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Por Siempre (Parte 3 - O Instrutor de Esqui)

Alice e Pablo pularam e esquiaram. Caíram e riram. Foi uma noite divertida. Quando estavam voltando para o chalé, Gustavo os aguardava sentado num balanço que ficava na frente da casa. Pablo o avistou e, enquanto Alice ia falar com o brasileiro, resolveu que seria demais ter de ficar pra ver o romance do casal. Foi em direção à porta.
- Você ficou maluca, Alice? – Disse o garoto. Estava totalmente fora de si.
- Por quê? Não seja bobo, vamos lá pra dentro.
- Ah, agora você quer entrar? Depois de passar a noite inteira fora com esse estranho. – olhou para Pablo que estava colocando os esquis no armário.
- Eu não saí com ele, se você quer saber e se tivesse, isso não seria da sua conta. E ele não é um estranho.
- Viraram amigos de infância agora? Você conhece esse cara há três dias.
- Três dias. Três dias! Três dias que você não fala comigo, nem sequer olha na minha cara. Está cobrando o quê de mim? Nós não temos nada, Gustavo.
- Não temos por que você não quer. Ou finge não querer.
- Não temos por que eu realmente não quero.
Alice virou-se e seguiu para a casa. Gustavo olhou sem entender mais nada e, de certa forma, nem a garota estava entendendo.
Quando abriu a porta, Alice viu que todos já tinham ido dormir. Ao chegar em seu quarto, Alice tentou não fazer barulho para não acordar suas amigas. As luzes estavam apagadas e não havia sombra alguma de gente em pé. Alice pensou em acender as luzes, mas achou que incomodaria o sono leve de Bruna. Pensou um pouco e tirou o casaco e o cachecol e foi direto para sua cama. Ao embrulhar-se, as luzes foram acesas. Thais, Marcela, Bruna e Carol estavam de pé com os braços cruzados e falsa expressão irritada no rosto.
- Você acha mesmo que vai dormir sem nos contar TUDO que aconteceu essa noite?
Alice ficou um pouco surpresa, mas já era de se esperar que suas amigas teriam sentido a falta dela.
- Eu só saí pra pegar um ar. Acabei indo no teleférico e esquiando um pouco.
- COM O PABLITO! – gritou Marcela.
- Onde você foi com o argentino gato? Diz pra gente! O que aconteceu? O que ele falou? O que ele fez? O que VOCÊS fizeram? Conta, conta. – interrogou Thais.
- Não, eu não saí com o “argentino gato”. Eu saí pra pegar um ar e o encontrei no caminho. Fomos ao teleférico e esquiamos. Fim!
- Conte os detalhes, Alice! Nós queremos os detalhes! – Marcela não se continha.
- Gente, é melhor deixar a Alice ir dormir, né? Deve ter sido cansativo ficar a noite inteira com o instrutor de esqui super gato, poxa. – sarcástica, Carol riu.
- Vocês que devem dormir, suas curiosas. E pro governo de vocês: sim, foi muuuito cansativo. – Todas riram espantadas.
- Ok, você não vai falar, não é? – Bruna pergunta com uma voz sentida.
- Não tem nada pra falar, gente. Não aconteceu nada, sério. Foi só isso. Nós conversamos sobre Bariloche e esqui e inverno e só.
- Ai que romântico. – ironizou Carol – No meu tempo, os casais apaixonados falavam sobre primavera.
- Não somos um casal apaixonado. Vocês querem parar com isso?
- Tá, tá. – conformou-se Bruna - Se você não quer contar pra gente, fique com esse sentimento de culpa para o resto da vida, não vamos ficar aqui insistindo para salvar a sua alma. Vamos dormir, meninas, amanhã será um longo dia.
