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As filhas de Baba Jaga
 
 
A poeira cobria a rua enquanto os sons dos pés ecoavam misturados aos gritos. Não conseguia ver direito o que acontecia porque as pessoas estavam aglomeradas, lutando por um pedaço da mulher no chão. De vez em quando, podia captar um esgar de boca por onde não saía nenhum grito. Ela estava sendo despedaçada pelo pessoal da Vila.

A Vila era pequena, chamavam-na de Vila Dourada, mas antes disso tinha outro nome que nunca me recordo. Nasci e cresci nesse lugar, mamãe havia morrido no parto, fui criada por meu pai e irmãos mais velhos. Eles três estavam entre as pessoas na rua, gostavam de participar. Apesar de ser estimulada a fazer parte daquilo não me sentia bem. Matar pessoas não parecia certo por mais que o Sr. Paolo tentasse justificar o contrário. Ele dizia que para algumas mulheres a morte era o meio de expurgar seus pecados.

Aos 13 anos não compreendia direito o que significava tudo aquilo, mas tinha uma certeza: não queria crescer nunca. Alcançar a idade adulta significava ser linchada na rua, pelo menos era assim que as coisas se desenrolavam em Vila Dourada. Alguma mulher sempre era condenada ao linchamento nos encontros com o Sr. Paolo a cada lua cheia. Ele gritava sermões enquanto todos assistiam entorpecidos.

No meu universo infantil me preocupava apenas com as bonecas e em manter a casa arrumada. Todos os dias tinha aulas de etiqueta e bons modos com a Sra. Rute, esposa do Sr. Paolo. Apenas as garotas frequentavam, nós éramos ensinadas para sermos boas donas de casa, esposas e mães. Todas nós queríamos um marido, vários bebês para cuidar e não podíamos nos sentar com os joelhos afastados. A educação dos meninos era de outro teor, eles aprendiam um bocado de coisas interessantes na escola feita para eles.

Podiam caminhar pelas ruas gritando e chutando bolas, gargalhando e se empurrando. Tinham o direito de se divertir, as meninas não. Nosso destino era o recato e a introspecção. Então, o silêncio veio de forma repentina e todos pararam ao badalar do sino. As pessoas abriram espaço para que o Sr. Paolo passasse, ele se aproximou do corpo da mulher. Eu não sabia quem era a condenada, mas sabia que vivia com um homem que consertava carros e era um bom homem aos olhos do Sr. Paolo. Algo aconteceu e ela foi condenada àquele fim.

Do outro lado da calçada eu podia ver apenas a massa disforme sanguinolenta do seu corpo apedrejado, parcialmente desmembrado. Não parecia mais um ser humano, ela se resumia a fragmentos do que um dia foi um corpo.

Sr. Paolo avaliou o resultado do linchamento, o marido da mulher morta estava logo atrás dele com olhos marejados. Não eram lágrimas de tristeza e, sim, de raiva. Na época eu não sabia que as pessoas choravam por outros motivos além de tristeza. Quando temos 13 anos tudo parece ser mais simples do que realmente é.

O Sr. Paolo olhou em volta, muitos moradores estavam segurando pedaços de pau, ferramentas como martelos e enxadas, cabos de vassoura. A maioria das mulheres presentes estavam munidas de pedras. Elas sorriam de uma forma satisfeita como se tivessem acabado de participar de uma orgia. Isso sempre me intrigou, o fato de as mulheres se deliciarem mais que os homens cada vez que uma condenada era arrastada pelas ruas.

Sr. Paolo parecia satisfeito e ordenou que as mulheres mais velhas que o acompanhavam recolhessem os restos do cadáver. Elas não perderam tempo e começaram a limpeza. Rute coordenava as mulheres. As pessoas afastaram e voltaram para seus afazeres. As ruas sempre ficavam marcadas por trilhas de sangue e um cheiro esquisito espalhava-se pelo ar porque geralmente as linchadas urinavam ou cagavam enquanto eram espancadas e pisoteadas.

Quando o Sr. Paolo chegava e todos voltavam a si, era bom porque a paz reinava novamente na Vila, mas eu não conseguia voltar para casa de imediato porque meu pai e irmãos estariam se limpando e comentando sobre a pessoa morta de forma debochada. Todas que morriam mereciam aquela punição, era o que o Sr. Paolo dizia antes de dar sua sentença.

Depois do linchamento da esposa do mecânico eu não consegui dormir. Uma ideia começava a martelar e martelar na minha cabeça me fazendo virar de um lado para outro na cama. Eu não queria crescer, deveria existir uma forma de impedir que me tornasse adulta. Quando era menor, meu pai lia histórias sobre Peter Pan que era um menino que nunca cresceu e comecei a imaginar se isso não poderia ser possível. Afinal, todas histórias têm um fundo de verdade, né?

