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Terroristas

[Conto de conteúdo forte]

Nina deu uma ultima olhada no espelho,alisou seus cabelos loiros,olhou no fundo de seus olhos verdes tendo a certeza...A única certeza que todos temos...Da morte.
Jogou um pouco de água no rosto,ajeitou o cinto explosivo por dentro da blusa,conectou os fios do detonador.Era agora.
Saiu do banheiro olhando confiante ao redor,o prédio estava cheio,suas ordens eram claras,todos deveriam morrer.Todos aqueles porcos,fascistas,consumistas e hipocritas.Todos deveriam morrer e ela daria sua vida se pudesse levar centenas consigo!Todos juntos no inferno!
A vendedora se aproximou sorridente dizendo com voz de fingida alegria.
- Posso ajudá-la moça?
Nina deu uma ultima olhada em seus comparsas que também andavam pelo prédio de departamentos.Odiava ser chamada de "moça" quem dera tanta intimidade a vendedora afinal?Sacou as duas pistolas automaticas da parte de trás da saia jeans curta,apontou para a cabeça da vendedora dizendo.
- Claro que pode "queridinha"...Diga ao diabo que eu ja estou indo...
Nina sorriu sarcasticamente antes de atirar na cabeça da vendedora.O silenciador fez o seu trabalho e tudo o que se ouviu foi "puf".Mesmo assim as pessoas ja corriam desesperadas,de nada adiantaria...Nina contou mentalmente até cinco antes de sentir o tremor e ouvir a explosão.Carlo acionara seu detonador e bloqueara as saídas,todos por um propósito maior...
Nina continuou a andar por entre as pessoas.Viu uma velha com ar aristocratico que rezava,"puf" tiro na cabeça.Viu um gordo,pensou em quanta comida aquele porco ja consumira tirando do prato das crianças de rua,crianças famintas como Nina o fora um dia..."Puf,puf" um tiro no estomago,outro no pescoço,o rolha de poço rolou em meio a seu proprio sangue.
- Toma seu monte de banha! - Disse a loira com olhar triunfante.
Viu então um homem de terno,baixo,de barba bem feita,cara de pervertido.Bem o tipinho que vê pornografia infantil na madrugada,bem o tipinho que alimenta a pedofilia...Que estrupa menininha de onze anos em becos imundos.Nina sentiu raiva,guardou as armas,tirou uma faca da bota de cano alto.Aquele imundo deveria morrer devagar...
Minutos depois ela estava sobre ele rasgando-lhe as gengivas com a faca,puxou o cabelo dele e lhe mordeu o pescoço enquanto lhe dilacerava a genital.Ele gritava,como gritava alto.Nina ria como insana.
Ouvia os tiros de seus comparsas,longinquos estampidos.Ouvia os gritos das outras pessoas depesperadas.Sentiu braços fortes a segurarem,era um guarda.Nina enfiou-lhe a faca na barriga rasgando até embaixo,as tripas se derramaram para fora.
Nina levantou,guardou a faca na bota,pegou as armas de volta.Viu um grupo de patricinhas encolhidas chorando grudadas a celulares.Vacas que nunca souberam o que significava a palavra sofrimento,nunca souberam o que significava passar fome,nem fugir de surra.Nina as odiou,Nina as invejou e por isso as matou...Cada uma com um tiro na cabeça,manchando a parede de vermelho.
Agora estava quase na hora,Nina tomou o elevador,até o terceiro andar,saiu com o objetivo em mente.Mandar para o inferno todos aqueles filhos da puta,juntamente com ela...Juntamente com ela.
Abriu a blusa revelando o cinto de explosivos...Achou engraçado que diante de tal ameaça surgiram alguns pretensos "herois" que correram em sua direção tentando impedi-la.Tarde demais,ela apertou o botão.Mandou tudo ao inferno,literalmente...
Nina ainda sentiu uma enorme dor que foi substituida por uma enorme claridade...Então,tudo passou.
Nina viu um novo lugar,com velas e um aroma de jasmim.Um jardim magnifico onde um anjo alto de asas negras a esperava...Sim,era o fim...O anjo sorriu e Nina percebeu que seu trabalho fora um sucesso.
Tinkerhell
Enviado por Tinkerhell em 01/10/2008
Código do texto: T1206875

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Sobre a autora
Tinkerhell
Maringá - Paraná - Brasil, 29 anos
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