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ANTIDIÁRIOS DE JUNHO VIII
Publicado por: Marlos Degani
Data: 09/06/2020
Classificação de conteúdo: seguro
Créditos:
TÍTULO DO POEMA: ANTIDIÁRIOS DE JUNHO VIII
AUTORIA E INTERPRETAÇÃO: MARLOS DEGANI


Texto

ANTIDIÁRIOS DE JUNHO VIII

A temperatura do verso a qual pretende o poeta
é a mais alta, mesmo que deite sobre a sua pele

uma camada de neve; que na alma haja o iceberg
nascido no alçapão profundo dos miolos discretos.

Lívida é a noite fresca… E no limiar desta véspera
dos ofícios sempre repetidos — e que estabelecem

de lufada em lufada o seu concentrado cru de metas.
O vírus surpreende e sugere: o estarmos a esmo tece

uns estranhos emaranhados silenciosos que crescem
no ar póstumo das horas de um raio que desaparece

sem que os olhos atestem a morte lenta da sua prece.
Não sei o que vejo. Não quero morar entre os alicerces.

Marlos Degani
Enviado por Marlos Degani em 09/06/2020
Código do texto: T6972210
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Marlos Degani
Nova Iguaçu - Rio de Janeiro - Brasil, 51 anos
247 textos (1170 leituras)
78 áudios (579 audições)
1 e-livros (12 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/08/20 07:53)
Marlos Degani
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