Comecei a imaginar que estaria sempre segura se permanecesse com 13 anos para sempre. Nenhuma garota era linchada porque só podíamos nos casar depois do primeiro sangramento. Sempre que alguma mulher se casava geralmente era linchada porque acontecia algo de errado e o Sr. Paolo era procurado e precisava puni-las de forma enérgica. Era o plano de Deus, e ele dizia que todo pai deve ter pulso firme em casa.

Assim que o dia amanheceu comentei durante o café da manhã minha vontade em permanecer criança. Meus irmãos olharam meu pai com um ar meio preocupado, eles o respeitavam muito e sempre colocavam aqueles olhos preocupados sobre ele quando eu falava algo errado. Papai apenas sorriu, ele era muito triste e carrancudo e quando sorria ficava estranho. O sorriso não tinha sido feito para seu rosto.

- Não é possível, querida, você vai crescer e se casar com Teodoro e me nos dará muitos netos. É para isso que nasceu, para formar uma bela família, para ser uma progenitora.

- Não quero, papai. Se eu casar vou morrer.

- Só será punida se fizer alguma besteira, querida. Essas mulheres tiveram o fim que mereceram porque eram más, estavam cheias de espíritos malignos que ameaçavam a ordem da vila. 

Meus irmãos concordavam com as palavras dele fazendo meneio de cabeça. Eles sempre foram obedientes, pareciam mais soldados do que filhos. Dei de ombros e fui para escola, gostava de caminhar pelas ruas de pedras, mas depois de linchamentos sempre me deixava inquieta fazer o caminho por onde uma mulher tinha sido arrastada.

Por mais que papai me dissesse para esquecer a ideia e enterrar o assunto, não conseguia. Nossa cabeça funciona sozinha, perceba: sempre que queremos esquecer algo é quando pensamos naquilo. Papai costumava dizer que nossa mente trabalha contra nós se não formos vigilantes do pensamento.

Não consegui assistir as lições da Sra. Rute naquele dia o que me rendeu inúmeras repreensões, entre elas 60 chibatadas de grossa tira de couro. Não tinham desculpas para distração, eu não sabia ainda, mas sentia muito ódio por Sra. Rute, por isso, imaginava que um dia ela seria uma das linchadas pelas ruas.
 
Eu esperei papai ir se deitar à noite, ele assistia televisão até tarde. Muitas vezes eu escutava ele vendo filmes pornôs e depois chorando no quarto e se punindo. Em Vila Dourada tudo era meio estranho, as pessoas viviam tensas, reprimidas e cheias de marcas de autoflagelação. Para os homens tortos eram outros tipos de punições. Sr. Paolo apenas os condenavam a perder o membro dependendo da infração moral. Não podiam cobiçar mulher alheia ou tocar em garotas novas. Sr. Paolo era uma espécie de líder religioso e, também, fazia as vezes do delegado, pois nosso delegado era um de seus lacaios. Ele sempre foi um ascético, um homem muito rígido que criou 5 filhos sob rédeas curtas. Rute era tão – ou mais – rígida que ele porque suas 2 filhas foram obrigadas a se casarem com os maiores latifundiários da Vila e pariram vários netos.

Todos viviam numa espécie de sonambulismo coletivo guiados pelas palavras e sermões do Sr. Paolo. Então, depois que papai foi deitar eu sai pela janela do meu quarto pisando silenciosamente. Quando passei pela porta da frente as luzes por sensor de movimento acenderam e fizeram meu coração saltar. Eu estava agarrada aos meus chinelos e aquela claridade me cegou por um momento. “O que estou fazendo?”, eu tinha tanta esperança que estava indo ao encontro do que mais desejava que acabei sufocando o pavor e segui adiante.

Junto aos meus chinelos apertados no meu peito estava um livro sobre lendas do folclore de Vila Dourada. Entre as lendas estava a de Baba Jaga que narrava a história da formação da Vila Dourada e sobre a mulher que viveu por 100 anos exilada na floresta, foi expulsa da vila acusada de feitiçaria. Ela podia fazer uma pessoa viver eternamente conservando sua jovialidade. O ritual, portanto, exigia um preço alto que não foi revelado no livro.

Corri para floresta naquela noite, a minha respiração estava difícil e pesada. Chamei pela velha Baba Jaga como o livro ensinou, mas a realidade jogou seu balde de água fria em minha esperança. Aquele era apenas mais um livro bobo para assustar crianças, o carimbo da biblioteca da escola de repente me fez sentir tola. Encostei numa árvore para recobrar o fôlego e poder me reorientar para sair da mata.

Primeiro, ouvi um sussurro como vento uivando, depois eu a vi. A velha estava camuflada em um dos troncos das árvores ao meu lado se olhasse rapidamente não conseguiria distinguir o que era partes da velha e o que era tronco. Meus olhos se acostumaram à pouca claridade da enorme lua cheia que penetrava ali dentro.

