse ditado, que por sinal meus avôs também diziam.
Voltando agora para ponto inicial, o que seria minha historia que historia? Será que não tenho nenhuma?
O tempo todo me prolongando e o meu assunto não foi chegando, mas agora vou lhe falar meus pensamentos. Renasceu uma idéia, que idéia?
De voltar ao tempo.
- Que tempo?
Aquele que éramos crianças, que pesávamos apenas em brincar, ou seja, em ser feliz.
Sentado nesse parque lembro-me quando era criança, assim como aquela que acaba de passar por mim soltando pipa, com um sorriso de uma orelha a outra. Lembrei que meus pais ficavam bem de longe olhando, e eu e meus amigos brincando sem parar. Que maravilha faz me lembrar. Assim como de noite às escondidas, saia de casa nas pontas do pé, pois a vizinhança toda estava a me esperar, para brincar de esconde, esconde. Mas quando voltavam para casa, todos estavam dormindo, menos a Dona Benta, que me olhava brava, mas se derretia com meu sorriso, e vinha me abraçar, dizendo vai seu moleque atrevido toma seu banho que levo um lanche pra ti no quarto. Nem me lembrava mais o quanto a Dona Benta era especial, e tanta coisa boa tinha feito por mim. Apenas me acostumei com seu jeito de ser, sem desrespeitar, mas também nunca vim te valorizar, a não ser essa crônica, mais do que uma crônica lhe falar.
Dona Benta, ou Bentinha, tanto faz. Deixo essa pena abandonada, nesse parque de lembranças volto correndo para casa feito criança, e lhe dou o tão gostoso abraço.
É lógico que ela não entendeu nada, mas uma lagrima corria sem parar. Hoje não quero escrever mais nada, apenas essas frases lhe falar. Benta, Bentinha do meu coração, antes fosse um poema, uma poesia, um simples verso, por que não uma crônica? Quero lhe falar. Abrace-me forte, me abrace sem parar, hoje é meu dia, hoje é o teu dia, o que vamos jantar?
Sandro Sansão
Enviado por Sandro Sansão em 03/06/2009
Código do texto: T1630232
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Sobre o autor
Sandro Sansão
Miracatu - São Paulo - Brasil
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