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ANTIDIÁRIOS DE JUNHO XVIII
Publicado por: Marlos Degani
Data: 18/06/2020
Classificação de conteúdo: seguro
Créditos:
TÍTULO DO POEMA: ANTIDIÁRIOS DE JUNHO XVIII
AUTORIA E INTERPRETAÇÃO: MARLOS DEGANI


Texto

ANTIDIÁRIOS DE JUNHO XVIII

A tarde e sua usina suspensa de inoxidáveis variados.
Tem os escuros feito granitos mais pretos e pesados

e que de fora para dentro, de repente, têm este oliva
surpreendente no meio desse frágil âmbar camomila.

Tem os quase azuis. Profundos ao redor das pradarias
algodoadas da iminente chuva fina — inimiga do mapa

delicado da rocha sem gramatura das nuvens espalhadas
no degradê chumbo ao branco das treze e vinte e quatro.

O vento calmo mescla os temperos que exalam das árvores.
Treze e quarenta e um. Tomara que nem um raio nos parta

feito fatias ao lado do vírus que finge que fere, mas decapita.
A ardósia do morro é porta-bandeira. O vento é mestre-sala.
Marlos Degani
Enviado por Marlos Degani em 18/06/2020
Código do texto: T6981125
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Marlos Degani
Nova Iguaçu - Rio de Janeiro - Brasil, 51 anos
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1 e-livros (12 leituras)
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Marlos Degani
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