As garotas foram se deitar e Alice ficou olhando para o teto durante algum tempo. Primeiro o Gustavo e agora suas amigas. Será que todo mundo notou que ela saiu com o Pablo? De certa forma, não saíram juntos e disso Alice sabia. Mas o resto das pessoas poderia achar que ela tinha saído. Gustavo achava isso. Por que ela disse aquilo pra ele? Ele gostava dela e até hoje mais cedo, ela gostava dele. Por que dizer que não queria nada com ele? Essa seria a chance que Alice teria de ficar com ele. Ele tinha esperado a sua volta, não tinha? Estava com ciúmes, não estava? Era a chance de Alice. “E eu a desperdicei”, pensou. Perguntava-se mil coisas e não tinha respostas para nenhuma delas. Só sabia de uma. Com Pablo, Alice teve um momento de paz e gostou de saber disso.
Quatro quartos de distancia, Pablo estava pensando. Pensou nos momentos maravilhosos que passara com Alice há oito anos atrás. Ainda podia ouvi-la contando-as uma por uma. Pensava na noite maravilhosa que teve com ela há pouco. Pensou em como tudo pareceu dissolver-se quando viu Gustavo esperando-a. Eles tinham alguma coisa. Tinham de ter. Senão, por que Gustavo a esperaria? Pablo estava feliz por ela ter voltado. Mas era triste saber que ela não voltara para ele.
A noite passou e levou o tempo que se tinha para descansar. O dia seguinte foi o mais cansativo de todos. Pablo e Alice se encontraram na pista de aprendizes, já que o garoto não tinha ido tomar café-da-manhã com os demais.
Pablo acordara muito cedo. Na verdade, mal dormira esta noite. Foi para o teleférico assim que se levantou e lá ficou a manhã inteira. Não subiu. Apenas ficou olhando a máquina girar e girar. Onze horas era geralmente a hora que tinham as aulas de esqui. Gustavo não apareceu e Thais logo sentiu sua falta.
- Onde será que está o Gustavo, hein?
- Deve estar lá dentro – respondeu Bruna – Eu o vi no café com uma aparência deplorável.
- Será que ele está doente? – Thais estava preocupada.
- Para de ser exagerada, vai ver é só cansaço – interrompeu Marcela.
Alice estava ao lado. Ouvia tudo, mas não prestava atenção. Thais notou que a amiga não falara nada. Talvez soubesse de alguma coisa. A chamou para mais perto. Alice foi. Conversaram até a hora do almoço. Alice ficou feliz. Fazia tempo que não conversava com a melhor amiga daquele jeito. Thais perguntou se ela sabia de alguma coisa sobre Gustavo e Alice negou prontamente. Mentira, claro. Tinha uma pequena noção do que tinha acontecido com Gustavo, mas não queria acreditar que ela era a causa do sumiço do rapaz. Era se achar importante demais. Enquanto conversava com Thais, Alice estava ajudando o casal de filhos de outros hospedes a esquiar. Pablo a pediu para que ela, sendo a que era a segunda melhor no esqui – depois dele mesmo, claro -, o ajudasse com os dois. Alice teve bastante paciência. Os garotos eram horríveis na prancha. Quase desistira ao longo da manhã, mas sentia-se em dívida com Pablo. Não sabia por que, mas só queria impressioná-lo.
Gustavo observava tudo da janela de seu quarto. Se recusou a descer e ficar tendo de aturar ordens e recomendações daquele “maldito argentino”. Não. Não iria ficar lá observando de perto o romancezinho de Alice com aquele cara. Alice. Alice estava lá. Sorrindo, se desmanchando. Servindo-se de ajudante dele. Conversando com Thais. Seja lá o que fosse, parecia que fazia tudo. “Menos pensar em mim”, pensava amargurado. E era verdade. Alice só veio dar falta de Gustavo quando Thais perguntou se ela sabia sobre ele. Não se importou. Gustavo deitou na cama e pensou.
- Vamos ver, Gustavo. Não seja idiota. Ele mora aqui. Você mora quase ao lado da casa dela. Ele está formado. Você estuda na sala dela. Ele a viu uma vez. Você a vê todos os dias. Ela gosta de você. Ou pelo menos parecia gostar antes de conhecê-lo. O que você tem de fazer é esperar. Esperar até voltar pra casa e ela estará na sua novamente.
