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O VOO DA ÁRVORE

Menino travesso dizia a mãe!
Carlos subia numa árvore grande em sua casa, vislumbrava-se com tudo que um adulto não consegue enxergar num voo pleno de avião. Sua visão é pura e vasta. Esconderijo das peripécias que sempre cometia. Ao longe escutava o chamado da mãe. Caladinho descia da árvore escorregando pelas cordas da gangorra e ali se balançava como se nada aprontara. Num dia desses resolveu cutucar uma caixa de marimbondos. Foi um Deus nos acuda! Quanto mais corria, mais marimbondos lhe atacavam. Ficou todo empolado e a mãe após uns safanões e sermão o levou ao centro de saúde mais próximo. Chegando lá logo foi atendido. Era sério. Poderia ter um choque anafilático e insuficiência respiratória. Mas no caso dele não fora picado por vários da espécie. Menos mal. Tão logo atendido e passado o susto foi liberado. Alguns medicamentos prescritos e de castigo ganhou sopa nas mãos, suco, biscoitos. Nem queria sair dos cuidados.
Na tarde do outro dia junto ao amigo Pedro, foram jogar bola no campinho. No caminho encontraram uma sucuri. E como eram metidos a valentões, arrancou um galho de árvore cada um e começaram a cutucar a malvada que cansada de espetadas se arrastou e fugiu meio ao matagal aos arredores. Chegaram ao campinho e encontraram outros colegas com o time formado. Ficaram possessos. Arrumaram um jeito. Habilidosos em suas peripécias a bola foi de encontro a eles e Carlos chutou a bola com tanta força que acertou certeiramente a intimidade do colega que jogava. Então entrou no time. Como não bastasse, queria Pedro, seu amigo, com ele. Tratou logo de fazer uma falta daquelas que o outro colega não conseguiu voltar à partida. Golpe arranjado e os dois logo tomaram seus lugares. Como eram bons de dribles, viraram o jogo e muitos gols foram feitos. Terminada a partida, voltaram todos exaltados e contentes pelo caminho de volta para casa. Sua mãe estava à porta para uma boa correção por causa do horário. Ele já havia dado um jeito de enrolar uma faixa no tornozelo e dissera que havia se machucado no jogo e por isso demorou. E a mãe com todos os cuidados lhe disse para entrar, tomar banho e jantar.
No dia seguinte começara as aulas, pois estava de férias.
Mochila, cadernos e uniforme impecáveis, ganhou um beijinho da mãe e seguiu. Eram uns quinze minutos de sua casa. Tempo suficiente para aprontar mais uma das suas. Era manhã e a grama no caminho toda molhada encontrou um sapo e colocou no bolso maior da mochila. Chegando à escola se conteve aos primeiros horários de aula e no recreio soltou seu veneno. Colocou o enorme sapo no banheiro das meninas. Foi um reboliço. As garotas saíram gritando e acabando de se vestirem foram logo para a sala de supervisão reclamar do acontecido. E ele não se aguentava de tanto rir.
Final da aula e ninguém sabia como aquele trambolho fora parar naquele banheiro.
Chegando em casa subiu em sua árvore no meio do quintal e dera boas gargalhadas do pouso que fizera daquela visão angelical dos seus vôos
com um só piloto e com manobras com precisão lhe dava as próprias asas para descer daquele tronco rodeado de folhas e frutos como suas fiéis companhias que avistava do seu motor vibrante na ausência das interrogações dos adultos que tanto causam cansaço nas respostas das crianças.Entrou em casa, tomou banho e dormiu, sonhando em sonho o dia de amanhã.
Ana Flowers
Enviado por Ana Flowers em 04/12/2019
Código do texto: T6810407
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Ana Flowers
Betim - Minas Gerais - Brasil, 46 anos
63 textos (1294 leituras)
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Ana Flowers