O rosto da velha projetou-se para fora da árvore e ficou com a boca escancarada como se fosse dizer algo. Eu não sabia o que fazer, o livro caiu das minhas mãos e senti lágrimas queimando meu rosto rijo de medo.

- Pequena Mabel.

A voz era rouca, não tinha nada humano, realmente parecia ser o som que uma árvore faria caso falasse. Atrás da voz havia um som estralado de madeira rangendo.

- Você veio em busca de algo, pequena. Está disposta a pagar o preço?

Medo e euforia mesclaram em mim naquele momento. Não sei o que me deu, corri na direção do tronco e o agarrei com desespero como se aquilo fosse me salvar. Eu apenas repetia “Sim. Sim. Sim” com crescente urgência. Ela afagou meus cabelos frouxos no rabo de cavalo, seus dedos eram ásperos e cheios de farpas. Ela me beijou na testa com lábios ressecados.
 
Minha mãe foi uma mulher muito bonita, papai conservava fotos dela pela casa, mas nunca me contou as circunstâncias de sua morte. Era assunto proibido em casa, conforme eu cresci podia notar as diferenças entre mim e meus irmãos. Não tínhamos nada a ver uns com os outros, eles tinham os traços de mamãe mesclados a algo de papai, principalmente na forma que olhavam. Mas eu era totalmente diferente de todos, havia pouco de minha mãe em mim e nada de papai. Os meus cabelos eram acobreados e a pela sardenta e não correspondia com nenhum traço da minha família o que me fazia perguntar muitas vezes se aqueles eram de fato meus pais.

A velha Baba Jaga me levou pela mão até um casebre que acreditei ser sua casa. O lugar era uma ilusão de ótica, ora parecia estar se movendo ora parecia estar alternando as formas. Ela me fez sentar em seu colo enquanto se balançava numa decrépita cadeira de balanço, Baba Jaga tirou o peito flácido e esquisito de dentro de vestes apodrecidas e duras me fazendo sugar a seiva grossa que saía dele. O líquido era amargo e fez meu estômago revirar.

A princípio eu recusei fazer aquilo, virei o rosto para o lado evitando o contato, mas Baba Jaga forçou o peito nos meus lábios e me disse aos sussurros que era necessário que eu não iria crescer se tomasse todo líquido asqueroso que saía dela.

Em determinado momento eu perdi os sentidos, não sei quanto tempo passei na floresta no colo de Baba Jaga. Quando abri os olhos vi os adesivos de estrelas que enfeitavam o teto do meu quarto. Sentei na cama com a cabeça girando, quando tomei consciência de onde estava expeli tudo que tinha no estômago ao lado da cama, me senti melhor. Ao lado da cama tinha uma foto que não estava ali na noite passada, eu estava vestida de noiva ao lado de um homem. Aquela garota era eu?

Minha mente estava atordoada, olhei para cima e não existiam mais os adesivos de estrelas brilhantes ou quaisquer uma das coisas que decoravam o meu quarto juvenil. A cama era de casal, o quarto era estranho e muito bem arrumado. Os raios de sol que entravam pelas frestas da cortina me fizeram crer que era tarde, mais ou menos a hora do almoço. Eu me sentia doente, o estômago bagunçado e instável.

- Está se sentindo melhor?

A voz vinha da porta, ele estava de pé segurando um cachimbo, seu rosto era inexpressivo como de um boneco de papelão, tinha um cavanhaque branco bem aparado. Era o homem que estava na foto comigo ao lado da cama.

- Acho que sim. – respondi sem ter certeza do que sentia ou dizia.
Eu sai da cama e fui para o banheiro no quarto, sabia caminhar por aquela casa sem me lembrar como tinha parado ali ou quem era aquele senhor. Ao sair para o corredor não o encontrei mais, estava sentado na sala acendendo o cachimbo. Eu me sentei no assento ao seu lado e fiquei parada observando as texturas do lugar até que meus olhos encontraram a mesma foto de casamento sobre o móvel da sala. Eu estava vestida de noiva aos 13 anos e esse homem de terno ao meu lado com o mesmo rosto sem emoção. Nós dois éramos apenas máscaras pálidas sem traços.

- O que houve comigo? – não dirigi o olhar para ele, estava checando a aliança grossa no meu dedo.

- Você esteve doente. Teve pesadelos de novo sobre uma floresta e uma feiticeira. As mesmas indisposições de sempre.

- Sinto muito.

- ...

A fumaça do cachimbo subiu através do rosto sério do homem, meu estômago deu um salto quase para fora da boca. Estávamos distantes, ele não me olhava, ficou assim fumando e olhando para o ambiente como se eu não existisse.

- Estamos casados há quanto tempo?

Levou alguns minutos até que ele respondesse e quando o fez a voz saiu mais rouca.

