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Carlos

    Carlos está sozinho em casa,sua sala escura e vazia era a sua única companhia.Os livros jogados pelo chão,a lâmpada que está perto de queimar em fortes trovoadas da tempestade que explode lá fora.Um belo cenário para uma noite de terror.
    Então lá está Carlos,com seu copo de uísque sem gelo,apreciando a solidão.O mundo era baixo demais para a sua inteligência,era um total incompreendido."Talvez seja esse o motivo de eu estar tão sozinho",reflete o choroso Carlos.
    Tentando retirar o pensamento de suas emoções,Carlos passou a folhear alguns livros de sua amada coleção.Mas nada supria a sua necessidade,Carlos era um homem só.Não só fisicamente,como espiritualmente,Carlos estava jogado e destinado a sofrer sozinho pelo mundo.
     Mas por que aquilo o atacava tanto?Carlos sempre foi sozinho,e só depois dos seus 30 anos isso apareceu.Seria um último aviso?Um grito de desespero?Talvez o último suspiro de seu coração cansado de permanecer na total escuridão?
     Dizem que quando a alma adoece,o ser humano recebe a dose mais cavalar de dor que se possa imaginar,a tristeza.Que fere o coração e apodrece os pensamentos que apenas seguem um único sentido,a morte.
     Seria esse o mal de Carlos?
     Talvez,mas ninguém nunca saberá,pois Carlos irá partir esta noite,solitário com o seu uísque.
Pequeno moço
Enviado por Pequeno moço em 10/05/2017
Código do texto: T5994994
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Pequeno moço
Sobral - Ceará - Brasil, 20 anos
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