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A TERRA PEDE SOCORRO, SEM NUNCA SER ATENDIDA!

“Sou a Terra, sou a Mãe
De toda forma de vida.
Em todo canto do mundo,
Sou a casa garantida.
Mas de algum tempo pra cá
A minha saúde está
Bastante comprometida.

Padeço pelo que fazem
Com a minha natureza.
Está virando deserto
Onde existia riqueza.
Estou velha, estou cansada,
E preciso ser tratada
Com muita delicadeza.

A minha pele, que chamam
De camada de ozônio,
Muito fina e delicada,
Importante patrimônio,
Atravessa maus momentos:
O homem, com seus inventos,
Perfura-a feito um demônio.

Meu ventre está perfurado,
Na busca por combustível.
Os meus mares, aquecidos,
Vêm aumentando de nível.
Eu corro sério perigo!
O que o homem faz comigo
É maldosamente incrível!

Extrai minhas energias,
Como um chupa-sangue horrendo.
Nesse ritmo alucinado,
Pelo jeito que estou vendo,
Um momento vai chegar,
De não mais eu suportar,
Pois há muito estou morrendo.

Há vários milhões de anos,
Eu sustento a humanidade;
Dou água, comida e ar
Para a biodiversidade.
De todos eu sou abrigo.
O que o homem faz comigo,
Repito, é muita maldade!

Por causa do aquecimento
E a total falta de zelo,
Minhas calotas nos polos
Estão sofrendo degelo,
Fazendo as águas dos mares
Invadir vários lugares,
Sem perdão e sem apelo.

Minhas matas estão sendo
Cortadas covardemente,
Por isso, meu clima está
Se tornando muito quente.
Muitas áreas estão perto
De transformar-se em deserto,
Sem habitar um vivente.

Meu lindo meio ambiente
Está sofrendo demais!
Estou ficando mais pobre
De recursos naturais.
Com raríssima exceção,
As ações humanas são
De consequências fatais.

Para o bom senso dos homens,
A todo instante eu recorro,
Pois cada dia que passa,
É mais um tanto que eu morro.
Meu pulmão agora arde,
E antes que seja tarde,
Eu suplico por socorro!

Salvem a minha Amazônia
Do fogo destruidor!
Minha fauna e minha flora
Estão passando um terror!
Todo o Globo está exausto,
Por causa desse holocausto
Criminoso e aterrador!

Eu não tenho culpa alguma
De quem seja o governante,
Muito embora eu sofra mais
Com presidente arrogante.
O que eu quero, com certeza,
É salvar a natureza,
Que é muito mais importante!

Neste momento tão crítico,
Convém ao homem lembrar:
Por seus atos tão mesquinhos,
Ele mesmo vai pagar!
A cada mal dos humanos,
Levo dezenas de anos
Para me recuperar.

De forma, que eu hoje sou
Um planeta combalido,
Explorado e maltratado
De modo descomedido.
Amazônia, essa floresta,
É o tesouro que resta
No meu corpo tão ferido...

Mas minha Amazônia é vítima
Da fúria da motosserra,
Vítima também do fogo
Que devora mais que guerra.
Vale a pena reforçar:
Vocês todos vão pagar
Pelos crimes à Mãe Terra!”
PEDRO PAULO PAULINO
Enviado por PEDRO PAULO PAULINO em 22/08/2019
Código do texto: T6726657
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
PEDRO PAULO PAULINO
Canindé - Ceará - Brasil, 52 anos
40 textos (7559 leituras)
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PEDRO PAULO PAULINO