- 10 anos.

- Eu não me lembro. Isso é normal?

- No seu caso, sim. Quando você cai de cama passa por um período de amnésia, desligamento, agindo como se tivesse ainda 13 anos, mas isso vai acabar hoje.

Aquelas palavras me deixaram cheia de pavor, mas não disse nada. Pouco a pouco eu consegui me acalmar, abracei uma almofada e me conservei amuada no silêncio forçando a mente a tentar resgatar as lembranças. Não fazia sentido aquela vida, o homem ao meu lado e o cheiro de limpeza da casa. Eu ainda estava morando na Vila, sabia disso pela forma que os cômodos eram construídos. Todas as casas seguiam o mesmo padrão, tudo deveria funcionar numa plena coesão.

O homem saiu do sofá depois de fumar um pouco ele largou o cachimbo sobre uma mesinha de canto onde um abajur estava empoeirado. Caminhou até a porta e abriu. Eu não tinha percebido que alguém estava batendo. Dois homens entraram e atrás dele o Sr. Paolo estava acompanhado de Rute. No momento que vi aquele homem todas lembranças retumbaram em minha mente como uma avalanche desenfreada.

Eu me casei com o Teodoro, o amigo de papai, um homem distinto, mas muito rígido e quase vinte anos mais velho. Ele era juiz em outros tempos, todos da Vila consideravam-no um dos melhores partidos. No dia do casamento tentei fugir para a floresta, papai me pegou e deu uma surra.

Chorei e implorei para que me libertasse, eu não queria me casar com aquele sujeito ou com qualquer outro e ganhei mais bofetadas. Papai mencionava o linchamento para me assustar, eu deveria ser uma boa esposa, dona de casa e mãe. Mas não queria, uma onda de rebeldia tomava conta de mim e comecei a ter problemas de estômago devido a minha revolta interna.
Sr. Paolo se aproximou com um sorriso frio e me cumprimentou, eu me encolhi no sofá, tremendo. Eu lembro que ela me disse que conservaria a minha juventude, eu não iria crescer, só podíamos casar depois de sangrarmos a primeira vez. Tudo aquilo foi um sonho?

- O que vocês querem?

Perguntei com uma voz pequenina e fraca. Os homens tocaram meus ombros me convidando a acompanha-los. Lágrimas riscaram meu rosto e não notei que estava aos prantos negando acompanha-los. “Está disposta a pagar o preço?”, ela perguntou naquela noite de lua cheia.

Eles estavam me puxando do sofá, eu cravei os pés no chão e não me movia, gritei a plenos pulmões enquanto os homens me arrastavam pela porta. Sr. Paolo dizia coisas desconexas sobre obediência e amor a Cristo. Eu tentei mordê-los, arranhá-los, me libertar, era impossível. Eles eram maiores e mais fortes, conseguiram me jogar na calçada de casa onde uma multidão aguardava em silêncio, todos munidos de paus, pedras e ferramentas. Olhei para o céu claro, limpinho de nuvens. Perguntei mentalmente o que havia feito? Baba Jaga não passava dos delírios de uma criança.

Então, os homens seguraram meus braços por baixo das axilas e continuaram me arrastando, as pessoas abriram espaço. Eles me jogaram no chão, meu maxilar chocou-se contra o asfalto quente. Rute estava ali ao meu lado, ela tocou meus cabelos de forma quase materna e me fez levantar o rosto para que encontrasse seus olhos. Era um olhar antigo, tenebroso, uma mulher jovem, mas com os olhos tão duros e envelhecidos. Ela parecia uma criatura sem alma. Rute balbuciou próxima ao meu rosto. “Sinto muito criança, uma alma condenada a cada lua cheia. Esse é o preço”.

Ela afastou e o mundo se tornou apenas sombras quando as pessoas avançaram na minha direção. Tentei levantar e fugir, mas fui atingida por uma pedra na cabeça e um golpe na altura do baixo ventre. As pessoas me chutavam, pisoteavam e arrancavam parte do couro cabeludo, como feras sedentas elas urravam, cuspiam, algumas jogavam frutas podres e dejetos em mim.

A morte é inevitável.

Fiquei quietinha encolhida sobre o próprio corpo. O olhar de Rute me intrigou, Sr. Paolo conservava ainda a mesma idade, o tempo não passava na Vila. Estendi as mãos sangrentas diante meus olhos enquanto a população continuava esmagando o meu corpo. Eram mãos de unhas roídas de criança, como eram as minhas aos 13 anos. Na Vila o tempo não passava e Baba Jaga se alimentava em noites de lua cheia das almas de garotas perdidas.
Larissa Prado
Enviado por Larissa Prado em 17/04/2019
Reeditado em 19/07/2019
Código do texto: T6625842
Classificação de conteúdo: seguro

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Larissa Prado
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