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A difícil decisão

Ariovaldo, sempre foi um empregado exemplar naquela indústria, e por diversas vezes foi eleito por seus companheiros como o funcionário padrão. Esse destaque, de certa forma, incomodava a alguns menos dedicados e que queriam subir de posto a qualquer preço. Principalmente o Rui representante número um desses incompetentes mencionados.
“Preciso encontrar um jeito de neutralizar esse cara”.
Rui passava o tempo com essa ideia na cabeça.
Com esse pensamento, depois de algumas artimanhas conseguira que seu chefe mudasse Ariovaldo para um setor onde trabalharia mais e tão cedo não teria outra oportunidade de ser promovido.
Essa manobra não passou despercebido por Ariovaldo, pois sabendo que de certa forma incomodava a alguns colegas, viu naquela transferência de setor o dedo de Rui.
Dias depois da transferência, Ariovaldo estava no saguão principal e enquanto esperavam o elevador que os levaria ao refeitório, comentou com seu amigo.
- Adão, eu tenho certeza que esta mudança de horário e a transferência de setor foi arrumado pelo Rui.
- Por que diz isso? - Adão se fez de desentendido tentando encontrar um jeito de acalmar seu amigo.
- É só ver a satisfação dele. Mas ele não perde por esperar.
- Você está sabendo de alguma mudança aqui na empresa?
- Não. Só vou dar-lhe o troco mais cedo do que imagina.
- E o que você vai lucrar com isso?
- Só em sabê-lo provando do mesmo veneno que me serviu, ficarei feliz.
Na tentativa de dissuadi-lo da ideia, Adão com uma ponderação o incentivou.
- Se você quer ser feliz por um instante, está no caminho certo. Vá em frente e vingue-se dele!
- Você sabe tanto quanto eu, o que ele fez, e ainda o defende?
- Quem disse que eu o estou defendendo, Ariovaldo?
- A forma como acabou de falar!
- Engano seu, eu só estou é lhe alertando.
- Muito obrigado, mas só descansarei quando vê-lo irritado e passando pela mesma situação que eu. Aí ficarei feliz.
Adão tentou sua última cartada na tentativa de acomodar os ânimos.
- Se quiser realmente ser feliz para sempre como acabaste de dizer, perdoe-o!
- Desculpe, mas não tenho tanta certeza dessa sua afirmativa.
Com essa resposta Ariovaldo entrou rapidamente no elevador, deixando o amigo do lado de fora. – “Querer que eu perdoe um safado? Adão só pode estar ficando louco”. – Pensou.
A porta do elevador estava se fechando, mas Adão ainda conseguiu falar para que ele ouvisse, antes dele desaparecer.
- Acredite no que falei. Experimente, nada deixa mais irritado o nosso inimigo do que se saber perdoado.
Fernando Antonio Pereira
Enviado por Fernando Antonio Pereira em 02/11/2019
Código do texto: T6785627
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Sobre o autor
Fernando Antonio Pereira
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 71 anos
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4 e-livros (166 leituras)
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Fernando Antonio Pereira