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SUICIDIO

SUICIDIO
Tocou a campainha e ninguém atendeu, Mais como?
Ha pouco recebera o recado e o recado dizia que ela era esperada.
A porta do apartamento estava aberta ,Maria Luisa entrou no recinto
A jovem ja estivera ali em outras ocasiões entrou no apartamento chamando pelo rapaz:
Luiz,cade você ?
Pensando ser uma das muitas brincadeiras daquele jovem extrovertido,a moça foi ate a área de serviço e o que viu ali a deixou petrificada e de cabelos em pe, pendurado em uma corda amarrada a uma das vigas que sustentava um balanço na área de lazer, pendia o corpo do jovem Luiz.
O corpo tinha um papel pregado a camisa do morto e la estava escrito:
-Me desculpem por este terrível ato   mas náo suportei a pressão.
O inspetor Carlos Lourenço,lotado na delegacia do bairro assumiu o caso e começaram as investigações :

Quais os seus últimos contatos, seus últimos telefonemas se tinha divida com alguem e assim por diante.
No bolso da bermuda do cadáver, estava uma pequena caderneta onde estavam anotadas o nome e o telefone de algumas pessoas e o inspetor Carlos traçou ali o seu plano de investigaçao .
Carlos então discou um daqueles números aleatoriamente e se dirigiu ao endereço que f
icava do outro lado da cidade.
Era o escritório de uma importadora e uma secretaria o atendeu e disse para que esperasse, pois  o patrão estava em reunião.
Vinte minutos depois, o homem apareceu.
Era um homem de meia idade, meio Calvo,o inspetor se apresentou perguntando se ele sabia algo sobre o suicida.
Bem , disse o homem,ele era muito mulherengo e dado ao jogo.
Segundo o  interrogado o suicida frequentava um clube onde alem de outras coisas explorava o jogo .
o policial notou que o numero do tel do local constava da caderneta encontrada na bermuda do rapaz que  havia sido  encontrado morto em seu apartamento.

O policial a acreditava que um  crime tinha ocorrido e uma dúvida surgiu em sua mente:
Estava óbvio de mais e em sua longa experiência ele sabia que as coisas não são bem
 como parecem.
Havia algo debaixo daquele angu.
Naquela manha,antes das oito horas,convocou Maria Luísa pra depor.
Queria saber por exemplo que tipo de relacionamento havia entre ela e o suicida.
Maria Luísa se mostrou muito nervosa e evasiva,e uma crise de choro atrapalhava bastante o i terrogatorio:
Voçe por acaso se lembra de algum problema dele com alguem, perguntou o inspetor...
Que eu saiba, não,a não ser...
A jovem disse que uma vez há poucas semanas antes do ocorrido, ele havia lhe falado sobre uma briga que tivera com um de seus amigos, justamente por causa do poker.
De que ele vivia?
O que é lá fazia ?
 Bem,ele tinha uma pequena frota de táxis,mas tinha bons relacionamento  com seus subordinados.
O policial então convocou um outro para depor, constante da lista.
O próximo depoente disse que certa vez presenciou uma forte discuçao entre Maria Luísa e o suicida e a jovem chegou até a ser agredida dentro da boate que funcionava la no centro da cidade.
Porque ela não me falou sobre isso?
No dia seguinte o inspetor se dirigiu a  casa da jovem,estava disposto a apertar um pouco mais a testemunha.
nao aceitava a ideia de suicídio, para ele era obvio de mais, faltava uma peça naquele quebra cabeça e ele ia encontra la

Parou o carto em frente a casa da jovem  Maria Luísa, acendeu um cigarro e se dirigiu ao encontro da jovem...
Ela o recebeu tensa e preocupada e ele foi direto ao assunto:
Voce matou o Luiz ?
Perguntou de chofre...
Náo, gritou Luisa, eu náo o matei, eu o encontrei pendurado naquela corda, foi horrível...
Como era o seu relacionamento com o morto ?
Parece que vocês quase ficaram noivos...
Isso foi ha muito tempo, nos sempre nos demos bem...
Mas tiveram uma forte discuçao, disse o prolcial.
Sim, eu náo nego disse a jovem, mas superamos isso.
Tinha outra na vida dele ?
Sim disse a jovem, uma nova namorada.
O numero dela consta na caderneta ?
Sim disse Luisa entregando ao inspetor o numero em um pedaços de papel.

Na manha seguinte o inspetor estacionou o seu carro na calçada em frente ao apartamento da jovem e tocou a campainha.
Foi atendido pela mae da moça, uma senhora ainda jovem que o conduziu a sala de estar,em seguida a atual namorada do suicida apareceu.
Era muito jovem e aparentava ter uns quinze anos mais ou menos.
Nervosa com a presença do policial, a menina caiu em um pranto desesperado, dizendo,
Eu náo o matei...
Calma menina disse o prolicial, náo estou aqui pra te acusar, só quero que você me diga algo que me ajude na investigaçao
só isso.
Aquela vagabunda esta me acusando, mais foi ela que matou o Luiz.

.Naquele dia quando la cheguei ela estava la, nos brigamos e ela depois foi embora.
O inspetor logo se retrou e retornou a delegacia.
Pediu um cafe e ficou por um tempo pensativo.
Pegou o seu carro e foi pro seu apartamento.
Carlos náo dormiu aquela noite, fumou um cigarro atras do outro e tomou muitas xícaras de cafe, suas têmporas latejavam e o relógio marchava lentamente.
Quem matou o rapaz ?
O dia amanheceu, e ele tomou um café bem forte e foi ate ao ponto do taxi, náo se apresentou como policial e e ficou observando o panorama.
Tomou um taxi e logo conversava com o motorista sonre o caso do suicída.
Olha doutor, disse o taxista, eu tenho pra mim que o patrão foi assassinado...
Em que você se baseia amigo ?
Olha, ele teve uma desavensa com um camarada que fez uma proposta pra comprar os seus taxis, o Seu Luiz ficou uma fera e eles brigaram feio.
O taxista disse que o homem se chamava Antenor e frequentava o mesmo clube. mas ele náo tinha o telefone do cara.
Carlos pagou a corrida e ficou bem animado, parecia ter encontrado a chave do enigma.

Dia seguinte, sob uma temperatura agradável, o sol brilhando no céu, Carlos faz uma visita ao clube, sem informar ainda dua produção. Pergunta aqui. pergunta ali e finalmente se encontra com Antenor que sabedor de que seu interlocutor era policial, ficou nervoso e preocupado.
Você matou o Luiz ?
Perguntou de chofre.
Muito perturbado o homem negou e açmentsndo a pressão sobre o suspeito o conduziu a delegacia.
La chegando. pediu um cafe e iniciou o interrogatório.

Antenor muito nervoso, náo suportou o interrogatório e prescionado pelo policial,resolveu confessar o crime e obter um acordo que lhe diminuísse a pena.
Antenor foi julgado e condenado e  mais tarde, náo suportando a vida no presídio, deu cabo da Propriá vida.
FIM

ANESIO SILVA
Enviado por ANESIO SILVA em 23/06/2020
Reeditado em 16/07/2020
Código do texto: T6985626
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
ANESIO SILVA
Volta Redonda - Rio de Janeiro - Brasil, 69 anos
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