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Metamorfose - Do Crime ao Heroísmo - Cap. V

5 Parceria de Cunhado

Despedindo-se da equipe, Vitor e Maicom montaram na moto e partiram para casa. No meio do caminho, Vitor viu um bar, destes bem simples e pequeno, parou, desceram os dois entrando no recinto.

– Vamos tomar uma dose de cachaça para esquentar o sangue. - procurando apoio de Maicom, Vitor andava até o balcão
– Isso mesmo, vamos esquentar o sangue. - Maicom apoiava a atitude do cunhado
– Amigo. - assim se dirigiu Vitor ao dono do bar, já que estava na cara que ele não podia pagar funcionário – Três doses de múrice em um único copo. Mas em duplicado.

Medindo as dosagens, o dono do bar fitava os dois. Via que era meio arriscado bebê três doses e ainda sair pilotando uma moto. Não comentou e passou o pedido dos clientes. Enquanto Vitor e Maicom bebiam, ele foi para os salguardos.

– Querem uma coxinha ou um pastel para acompanhar ? - era convencional o dono do bar oferecer o lanche, em especial quando vendia cerveja
– Sim, quero duas coxinhas, uma para mim e outra para meu cunhando. - olhando a carteira Vitor memeava positivamente a cabeça para Maicom

Tirando as duas coxinhas o dono do bar colocava cada uma em um prato e servia  Vitor e Maicom encima do balcão. O dono via que eles davam goles generosos, parecendo que tinham pressa.

Com a coxinha em mãos Vitor deu uma mordida um tanto grande, a de Maicom foi menor. Os dois estavam com fome, então comeram rapidamente as coxinhas, terminando com a cachaça múrice.

– Quanto deu tudo ? - de carteira nas mãos Vitor a abria
– Deu doze reais.

Tirando uma nota de vinte da carteira, Vitor deu para o dono do bar.

– Pode ficar com o troco. É por sua simpatia.

Os dois, Vitor e Maicom voltaram a montar na moto. Vitor parecia um pouco alterado. Mas capaz de pilotar com moderação. Dessa forma seguiram até as casas deles.
Primeiro chegaram a casa de Maicom. Este desceu, bateu palmas. Vitor o ajudava buzinando. Em segundos a esposa de Maicom e irmã de Vitor, dona Dulci, apareceu; abriu a porta da casa e o portão.

– Oi irmão, como foram ? - Dulci pedia muito para que tivesse dado tudo certo
– Tudo certo! Seu garoto foi aprovado. Agora que ele está entregue, já vou. - Vitor passou a marcha e saiu
– Entre querido, entre! - pedia dona Dulci – Você ainda não me deu o comprovante do pagamento do curso de nosso filho, o Fábio.
– Já o pego no quarto.

Dentro de casa, no quarto, Maicom andou até o criado-mudo, abriu a gaveta pegando o comprovante de pagamento do boleto. Na cozinha, com a esposa terminando de preparar o almoço, ele entregou o comprovante.

– Coloque aqui, no bolso do avental. - queria dona Dulci
– Onde estar o Fábio ? Ele não vai jantar conosco ? - a cara de ignorância de Maicom era grande
– Ele foi almoçar na casa de um amigo. Nada demais. - dona Dulci olhava carinhosamente para o marido – Sente-se para almoçar.

Sentando-se na cadeira de sempre, a primeira de uma mesa com sete, Maicom esperava ser servido, e dona Dulci colocou as panelas depois os pratos dela e dele. Em seguida o serviu, com os pratos dos dois prontos, começaram a comer. O semblante de Maicom após a colherada e pedaço de carne, era de que a refeição estava muito boa.

No fim da refeição, Maicom levou os pratos dele e da esposa para pia. Em pé, começou a lavá-los. Queria terminar logo para descansar. Mas ainda tinha a sobremesa, um munsi de maracujá. A esposa o vendo afobado não avisou, trazendo de surpresa a sobremesa. Maicom fez um bico, mas depois sorriu.

Com o fim da refeição e da sobremesa, e lavado os pratos, Maicom foi descansar no quarto. Chegando deitou-se caindo no sono, dona Dulci o viu, no entanto não queria incomodar, saindo e fechando a porta discretamente.

Maicom acordou duas horas depois, indo para o quarto do filho vê os cursos no computador, já que em casa apenas o filho tinha interesse por informática . Viu todos, entretanto o de detetive particular lhe chamou a atenção, era algo inusitado para ele. Acabou não decidindo por nenhum, já que as finanças estavam apertadas. O que iria ganhar como ajudante de pedreiro, mal daria para colocar comida em casa e pagar as contas de água, luz sem contar internet.

Havendo terminado a pesquisa por curso, Maicom decidiu que iria falar com o cunhado.

– Alô, tudo bem Vitor ? - perguntou Maicom
– Tudo, em que posso ajudá-lo ?
– Preciso de um empréstimo do nosso jeito. - declarou Maicom
– Sem juros e sem prazo.
– Isso mesmo.
– Para que é ? - perguntou Vitor
– Para fazer um curso a distancia.
– Não vou lhe emprestar o dinheiro... Eu vou lhe dar o dinheiro. - ofertou Vitor
– Eu agradeço muito.
– Vai estar junto com o da empreitada. - informou Vitor

Passado a empreitada, Maicom recebeu o pagamento com a doação. Ficou muito feliz, e informou ao cunhado que não tinha decidido pelo curso a distância, mas o que ele doou, mais do que dava para fazer.

Num jantar, o filho de Maicom, Fábio, comentou sobre o desaparecimento de uma criança. E que todos do bairro tinham sido comovidos. Maicom se sentiu tocado, e logo lembrou do curso de detetive particular. Vendo a necessidade, foi com Fábio no computador fazer a inscrição no curso.

Como pagou em uma única parcela, recebeu as apostilas de uma só vez. Estudou com afinco e em dois meses se encontrava certificado.

A primeira coisa que Maicom fez após certificado, foi ir na delegacia para se oferecer para ajudar  e pedir informações. Os policiais sabendo se tratar de um acusado, ficaram cismado, mas vendo a certificação, acabaram as compartilhando.

José Nilton R da S Palma
Enviado por José Nilton R da S Palma em 28/05/2021
Código do texto: T7266159
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Sobre o autor
José Nilton R da S Palma
Nova Soure - Bahia - Brasil, 35 anos
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José Nilton R da S Palma