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o beijo de outono

Em uma tarde corriqueira com meus sentimentos já fatídicos de minha trivial de miséria, caminhei até um cercadinho para que pudesse ver o céu e ter algo que me fizesse não desistir. Quando me debrucei sob o cercado para pegar meu tão aclamado dente-de-leão, percebi como tudo em minha volta estava plácido, eu que era amargurada com a vida, já não estava mais desafeiçoada com minha existência. Antes mesmo que pudesse assoprar suas pétalas para fazer um pedido senti minha alma em imensa quietude, aos olhos de quem não viu ou nunca sentiu algo assim, pode parecer loucura; Naquele momento meu ser foi agraciado com um sutil toque de mãos, eu reconheceria aquelas mãos em meu rosto em qualquer lugar, a partir dali os segundos ficaram em mansidão e o tempo já não me causava mais ignávia. Senti como se ele entrelaçasse meu corpo em um abraço apertado que dizia estar com saudades, então dê-me o privilégio de ver teu belo rosto mais uma vez, que para mim ainda não teria mudado apesar dos anos. Então como um sopro de ar fresco senti teu beijo doce e cauteloso, que foi capaz de outra vez me deixar jovial.
PXM
Enviado por PXM em 25/02/2021
Código do texto: T7193010
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
PXM
Francisco Morato - São Paulo - Brasil, 17 anos
17 textos (256 leituras)
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