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O Boga
 

Fiz cordel sobre a Xota,
e também com o Bigulim,
me pediram agora pro Boga...
se não fizer sobra pra mim.
 
É que Boga é diferente,
tem apelo bem maior,
incomoda tanta gente,
o assédio é muito pior.
 
E a pendenga não fica aí...
assunto "tabu" pra religião,
assim, melhor nem insistir,
isso é questão de opinião.

A causa é mero preconceito,
na mulher só se faz com amor,
pra o cabra nunca é defeito,
usa e abusa sem sentir dor.
            
E esse Boga tem tanto apelido,
cada um mais medonho do mundo,
só não gosto 'Buraco Fedido',
dito por besta ou vagabundo.
 
Que o negócio é saboroso...
homem nenhum disso duvida,
apertadinho e todo dengoso,
por Boga assim se perde a vida.
            
Conheço quem somente o quer,
e o danado é tão pervestido,
que tanto faz o da mulher,
ou mesmo um Boga alternativo.
 
Já eu não sou nada atrevido,
sem mulher, nunca entro nessa,
de outro jeito é caso perdido,
meu Bigulim não se interessa. 


E pra acabar todo esse lero,
eu dou o dito pelo não dito...
"Meu amigo... seja sincero...
Boga é gostoso e bonito!".



 

POST SCRIPTUM


 
Este arremedo de cordel tem uma historinha. Inicialmente, escrevi algo nesse estilo... Meu Bigulim.

Achei interessante apena para consumo próprio. Tinha receio de postar no RL ou em qualquer outra plataforma. Na galhofa, mostrei a alguns colegas de trabalho. Ficou por aí, durante algum tempo. Posteriormente, publiquei-o no RL... e na coletânea "Piauí em Letras".

Tempos depois, um colega de trabalho (81 anos), extremamente espirituoso e jovial, indagou-me "porque" não escrevia um poema sobre a genitália feminina. Disse-me: "Tem mais futuro... e o bicho é bom!". Seguindo a sugestão do sábio e experiente companheiro, escrevi "O Coito e a Xota".

Achava que tinha chegado ao final. Certo dia, porém, ao entrar na sala de trabalho, alguns amigos comentavam os cordéis anteriores: "Meu Bigulim" e  "O Coito e a Xota".

Ao me ver, jocosamente, alguém comentou: "Só falta o Boga". Bom... alguns minutos após, nasceu essa invencionice! Recentemente, também, postei "O cheiro da Xota". 





 
Aluízio A C Amorim
Enviado por Aluízio A C Amorim em 04/07/2020
Reeditado em 05/07/2020
Código do texto: T6995575
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Aluízio A C Amorim
Teresina - Piauí - Brasil
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Aluízio A C Amorim