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O Tarzan calheiro

Crônicas de um calheiro

O Tarzan calheiro

Amigos, vocês acreditam que até no meio da selva também coloca -se calhas ? Mas não em uma cidade ribeirinha ou em um centro urbano próximo a uma floresta e sim onde o homem ainda não chegou, mata virgem, inexplorada. Se me permitem vou lhes contar mais essa aventura de calheiro para vocês, acreditem é tudo fato real de uma imaginação de escritor.
Aconteceu a muitos anos, não saberia dizer quando porque na selva não se conta as horas os dias nem os meses ou os anos. A Jane mulher do Tarzan estava muito bem acomodada na mansão que ele construíra para ela no meio de uma floresta tropical. Eles tinham tudo, do bom e do melhor, apesar da casa ser feita de bambu, palha e barro, como quase tudo, porém era de uma soberba casa: 5 quartos com suítes, sala de estar jantar, de jogos, cozinha toda planejada com armários pratos e copos (feitos de bambu), vista para a mata virgem, canto dos pássaros pela manhã, um amanhecer divino, um crepúsculo ainda mais lindo e o cheiro do verde da mata. Faziam o clima ser perfito para se morar, a localização era excelente, dentro de uma floresta tropical (tipo um condomínio fechado) com segurança feito pelos macacos, estavam sempre alertas. Aos fundos da belíssima arquitetônica oca uma queda dágua cristalina em vez de piscina, churrasqueira feita de argila e forno para assar pizzas. O clima é sempre agradável, úmido e fresco. Porém Jane apesar de viver no paraíso, não estava muito satisfeita e nem podia, quando chovia, e chovia muito, haviam algumas infiltrações nas frestas entre as paredes e aquela água chata que cai no beiral do telhado jogando toda a água para dentro da casa. Ela ficava irritadissima e mesmo com a criadagem animal que lhe servia, ela colocava-se a ajudar com a limpeza da casa, já o Tarzan que era o rei da floresta, só observava, não fazia nada e não entendia muito bem o mal humor da donzela. Ele havia feito tudo por ela, uma bela mansão de bambu, até uma cama King size a base de palhas e revestida com folhas de bananeiras para o conforto do casal, tudo igualzinho a revista Home que ela havia trazido da civilização antes de se casar com nosso Rei. Pobre Tarzan, não podia compreender mesmo, nunca havia saido da floresta, seu mundo antes dela era dormir com os macacos, agora ele precisa tomar dois banhos por dia (um de gato), nunca imaginara que teria que limpar os pés para entrar em casa.
 Certo dia, Jane saiu com sua amiga gorila para o shopping da floresta, foram as compras, bananas, flores, cocos, coisa que a alegrava e passariam o dia fora. Tarzan aproveitou sua saída cotidiana para colocar em prática sua ambiciosa empreitada de calhas e rufos para sua formosa residência. Já deu seu grito para chamar todos os animais

- OOoooooOOÓOOOOOOOOoooooooOooooooo

Todos se reuniram prontamente, ele ordenou aos elefantes recolherem os maiores e mais grossos bambus que encontrarem, aos tatus que já iniciassem os leitos em terra afim de conduzir a água fluvial (encanamento) para longe da morada e aos macacos que recolhecem o cipós e folhas de bananeiras. Ao tigrão seu amigo, pediu que montasse guarda em cima da árvore mais alta para avisar a chegada das damas, Jane e lady gorila. Quando os animais chegaram com as ecomendas Tarzan já começou a partir os bambus mais grandes ao meio com um facão que ganhou do sogrão, presente de casamento, apesar de não saber exatamente por que ganhou tal utensílio era muito valioso e útil na floresta. Os macacos ficaram com a função de torcer a modo de fazer curvas nos bambus menores (ainda verdes) e compridos. Tarzan subiu ao telhado carregando os cipós e meia cana de bambu e com ajuda da macaca-calhas prendeu ao beiral, deixando somente os gomos das extremidades fechadas (tampas) e abriu dois bocais um de cada lado da calha bambu. Tinha feito a primeira calha de beiral da história na floresta, ele era mesmo o Rei, o Rei das calhas. Depois com as folhas de bananeiras fechou todas as frestas dos cantos das paredes onde infiltrava água e com isso fez a vez dos rufos. Com os bambus menores e já curvados para a parede desceu o que seriam os condutores,  já encaixando ao fluviamenro que os tatus pedreiros haviam deixado pronto. Tão logo finalizou escutou seu amigo tigre um rugido:

- GGRRRRRRRRrrrrr

Era o sinal, Jane estava chegando, carregava várias sacolas de painço com muitas compras dentro e Tarzan estava ansioso para lhe mostrar a surpresa, tão logo desceu do telhado com seus amigos animais que o ajudaram ela chegou. Tarzan lhe disse:

- Jane, mim ter surpresa pra você, coloquei calhas e rufos na nossa casa.

Jane olhou com surpresa, porém sem demonstrar nenhuma feição em seu rosto, não sabia pobre Tarzan se ela gostara ou não, Jane cruzou os braços e com uma voz brava disse:

- Tarzan, você fez três orçamentos ??

É meu amigo Tarzan calheiro,  em qualquer lugar do mundo, até vivendo em meio a uma floresta tropical ou mesmo num paraíso, nem sempre se pode agradar as mulheres. Né Adão?

Fim (da alegria do Tarzan)
Paulo Acácio Ferreira
Enviado por Paulo Acácio Ferreira em 09/12/2020
Reeditado em 09/12/2020
Código do texto: T7131626
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Paulo Acácio Ferreira
Campinas - São Paulo - Brasil, 45 anos
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Paulo Acácio Ferreira