Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

MINHAS MEMÓRIAS ( 3 ) - BONS TEMPOS ESCOLARES...



Minhas memórias - o primeiro grau escolar....



Assim que completei sete anos já tinha sido matriculado na escola do Km 9 da estrada Martinópolis - Teçainda... e era uma escola estadual onde a professora era Dona Maria Luiza...

Como ela era super mãe queria que sentassemos nas carteiras dupla um menino e uma menina e dai sentava comigo a Laura que era a irmã mais nova da Mercedes que tinha 8 anos e a Laura 7 anos...

Claro que me simpatizava mais com a Mercedes que era mais simpática e sempre trazia bolo para mim no lanche do recreio e claro já feito por ela, para o lanche dela e da Laura e sempre vinha um pedaço de bolo para mim...

Como diria era a minha paixão e como dizem que a mulher agrada o homem pelo estomago... para mim aquilo era um amor em pedaços, e a Dona Maria Luiza percebia o meu afeto maior pela Mercedes do que pela Laura, mas nunca permitiu que a gente trocasse de lugar...

Somente soube disso quando fui visitar a dona Maria Luiza que estava gravemente enferma com tuberculose no hospital da cidade de Martinópolis e já três anos depois quando já morava na cidade, pois antes morava no sítio Ouro Verde dos meus tios e avô, que era uma fazenda de 300 alqueires de terra e eles cultivavam 2 milhões de pés de café...

Claro que ela me disse que jamais deixou que me sentasse com a Mercedes que com certeza estaria eu prestando atenção na Mercedes e não na aula da professora...

Com certeza me lembro até que ela me fez prometer de estudar muito pois era muito fraco em portugues, pois falava fluentemente o japonês e trocava as palavras de v... por b... dai vaca virava baca... e viagem virava biagem... e assim como falava eu escrevia... dai as minhas notas de português eram abaixo da média da classe... em matemática era o melhor aluno.... mas em português o pior...

Dai fui reprovado no primeiro ano em Português... e dai o meu pai me tirou da escola e me colocou para trabalhar na fazenda dos meus tios pois o meu pai continuava trabalhando em um outro municipio onde ele era motorista de caminhão e fazia fretes de Assis a Presidente Prudente e vice versa... transportando vários itens como sacos de farinha, arroz e feijão e até mesmo animais em seu caminhão...

Em seguida montou uma linha de ônibus na região e assim quase não via o meu pai e quando chegava sempre brigava comigo de não ser estudioso, mesmo em casa onde a minha mãe que me ensinava e dai voltei a escola mas já não mais encontrei nem a Laura e nem a Mercedes, pois tinham se mudado do interior para a cidade de Martinópolis...

Quando também nos mudamos para a cidade, eu já estava matriculado na Escola de primeiro grau Professora Adelaide Moura Bastos, que era a esposa do Dr. Geraldo Moura Bastos que era o nosso médico da familia... mas como ela tinha falecido e tinha sido a primeira professora nessa escola em homenagem a ela o nome foi dado e jamais esquecemos pois a minha memória ainda o Mal de Alzheimer não me atacou!!!

Assim me lembro ainda quando fiz o segundo ano e o terceiro ano com professor Miguel que sofria de erizipela nas pernas e diziam que era fogo selvagem... pois ficava todo inchado e vermelho e ele morava sozinho nos fundos da escola e fazia o seu próprio almoço e quem avisava ele que o feijão estava queimando era eu.... kkkkkkkkkkk

Mas depois de levar umas reguadas na minha mão e o feijão todo queimado... ele vinha me pedir desculpas de eu ter avisado mas ele não ter entendido a mensagem... mas a reguada não doia tanto pois sempre que não prestava atenção a ele a reguada muitas vezes era na cabeça!!!

Quando fui estudar na quarta série do primãrio na escola da cidade a professora era uma linda senhora meio loira... Dona Neide Vaz Mendes... e que por ter sido um dos melhores alunos dela naquele ano ganhei o livro de Pinocchio de presente de Carlos Lodi... uma história de um menino mentiroso que cada vez que contava uma mentira o nariz crescia... toda vez que mentia ia até o espelho para ver se o meu nariz estava crescendo???

Naquela epoca tinha que fazer admissão para entrar no ginásio e dai o meu pai me matriculou num curso que era o ano todo... mas entrei em setembro e todos me gozavam que eu jamais passaria na prova de admissão... pois todos estavam bem mais adiantados na matéria e eu começara quase no fim do ano... mas acreditem fui o 11º  lugar dos aprovados no exame do Ginásio Estadual de Martinópolis na frente de todos os alunos do Professor João que também não acreditava que eu passasse, mas como era bom aluno de matemática tirei a nota máxima... que ajudou na média apesar de não ter ido tão bem em portugués...

Quando entrei no Ginásio a competição era bem mais difícil pois tinhas os alunos bem melhores preparados e alguns  eram realmente gênios que tiravam nota máxima em todas as matérias, mas não poderia desistir de estudar... pois não queria mais voltar a trabalhar na lavoura... pois além de cansaivo era terrível acordar as 4 horas da manhã e ir para o trabalho e voltar somente as 19 horas com a lua já surgindo no horizonte!!!

Adorava quando chovia pois adora fazer os meus barquinhos e soltar na enxurrada e ver eles irem embora singrando as ondas da água lamacenta que descia pelas estradas de onde a gente andava a pé pois não tinhamos nem mesmo uma bicicleta...

Quando ganhei a bicicleta usada do meu tio de tanta curiosidade de aprender a andar que a corrente saiu e fui recolocar e prendi o dedo na catraca, que quase perdi o dedo chegava a enxergar o osso do dedo!!!

Assim ia de bicicleta a escola na cidade e voltava pedalando os 5 km de ida e volta... quando quando ia à  pé levava uma hora e meia para ir até a escola e voltar demorava bem mais até duas horas pois parava num rio que linha uma água limpa e me banhava nu... e depois colocava a roupa e ia para casa de novo!!!!



Nota do autor:- Acho que a vida de estudante é com certeza a melhor fase de nossas vidas!!! E não percebemos isso infelizmente!!!
Ivan Tadeu dos pobres
Enviado por Ivan Tadeu dos pobres em 26/02/2021
Reeditado em 06/03/2021
Código do texto: T7193317
Classificação de conteúdo: seguro


Comentários

Sobre o autor
Ivan Tadeu dos pobres
Praia Grande - São Paulo - Brasil, 76 anos
5006 textos (78253 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/04/21 18:07)
Ivan Tadeu dos pobres