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Metamorfose - Do Crime ao Heroísmo - Cap. II

2  Respondendo em liberdade

O advogado já tinha enviado o pedido de liberdade para o juiz, e também tinha pedido para que avisassem a Maicom, o qual ficou esperançoso com a notícia. Para ele não importava se era uma liberdade até o julgamento, o importante era sair daquele ambiente de cativeiro. Desse modo ficou mais tranqüilo na casa de custódia.

– Gato, estou para sai em liberdade. – o olhar Maicom era sério
– Que bom mano, vou torcer para que dê tudo certo. - Gato aparentava compartilhar com alegria da notícia

No banho de sol, encontrava-se Galego, por isso não recebeu a notícia junto com Gato. Na cela, Maicom então começou puxar o assunto da transferência deles, o Gato e o Galego. Maicom não fazia idéia de quantos anos eles pegaram, por isso era um assunto muito delicado.

– Sei que é um assunto muito delicado, mas a curiosidade tá quase me matando, posso fazer uma pergunta ? - Maicom olhava seriamente para Gato
– Claro, faça! - respondeu harmoniosamente Gato
– Por que e quantos anos de cadeia pegaram você e Galego ? - Com o olhar de compreensão Maicom fitara Gato
– Mano eu fui pego com algumas trouxas de maconha. O Galego com umas trouxas e meio tablete de quinhentas gramas. Nisto eu peguei seis anos por reincidência e o Galego seis também por reincidência
– Nossa! - se espantou Maicom – é uma barra. Eu entendo.

Deixando a cela, Maicom foi para o pátio tomar banho de sol. Chegando, viu Galego em um banco. Era um banco com algumas descascaduras e mostrando alguns ferros junto com o concreto. Maicom se aproximou de Galego que quando o viu abriu os braços para poder abraçá-lo.

– Oi brother Maicom! Tudo certo ? - falou com um sorriso na cara Galego
– Oi brother Galego! Estamos no caminho! - Alegremente respondeu Maicom

Próximo de Galego com os braços abertos, Maicom o abraçou. Queria a amizade de Galego e Gato, por isso era muito gentil com eles. Maicom não almejava uma vida no crime e queria também tirar os dois colegas de cela dessa opção. Pensou em aprofundar algumas perguntas, mas receava devido a delicadeza e seriedade.

– Vamos sente aqui do meu lado. - pediu amavelmente Galego

O atendendo, Maicom sentou do lado de Galego. Olhou ao redor e viu que pelo menos os setenta por cento dos custodiados estavam tomado banho de sol. Era um momento de relaxamento. Onde se esvaziava a mente, tinha-se por uma meditação natural.

– Iai, pediu sua liberdade até o julgamento ? - Galego estava muito interessado em saber
– Pedi, tá para sair em breve. Estou no aguardo.
– Tudo bem, agora vamos curti o banho de sol – solicitou aquecendo-se Galego

Os dois estavam de olhos fechados relaxando, quando de repente apareceu Gato. Eles não perceberam a chegada dele, por isso Gato arriscou uma brincadeira. Onde ele dava o “pitoque” na orelha de um e se escondia, depois do outro e também se escondia.

Vendo que Galego e Maicom não iriam descobrir, Gato se apresentou. Os dois colegas ficaram surpresos.

– Então era você brother, gato. -  Disse sorrindo Galego
– Era eu mesmo. Queria que desse para vê a cara de vocês. - respondeu com um sorriso Gato
– Está certo. Sente-se e relaxe com a gente. - pediu olhando-o, Maicom

Procurando uma brecha para se aprofundar na vida de Gato e Galego, Maicom os observava. Não seria fácil entrar no assunto, mas ele não desistiria. Sabia que era mais do que uma opção tirar Gato e Galego do mundo do crime, além dele mesmo. Assim seus pensamentos o deixava inquieto.

– Preciso fazer uma pergunta a vocês. - Maicom tinha um semblante serio
– Pode mano! Faça. - disso Gato
– Bem... então lá vai... vocês fazem parte de alguma facção ? - perguntou seriamente Maicom

Galego e Gato se olharam, depois olharam para Maicom.

– Bem brother. Nós fazíamos mais saímos. Não queremos nem pensar em se reintegrar. - Disse Galego
– Por que a pergunta ? - indagou Gato
– A pergunta é porque temos que dar um novo direcionamento as nossas vidas. - falou empolgadamente, Maicom

Os três enceram a curta conversa. Era chegada a hora do almoço e partiram todos que estavam do pátio para o refeitório. Encontrava-se tudo arrumado e organizado.

Sentaram-se os três na mesma mesa do café da manhã. Em seguida os copeiros vieram e os serviu.

Terminado o almoço, o guarda chamou Maicom. Tinha um telefonema para ele. Tratava-se do advogado dele, o senhor José. Maicom já imaginava o que poderia ser, com isso um sorriso encheu o rosto dele que foi até o local onde atenderia o telefone.

– Oi doutor José. Alguma novidade ? - Perguntou ansiosamente Maicom
– Sim meu amigo Maicom. Amanhã mesmo você sai da custódia e vai ficar até o julgamento em liberdade. - respondeu claramente o advogado José
– Ótimo doutor. E tem data o julgamento ? - queria saber Maicom
– Ainda não. Mas não se preocupe. O importante é que você estará em liberdade.
– Concordo. Então vamos, doutor.
– Então vamos, meu amigo.
– Tem mais uma coisa. Quem vem me buscar ? - questionou Maicom
– Eu e sua mãe.
– Tudo bem. Até amanhã!
– Até.

Com o fim da ligação, Maicom retornou a cela. O aguardavam Galego e Gato. Esperavam que ele lhes contasse as novidades. Que do jeito que saiu, parecia serem muito boas.
Perto deles, já dentro da cela, Maicom percebia nos rostos de cada um que estavam curiosos sobre o que seria o telefonema. Dessa maneira sentou-se e fez um sinal para que se aproximassem. Gato e Galego se aproximaram e sentaram na cama de Maicom.

– Amanhã eu saiu da custódia. - disse Maicom
– Ótimo mano. Não esqueça de nós. - pediu Gato
– Isso mesmo brother, não esqueça de nós.
– Não vou esquecer. Acreditem. - falou Maicom

Os três abriram os braços e deram um abraço triplo. Logo após deitaram-se para descansar, fazer a digestão da comida.
José Nilton R da S Palma
Enviado por José Nilton R da S Palma em 25/05/2021
Código do texto: T7263963
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Sobre o autor
José Nilton R da S Palma
Nova Soure - Bahia - Brasil, 35 anos
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José Nilton R da S Palma