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CRÔNICAS DA SEXTA GRANDE EXTINÇÃO (A procriadora)

Vasculhavam as ruínas. A moça adorava sair do acampamento sempre que tinha a oportunidade, ademais gostava da companhia de Denis e as horas passavam rápido quando estavam juntos. Ele, por sua vez, também gostava de estar junto à Sara e, na verdade, era um pouco mais que gostar. Os sentimentos do rapaz eram confusos naquele momento, já que havia sido designado para acompanhar Soler em suas andanças. Passava por uma mescla de alegria e tristeza, pois estava prestes a iniciar sua primeira missão e já era de cara com o misterioso mestre-guerreiro a quem nutria grande admiração; por outro lado, estar designado para acompanhar Soler significava que passaria longos períodos sem pisar no acampamento e sem ver a Sara, por tanto.
- Olha que interessante!
Sara virou a cabeça com curiosidade, mas não tinha ângulo ainda, então caminhou até a passagem onde tempos atrás havia uma porta.
Denis estava parado olhando para uma cama de ferro. Ao se aproximar identificou três ossadas completas.
- Esse do meio é o maior. Os outros dois... Vê essas manchas escuras? – Falou Denis.
- Tem cabelos grudados... O resto deve ter voado com alguma ventania...
- Acho que os três eram amantes.
Sara sorriu da tentativa de adivinhação de Denis.
- Penso diferente.
- Como acha que morreram?
- Não sei… Podem ser somente um pai, uma mãe e a filha que perdidos no mundo após o caos e sem esperança alguma, tomaram veneno e morreram abraçados nessa cama.
- Muito triste... Prefiro pensar que eram amantes e morreram fazendo sexo. – Brincou Denis, arrancando um sorriso um pouco forçado da moça.
- Deixemos os mortos! Vamos a outro lugar! – Disse Sara se dirigindo a saída.
 - Espera! Acho que vi algo se mexer. - Denis se aproximou devagar, segurou o colchão com as duas mãos e puxou, movendo-o até a metade da cama e chacoalhando os ossos. Duas lacraias se moveram rapidamente se escondendo dentro de uma fresta na parede.
- Lá se foi um bom almoço, caçador. Soler vai ter muito trabalho com você, viu. Agora só pegaremos elas se derrubarmos a parede! – Logo que terminou a frase eles se entreolharam e começaram a rir.
- Melhor não... – Voltaram a se olhar e desistiram da ideia definitivamente. Denis foi novamente à cama e jogou os ossos no chão. Puxou o colchão para fora do quarto, deixando-o na área de forma que não pegasse sol. Deitou e Sara o acompanhou, encostando-se ao seu lado.
- Tenho que te chamar de Doze agora?
- Você sabe que não! Não sou um número. Só serei chamado de Doze quando estiver em missão.
- Você virá pouco ao acampamento...
- Soler gosta de estar pelo mundo.
Sara refletiu um pouco e comentou:
- Ele tem razão, não o condeno. Aqui não tem nada além dessas ruínas que conhecemos tão bem, que posso ver cada detalhe dentro da minha cabeça se fechar os olhos.
- Não exagere! Você ainda nem tinha visto aquelas três ossadas no quarto... Disse Denis, deitando de lado com o rosto voltado para Sara que estava com as costas no colchão olhando qualquer coisa, mas com o pensamento longe. Admirava sua pele morena, seu cabelo curto e corpo delgado com os seus seios recém-formados.
- Pare de me olhar assim!
Ele sorriu e sem mudar a expressão, começou a falar.
- Tem muita coisa legal nessas ruínas.
- Tipo lacraias e ossos?
- Você só tem que olhar pro tempo certo! Aqui a vida florescia em toda parte. Tente lembrar dos filmes de antes da extinção e use a imaginação. Vê aquela esquina? (Sara via) Ali, os carros paravam e enquanto os motoristas esperavam o semáforo autorizar sua passagem, chegavam vários garotos se oferecendo pra limpar os vidros dos carros. Posso ver um cachorro manco mijando no poste e uma moça voltando de mãos dadas com a irmã mais nova, a qual era responsável por trazer da escola, ou um vendedor de frutas em sua barraquinha...