- Falando sozinho, mano? – fala Bruno enquanto entra no quarto e procura alguma coisa no caos da sua cama.
- Pensando um pouco. O que você quer?
- Procurando minha carteira. Estamos pensando em almoçar fora e comprar umas coisinhas pra levar pros amigos que não vieram. Ta a fim?
- Não sei – respondeu enquanto jogava uma bolinha pra cima e a apanhava na queda – quem vai?
- A turma toda. Estávamos achando que você estivesse doente. Tu tá beleza, né?
- Tô sim. Só com um pouco de preguiça. Mas aí, a turma toda e o motorista, suponho.
- Ah, não. O Pablo... O instrutor de esqui, sabe? Ele vai dirigir pra gente.
- É, tinha que ser. – revirou os olhos e se levantou num pulo.
- Você vai?
- Vamos lá.
Demorou uns três minutos para que estivesse pronto. Os amigos desceram correndo pelas escadas e encontraram o resto das pessoas na sala. Alice ainda não estava lá. Gustavo a procurou em todos os rostos, mas não a viu. “Ela não vai.”, pensou.
- Acho que vou ficar aqui, Bru... – detém-se. Alice está descendo as escadas. Pablo está ao seu lado. Gustavo cerra os olhos pensando em mil coisas. Não conseguiria ficar mais uma semana e meia vendo aqueles dois do jeito que estavam. Tinha de fazer algo.
- Você não vai mesmo?
- Vou sim.
- Cara qual teu problema hoje, hein?
- Nada. Deu pra pegar no meu pé agora? – Gustavo saiu de perto do garoto e seguiu em direção ao ônibus que estava lá fora.

Alice estava saindo do quarto quando encontrou Pablo no corredor. Cumprimentaram-se cordialmente. Pablo estava tímido. Não sabia que a noite de ontem tinha sido especial pra Alice também. Ficou imaginando o que tinha acontecido com ela e Gustavo depois que ele entrou e os deixou a sós. Pensar que eles tinham brigado era uma coisa que o alegrava, fortalecia. Ao mesmo tempo, “brigar” era apenas uma das possibilidades. E mesmo que se os dois tivessem brigado isso seria por que Alice e ele tinham alguma coisa. Pablo não ia tentar algo sabendo que Alice tinha namorado. Mas se eles namoravam, por que Gustavo a evitou nos primeiros dias? Talvez tivessem rompido recentemente. Isso explicaria a falta de costume em ver a garota que já fora sua saindo com outro cara. E isso mostra que ele ainda gostava dela. E, como ele mesmo tinha visto, Alice também gostava dele. Por outro lado, a garota nem tocara em seu nome durante a noite toda. Se ele fosse realmente importante, ela teria falado alguma coisa. Ela falou milhões de coisas que não eram, por que deixar escapar esse detalhe? Ou melhor. Pablo a fazia esquecer-se de Gustavo. De qualquer forma, em um e outro aspecto, Pablo chegou a uma conclusão certa.
- Vamos a donde?
- Todavía no sé, pero espero que te encantes.
- Creo que ya estoy encantada. – Alice disse, sem jeito.
Pablo a olhou com um sorriso que podia se ver em seus olhos mais que em sua boca. Não havia cavidade suficiente para que ele expressasse toda a alegria que sentia naquele momento. Queria abraçar Alice. Queria poder dizer que era ele o garoto que lhe ensinara a esquiar e a sentir tantas outras coisas naquele inverno infantil.
Alice sentia que estava indo longe demais. Uma noite. Desde quando uma noite é o suficiente para fazê-la gostar de alguém? E apesar disso, Pablo não fez muitas coisas apaixonantes para que ela ficasse assim. Ele não precisou fazer nada. Ele não precisou dizer nada. Aquele ar de mistério do garoto mais velho era incrivelmente fantástico. E ele era lindo. E era encantador.
