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Luiza

Carina estava na praça da coluna da hora,naquela tarde de sábado ensolarada mas ainda carinhosa.Sentada em um banco esperando sua metade,e lá vem ela,Luiza com seus cabelo negros e seu corpo moreno,senta-se ao lado da amada,mas aparenta não estar bem naquela situação.Carina tenta abraça-la,mas ela desvia.
-O que houve Luiza? Você tá tão estranha.
-Nada,apenas vamos fazer o que a gente tinha combinado.
Carina havia achado estranho o jeito como sua namorada estava agindo,mas relevou e continuou o programa que as duas tinham programado.Era um passeio bacana pela cidade,algo simples,ms ainda assim prazeroso,visto que o dia estava bem bonito.Mas alguma coisa incomodara Luiza,que simplesmente não despertava nenhum sentimento durante o passeio,quando chegaram no arco,Carina parou:
-Olha Luiza,assim não dá,fala o que tá acontecendo ou então eu vou embora.
Luiza estava reflexiva,com um olhar penetrado no horizonte,o seu coração pulsara mais forte do que em qualquer outro momento da sua vida,ela sabia que o que guardava no peito era cruel,egoísta e covarde,mas ela tinha que falar,tinha que libertar aquele peso que a sufocava.
-Eu não te amo mais Carina.
-Como assim? Como você não me ama? Por que você não falou isso antes?
-Eu simplesmente não consegui lidar com o fato de ter que te falar isso,mas acabei soltando agora.
-Luiza,como isso é ridículo! Eu tô decepcionada,olha,me apaga da sua vida! É como se você tivesse me traído...
E essa última palavra pesou em seu coração,Luiza sabia do que realmente estava guardado no seu peito,mas não queria falar,não queria deixar essa faca afiada vazar os sentimentos da amada,ela só queria que tudo fosse mais simples,que tudo se resolvesse em uma conversa,mas única opção seria deixar a Carina ir como se nada houvesse acontecido.
-Você não vai falar nada? Vai ficar aí calada,com essa cara de choro,isso é culpa sua!
Carina se foi por uma rua estreita,Luiza sentou em um banco e tentou respirar,no meio daquela pequena aglomeração que ia se formando,foi melhor assim,ela não poderia dizer a verdade,aquele momento de prazer com Marcela,seus corpos suando,beijos quentes,tudo aquilo não poderia ser jogado na cara de Carina,a pessoa que ela sempre amou,mas que tem que deixa-la ir,para não vê-la sofrer.
Em sua mente,a palavra covarde ecoava de forma constante,ela era uma covarde,uma pessoa fraca,que desiste de lutar por algo que importa,porque tem medo do que o futuro reserva,ela que não se joga,que não corre atrás dos seus sonhos,a vontade era de desaparecer.Luiza foi para casa e dormiu para tentar esquecer,na madrugada de domingo a ressaca daquele encontro ainda batia no seu coração,e foi batendo até o momento em que seus sentimentos sufocaram as lembranças.
Pequeno moço
Enviado por Pequeno moço em 01/03/2019
Reeditado em 02/03/2019
Código do texto: T6586976
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Pequeno moço
Sobral - Ceará - Brasil, 20 anos
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