- Sempre quis comer uma fruta!
- Enfim, você só precisa olhar com imaginação, remontando o passado.
- O que mais você vê?
- Olha a igreja!
- Que tem?
- No mundo de antes, quando uma pessoa tinha uma amizade forte por alguém, quando uma pessoa queria estar o tempo todo com a outra, quando os olhos de uma brilhavam ao ver a outra como os meus brilham ao ver os teus, marcavam um dia pra ir a igreja e lá, na frente do sacerdote, firmavam um compromisso. Juravam que seriam uma da outra e de ninguém mais...
Sara virou o rosto na direção do rapaz e aceitou o beijo que ele lhe deu. Foi um beijo longo seguido de dois curtos. Ela lhe dirigiu um mirar penetrante de forma que Denis não conseguiria desviar nem que tentasse. A respiração dele estava longa e ofegante e sua mão pousada sobre o seio dela.
- Podíamos ir lá na igreja e nos casar. – Falou o rapaz com uma voz entre romântica e indecisa.
- Mesmo que os casamentos ainda existissem eu não me casaria com você, Denis! – Disse rindo e desceu correndo as escadas. Foi a última vez que ficaram sozinhos.
Após um momento em que demorou pra reagir, Denis a acompanhou, encontrando-a parada em frente ao velho prédio em que estavam.
O grande mestre-guerreiro Daniel passava com somente cinco integrantes do seu grupo retornando de uma missão. Uma mulher que aparentava um corpo jovem caminhava à frente com mãos e pés amarrados, dificultando suas passadas. A moça tinha um capuz negro na cabeça, procedimento de segurança padrão no transporte de prisioneiros.
Denis segurou a mão de Sara.
- Eram nove antes de partirem... – O jovem comentou um pouco triste.
- Tome cuidado na sua missão, Denis!
- Vou tomar!
O jovem casal acompanhou o grupo retornando para o acampamento.
Mais tarde, Soler e Daniel se encontraram e decidiram sair em uma missão secreta àquela mesma noite. Denis, agora Doze, acompanhou os grandes mestres como pupilo de Soler e não teve tempo de despedir-se de Sara. Desceram rumo ao litoral leste na calada da noite.
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Todas as garotas haviam sido chamadas para acompanhar o parto de Maria. Ela começou as contrações pela madrugada e a comunidade toda se levantou para esperar o nascimento de mais um membro.
Quando Sara chegou, Maria tinha expressão um pouco assustada que encontrava força nas palavras de apoio das outras procriadoras presentes. Com o passar do tempo, Maria sentia as contrações aumentarem e a expressão de assustada deu lugar a uma de grande dor. “Não quero isso pra mim” - Pensava Sara.
Maria fez silêncio e Sara percebeu que ela havia desmaiado.
Afastou-se do local para respirar um pouco, quando Joana, uma moça apenas um ano mais nova que ela chegou do lado:
- Ela tá desmaiada... Ouvi dizer que as vezes elas têm que cortar a barriga pra tirar o bebê.
- Às vezes a procriadora morre...
- Morre... – Concordou Joana – Mas é glorioso trazer ao mundo o futuro.
- Penso que morrer na guerra combatendo renegados é mais glorioso.
Sara não esperou resposta e se aproximou de novo do grupo justo quando Maria acordava.
“Você precisa ser forte! Você consegue! Use a dor a seu favor!” - Ouviu alguém dizer e ao que parece as palavras deram certo. Minutos depois Maria respirava e fazia força, respirava e fazia força até que o bebê coroou e começou a sair.
- É um menino, alguém gritou e colocou a criança nos braços da mãe.
Sara então sorriu. “Criança de sorte... Um menino”. Saiu de lá pensando que em dez meses, caso seu segredo fosse revelado poderia ser ela no lugar de Maria.
Foi até o prédio reforçado e perguntou se poderia ver a prisioneira e não lhe foi negado.