Gustavo estava irado dentro do ônibus. Ainda não tinha ninguém e ele se sentou na última cadeira, como é de seu costume. Alice também gostava de sentar atrás. Certamente, não na última, na maioria das vezes, mas gostava de ficar por perto. O argentino idiota iria ficar dirigindo. Otário. Pelo menos nesse ponto, Gustavo teria uma chance de falar com ela. “Maldito instrutor de esqui”, pensara. Não seria muito legal ter todos os amigos e platéia, mas não teria outra escolha.
Thais entrara no ônibus. Viu que Gustavo estava lá e pediu licença às amigas. Seguiu para o ônibus e seguia em direção a Gustavo. O garoto nem ao menos havia notado sua presença. Estava perdido nos seus pensamentos. Gustavo também pensava demais. Todos pareciam pensar demais, ultimamente.
- Oi.
- Hum, oi.
- Posso me sentar aqui ou está guardando lugar pra alguém?
- Sente-se onde achar melhor, eu não estou guardando nada pra ninguém.
- Nossa. – Thais se espantou e se desapontou com a atitude e o tom de voz do garoto. – Se serve de consolo, eu não queria lhe incomodar.
- Desculpa, ok? Eu também não queria te ofender. Senta aí.
- O que você tem, Gustavo?
- Nada.
- E você costuma ficar sozinho sempre?
- O que você quer, hein?
- Nada. Só pensei que você precisava conversar.
Vagou um silêncio entre os dois que durou não mais que um ou dois minutos. Todos começaram a entrar no ônibus.
Alice, que caminhava junto as outras três amigas, sentou-se na primeira cadeira, a que fica bem atrás do motorista, enquanto as meninas se encaminhavam para a última fila, como o de costume. Thais olhou aquilo e achou estranho. Quando Bruna se aproximou, Thais perguntou se tinha acontecido alguma coisa, se tinham brigado com Alice.
- Não, está tudo bem.
- Então por que ela não quer sentar com a gente?
- Acho que não é longe da gente que ela quer sentar e sim perto do Pablo. – Marcela não se conteve e falara a frase como quem declama um poema.
Gustavo ouviu a última frase. Então é verdade, Alice estava tendo alguma coisa com o argentino. Ele precisava fazer algo. Precisava fazer logo.
As meninas continuaram conversando coisas irrelevantes durante o caminho inteiro. Gustavo estava virado para a janela, olhando as paisagens que passavam lá fora. Olhava de relance para Alice que estava muito a frente de vez em quando. Pensava.
Alice conversava com Matheus, que sentara ao seu lado, enquanto olhava incessantemente para os cabelos de Pablo. Olhava para o retrovisor buscando um pouco de seu rosto. Seus olhos castanhos sempre se encontravam com os olhos verdes que havia dentro daquele espelho. Sorria sem jeito, desviava o olhar, mas nada a impedia de continuar a olhar. Olhava.
Pablo finalmente entendeu que se houvesse algo entre Alice e Gustavo, tudo havia terminado naquela noite. Que o garoto já não representava nada mais para Alice e isso deixou feliz, muito feliz. Tentava dirigir normalmente, mas sempre que olhava pelo retrovisor, encontrava os olhos de Alice e sorria. Uma única vez olhou para mais atrás. Dava pra ver um pouco de Gustavo que estava amuado na última cadeira da última fileira. Sorriu.
Thais, enquanto falava com as amigas, sempre dava um jeito de olhar para Gustavo que estava ao seu lado. Queria falar com ele, saber o por quê de ele estar daquele jeito. Será que era por Alice? Ciúmes? De qualquer forma, o mal maior já havia cessado sem Thais nem ao menos mover um dedo. Alice já não parecia mais pensar nele. Melhor que isso, parecia estar pensando era no argentino. Ainda assim, com essa Thais não esperava. Pensou que Gustavo quisesse apenas ficar com Alice ou qualquer outra coisa do tipo. Não contava que o garoto estivesse gostando mesmo de Alice ao ponto de sentir ciúmes dela.
