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Tudo na vida tem um preço. Para se ganhar dinheiro, tem que se investir dinheiro, para conquistar o amor de uma mulher, tem que se investir tempo e dinheiro, para se ter boa saúde, tem que se investir em esporte e boa alimentação, enfim, tudo se resume em investir e investir.

Para Claudio, isso não era nenhum segredo. Ele sabia da vida financeira dos homens mais ricos de Governado Valadares, e, sabia também que quanto mais rica a pessoa, mais se investia, e, que também, mais se devia na praça. Um dos clientes mais ricos do banco, era o que mais devia para o banco. Porém, o homem parecia ter o toque de midas, pois tudo que ele tocava virava ouro, rendia bons retornos.

Claudio admirava o mundo dos negócios, em seus poucos anos trabalhando para o banco, já tinha visto pessoas estarem no topo hoje e, amanhã estar na lama. Mas, também aprendera que para se estar no topo tinha que começar de baixo.

Ele julgava que no amor também não era diferente.

Ao levar Celia e as filhas para almoçarem com sua mãe, para ele era uma jogada administrativa, pois, se sua mãe aprovasse a mulher, ele daria prosseguimento ao relacionamento. Para ele, a escolha de uma futura esposa era um momento único na vida de um homem. Ter o crivo de aprovação de sua mãe, era muito importante.

Era uma ação arriscada, haja vista, Celia já ter duas filhas. Mas, ele já havia levado algumas amigas para apresentar a sua mãe, e ela sempre torcia o nariz para elas. Ele até chegou a engravidar uma delas, mas, nunca chegou a se casar, nem se quer morar juntos, pois, sua mãe odiava a moça, dizia: - essa rameira não é mulher para você meu filho, você merece coisa melhor.

O tempo provou que sua mãe tinha razão, pois, certo dia Claudio foi visitar o filho e pegou a moça de beijos e abraços com outro.
 

Ele parou o carro em frente à casa, saltou e foi apressado abrir a porta para Célia, em seguida abriu a porta de trás para as meninas.

As curiosas, fofoqueiras e desocupadas da rua estavam apostos nas janelas, a observar o espetáculo. Claudio fingiu que não as via em seus postos. Trancou o carro e foram para dentro.

Hérnia recebeu Celia com beijos e abraços.

-Seja muito bem-vinda, minha filha – disse ela ao abraçar Celia.

Ao olhar para as meninas ela, foi logo dizendo.

- E essas bonequinhas são suas filhas?   Celia olhou para Claudio, que deu de ombros.

-Sim, essas são minhas duas princesas.

-São lindas. Vamos entrando, a casa é sua. Filho, ajude ela, coloque a bolsa dela sobre o sofá e vamos para a cozinha que o almoço já está pronto.

Todos foram para a cozinha

Claudio estava tenso, mas tudo parecia estar correndo muito bem. Com Célia estava sendo diferente, sua mãe a estava tratando muito bem. Ela parecia feliz com a formar que a moça tratava Claudio.

Depois do almoço, Hérnia, Celia e as crianças, ficaram na sala assistindo ao Show do Chacrinha. Claudio, ficou lavando a louça. Hérnia não o impediu como sempre fazia.

As cinco da tarde Claudio levou Célia para casa. Ao deixá-la em casa. Se despediram com um beijo nos lábios.

Quando estava fechando o portão, Celia perguntou.

- Você vai a boate hoje?

Claudio meneou a cabeça em negativa. Ficou pensativo, Celia notou que aquela pergunto não foi oportuna.

- Quer ir ao sítio comigo amanhã?

- Não sei, creio que vou estar cansada e amanhã, é domingo, tenho que ficar com as meninas para meus pais irem à missa.

- Não tem problema, leve elas também.

- Vou pensar.

- Pense, eu passo as oito, se você estiver pronta a gente vai.

- Está bem.


Continua...
José Domingos
Enviado por José Domingos em 14/02/2020
Reeditado em 14/02/2020
Código do texto: T6865830
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Sobre o autor
José Domingos
São Paulo - São Paulo - Brasil
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José Domingos