Chegou a dois metros da jaula e se escorou à parede com o olhar fixo na renegada que devolveu o gesto intrigada, até que Sara começou o diálogo:
- Por que vocês são maus?
- Nasceu um bebê? – Perguntou a antinatural.
- Por que vocês são maus? – Sara reiterou a pergunta.
- Vocês invadiram nosso acampamento e mataram todos... Sou a única sobrevivente e não me mataram porque creio que outra coisa me espera... Repense a sua ideia de maldade, mocinha!
Sara sentiu-se um pouco desconfortável com a resposta, mas não se deu por vencida tão rápido.
- Vocês nos caçam!
- O que você quer, garota?
- Quero saber por que vocês tomam tudo, querem tudo, e agem como se fossem melhores.
A renegada não via sentido naquelas perguntas e tinha suas próprias, que pareciam muito mais importantes:
- O que vão fazer comigo?
- Você não consegue adivinhar?
A prisioneira sentiu um nó comprimir a garganta e os lábios tremerem, mas controlou o impulso de choro, embora tal impulso não tenha escapado da percepção de Sara.
- Como é a base de vocês?
- Aqui mandam crianças para interrogarem os presos?
- Não sou criança... Quem dera ainda fosse, pelo menos não teria que... (o rosto de Sara apresentou uma leve angústia). Estou aqui por minha conta!
- O que você quer saber? – Perguntou a renegada agora com um ar mais simpático.
Sara e a prisioneira ficaram se encarando sem nada dizer, como que tentando adivinhar os pensamentos uma da outra e de alguma forma perceberam que tinham algo em comum. Era como se uma simpatia inexplicável as invadisse.
- Qual seu nome? – Perguntou Sara.
- Me chamam de Mecana.
Depois daquele dia, Sara se voluntariou para ser ela a responsável por levar a comida da prisioneira e lhe foi autorizado. Mecana, não falava muito, mas Sara era persistente, assim que se manteve receptiva a qualquer possibilidade de conversação. Tinha muita curiosidade sobre como funcionava o grupo dos antinaturais e era a primeira vez que conhecia um deles. Além do mais, Mecana era prisioneira de Daniel e ele não partiria para uma missão longa deixando uma prisioneira sem que fosse dado destino a ela, de modo que logo voltaria, o que deixava Sara sem saber quanto tempo mais teria com a renegada.
- Como cultivam seus vermes? Dizem que vocês produzem carne sintética...
- Existem muitos mitos. Seus mestres inventam essas coisas para ativar a cobiça de vocês e incentivá-los a invadir nossa terra.
- Perguntei sobre você, por aí...
Mecana sorriu um sorriso de difícil interpretação.
- E?
- Conte-me como lhe capturaram!
A renegada decidiu contar, pois sabia que a história já tinha chegado aos ouvidos de Sara e não sabia bem porquê, mas queria que a menina escutasse sua versão, assim que começou a narrar:
“Estávamos a uns três quilômetros dessa base. Foi apenas coincidência. Não sabíamos de vocês. Dormia sozinha numa vala mais afastada e acordei com o barulho dos tiros. Quando abri os olhos, vi dois dos meus soldados já mortos a esquerda. A direita o cabo Marcos gritava enquanto segurava suas entranhas e mais ao fundo o sargento Olavo estava algemado. Meu subcomandante, o tenente Gomes, estava de joelhos e o mestre guerreiro de vocês, aquele a quem vocês chamam Daniel, lhe deu dois fortes socos na boca. Eu avaliava a situação e contei nove de vocês. Eu podia dar conta, mas ainda analisava...
- Você podia dar conta? Dar conta de nove dos nossos?