O ônibus parou. Pablo levou os estudantes ao centro da cidade. Havia muitas lojinhas onde se podiam comprar suvenires do lugar. Os adolescentes começaram a sair num monte. Alice permaneceu sentada. Esperou que todos saíssem do ônibus e olhou de relance para o retrovisor. Pablo já tinha notado que ela estava enrolando para sair como se o esperasse. Ele se levantou e seguiu na direção da garota. Alice estremeceu. Sim, o esperava, mas achou que ele não fosse ligar. Ele notou. Pablo chegou bem perto e segurou a mão de Alice. Não se moveram. Só ficaram ali. Um olhando para o que havia dentro dos olhos do outro e isso bastava. Pablo sentou-se ao seu lado, onde dantes era ocupado por Matheus. Ambos olharam para frente. Pablo perguntou se Alice não estava com pressa para comprar algo com seus amigos. Alice disse que não se importava muito com o mundo que estava fora daquele ônibus. Pablo sorriu. Alice estava impressionada com as coisas que ela mesma tinha falado. Era como uma declaração. Aquilo era demais pra ela. Nunca tivera coragem de fazer algo assim e Pablo despertava o lado mais tagarela e corajoso dela.
Pablo queria falar para Alice tudo o que sentia perto dela, queria saber mais da vida dela. Não de suas viagens anteriores à Bariloche. Queria saber o que ela fazia, como vivia, como era no Brasil. Queria falar muitas coisas, mas não conseguia. Limitou-se. Alice voltou-se para ele e fitou-o. Pablo olhou para ela, envergonhado.
- Hace algunos días que yo sólo pienso em tí.
- Mismo? – Falou Alice, encantada com a revelação.
- Sí. En la verdad, hace algunos años.
- Perdón, como?
- Yo soy el chiquito que...
- Tú? Eres tú? Porqué no me contaste? – esquivou-se e afastou sua mão de perto da mão de Pablo.
- Yo no sé. Yo nunca sé lo que hablar cuando estoy a cerca de tí.
Alice queria sentir-se revoltada pelo fato de Pablo ter escondido aquela informação dela. Não conseguia, porém. Ele era tão incrivelmente fofo e lindo e maravilhoso. Ela não conseguia sentir raiva dele. E mesmo, ele contou que era ele. Claro que ela já tinha se passado por boba contando as memórias e sentimentos dela com relação àquele inverno de seis anos atrás, mas mesmo assim, sentia-se em tamanha dívida com Pablo. Pensando melhor, não era raiva que ela deveria estar sentindo agora. Pablo escondeu essa informação, mas era um dever dela lembrar dele, reconhecê-lo. Ela deveria sentir-se envergonhada, culpada.
Eles sorriram. Era uma situação embaraçosa, aquela. Estavam ambos se mostrando um ao outro. Estavam selando um acordo para que começassem algo. Pablo voltou a segurar sua mão. Alice o abraçou e ficaram assim durante algum tempo. Alice falou o quanto sentia por não tê-lo reconhecido e Pablo disse que já não importava. Ele perguntou se ela gostava dele e ela corou. Afastou sua cabeça do peito do argentino e o olhou nos olhos. Não falou nada, apenas observou-o atenta. Sorriu. Beijou-o. E eles ficaram ali durante algum tempo. Trocando carícias e abraços enquanto se beijavam. Alice e Pablo esqueceram-se de tudo. Esqueceram-se das pessoas que estavam lá fora, esqueceram-se do esqui e de todo o resto. Alice nem ao menos se lembrava de Gustavo e Thais e Pablo também já não se importava com o outro garoto. Ignoraram o fato de Alice ter de ir embora de lá há uma semana e meia. Só aquele momento existia. Só eles dois existiam.
A B Queiroz
Enviado por A B Queiroz em 24/06/2012
Código do texto: T3741987

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Sobre a autora
A B Queiroz
Manaus - Amazonas - Brasil, 26 anos
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