- Buscava ver se havia alguém mais além dos nove, quando seu mestre guerreiro determinou que silenciassem o cabo Marcos, que não parava de gritar. Ao que parece ele não conseguia interrogar meu tenente por causa do barulho. Quando cortaram a garganta do Marcos, perdi o senso de estratégia e pus tudo a perder.... Em um segundo, um tiro da minha pistola arrancou metade da cara daquele desgraçado. Em outro, mais dois de vocês estavam mortos. Daniel tomou meu tenente pelo pescoço e pôs a arma na cabeça dele exigindo que eu me entregasse. Como me demorava, deu a ordem para que matassem o sargento Olavo e antes que pudesse reagir, o sargento já estava morto. Para evitar que matassem o tenente Gomes, eu me entreguei. Algemada, recebi socos no rosto e barriga e golpes nas pernas de forma que caí. Deitada, com a barriga no chão, com a cabeça de lado sendo pressionada pelo pé de um soldadinho de vocês, seu mestre guerreiro deitou o tenente bem do meu lado de forma que nos olhássemos... Ele pediu que lhe dessem a espingarda calibre 12 e pensei, por um momento, que blefava... Eu queria pensar que fosse um blefe, mas ele explodiu a cabeça do tenente na minha frente... Seus miolos foram pra toda parte inclusive meu rosto... Estavam quentes e pareciam se mexer...
- Você... Você mente...
- Perguntou o que aconteceu e eu lhe disse.
No dia seguinte, Sara voltou a procurar Mecana e lhe trouxe a notícia de que Daniel havia passado um rádio avisando que regressaria em três dias, o que significava que o responsável pela morte do seu grupamento requisitaria o direito da primeira noite com capturados.
- Disseram que seus ossos são de titânio.
Mecana se encontrava calada e pensativa.
- Deve ter doído sacar os ossos e colocar todo esse metal... – Continuou Sara.
- Eu estava anestesiada!
- Então é verdade que você é superforte...
- Não o suficiente para quebrar essas grades e ser livre.
Sara tinha um olhar longe, e Mecana, apesar da preocupação, percebia que aquela mocinha era sua melhor chance de escapar.
- Entre nós, não existem procriadoras. – Falou Mecana.
- Eu sei... Ouvi dizer!
- Podemos ser o que quisermos...
- Você é uma comandante, então acredito...
- Vocês pensam que nós os caçamos por que vocês são escolhidos, mas isso não importa pra gente. Nós estamos numa guerra por suprimentos, por recursos... Estamos numa guerra por sobrevivência somente.
- O que você quer dizer?
- Nós temos escolhidos entre nós.
- Mentira!!
- Não é mentira! Para nós, não importa o tipo de ar que se respira. Só queremos sobreviver...
- Vocês acolheriam uma pessoa como eu?
- Depende!
- De quê?
- Do quão gratos podemos ser a uma pessoa como você...
Sara saiu sem nada dizer, mas deixou Mecana esperançosa com certa razão.
Desde muito cedo vinha sendo ensinada que seria uma procriadora. Tinha sido obrigada a participar de joguinhos sexuais com homens de toda a comunidade. Havia aprendido que a procriação de escolhidos era a base do futuro e quanto mais sexo fosse feito, maior a possibilidade de nascer um novo escolhido para o grupo e dessa forma, se uma moça fértil tivesse sexo com o maior número de homens, ninguém poderia se intitular o pai e a criança seria filha do grupo. O grupo todo tornava-se responsável pela criança. Ver todo o grupo como uma família era algo que Sara entendia, mas a realidade era que só em pensar nos jogos sexuais que costumava fazer, sentia repulsa; tinha ânsias de vômito. A menstruação havia chegado pela primeira vez no mês anterior e havia conseguido esconder de todos com certa dificuldade. Era uma mulher em idade fértil e se alguém soubesse, não poderia escapar à sua obrigação. Não poderia evitar o sexo com penetração, não poderia fugir ao destino de uma procriadora. Para muitas das procriadoras, era um orgulho grande engravidar e ter um bebê que fortaleceria a comunidade; mas Sara, quando pensava nisso, lembrava de um filme que assistira seis meses antes quando Soler, em uma de suas missões, havia encontrado um pendrive e trazido à base. O pendrive tinha mais de dez filmes inéditos para a maioria deles. Foi feita uma semana de sessões de cinema e o segundo filme se chamava “Alien, o oitavo passageiro”.  No filme, um estranho alienígena se prendia ao rosto de um tripulante e depositava uma espécie de parasita dentro do organismo dele. Em poucas horas algo crescia dentro da barriga da vítima. A coisa furava a pessoa de dentro pra fora matando-a. Sara viu isso como uma metáfora que explicava exatamente o que achava que sentiria carregando um bebê, filho de sexo coletivo que seria obrigada a fazer se continuasse vivendo ali. Pensando sobre sua nova situação, a de mulher fértil, decidiu ajudar a renegada a escapar se ela prometesse levá-la junto.
Passou a manhã pensando como faria, mas as ideias não pareciam boas. Pensava, pensava, mas nada do que imaginava parecia que daria certo. O primeiro plano que teve foi golpear  ao carcereiro nas partes íntimas, pegar a chave e correr até Mecana, mas concluiu que não era um bom plano. A segunda coisa que pensou foi mesmo em apunhalar o carcereiro e tomar a chave, mas não mataria um membro da comunidade, pois eram sua família por mais que não quisesse mais fazer parte dela. As horas iam passando e os planos foram ficando mirabolantes e irrealizáveis. Chegou a conclusão de que não era possível libertar Mecana.
Sara não precisava de Mecana para fugir, podia vagar por aí e viver sua vida sozinha.
Quando a noite chegou, Sara foi à prisão e deixou o prato para Mecana se afastando em seguida. Mecana apanhou o prato e  beliscava um verme ou outro assado.
- Pensou na proposta?
- Sinto muito, não vai dar certo!
Mecana se mostrou desapontada:
- Você não parecia do tipo fraca!
- Não sou! Você sabe que não tem como escapar!
- Na verdade é possível que escapemos agora e só depende de você...
- O que posso fazer?
- Pssssss... É melhor falar baixo. Acho que o carcereiro pode estar nos escutando.
Sara se aproximou e voltou a perguntar o que fazer.
- O quê? Não te entendo. – Falou Mecana e Sara chegou mais perto.
Em um movimento rápido, Mecana puxou o braço de Sara, que começou a gritar fazendo força para se libertar. O carcereiro entrou e tentou golpear Mecana, mas foi atingido no pescoço pelo punho que Mecana tinha livre. Enquanto o homem estrebuchava, a renegada determinou a Sara que abrisse a jaula e ela obedeceu sem pensar. As duas saíram devagar observando o ambiente. O caminho estava limpo.
- Sou, muito, muito rápida! Tenho impulsionadores em minhas pernas... Você não conseguirá me acompanhar.
- Eu confiei em você...
- Sinto muito!
Mecana desapareceu na noite enquanto Sara se quedou sem saber o que fazer. “Corre, Sara. Corre, Sara”. Dizia sua voz interior, mas fez o contrário e voltou para a Jaula onde viu o carcereiro imóvel. Procurou sua pulsação e não encontrou, o que encontrou foi uma pistola carregada. Tomou-a para si e só agora começou a correr. Invadiu a noite seguindo o rastro da renegada. Horas já haviam passado quando encontraram o corpo do carcereiro e deram por falta da prisioneira e de Sara. Uma equipe de busca foi organizada e quando não obtiveram sucesso decidiram levantar o acampamento e fugir antes que a renegada voltasse com um exército.
Durante dias Sara caminhou se escondendo pelas ruínas, apontando a pistola para tudo que lhe fosse suspeito. Tinha perdido o rastro de Mecana há muito tempo. Tinha sede, fome e um cansaço que lhe consumia por completo. Depois de ter caminhado tanto, depois que perdera a noção do tempo, deitou e se entregou ao acaso. Dormiu por dois dias até que abriu os olhos enxergando tudo embaçado. “Ela acordou” - Ouviu alguém dizer. Balançou a cabeça e viu que estava numa confortável cama num quarto iluminado. Mecana apareceu:
- Você vai ficar bem!
Marc Nortson
Enviado por Marc Nortson em 30/11/2019
Reeditado em 07/12/2019
Código do texto: T6807710
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Marc Nortson
Fortaleza - Ceará - Brasil, 38 anos
46 textos (3901 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/01/20 07:24)
Marc Nortson