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A SECA ME MATOU

Nós moramos longe daquele mar
Aqui não tem lugar pra se nadar
O meu brinquedo foi a solidão
De ver o gado se estrepar
De ver o gado caído ao chão

Tanto faz, tudo bem, se a chuva ainda cai
Nesse lugar, meu Deus, como é que vou ficar
Todo dia é igual ao dia que passou
E eu já nem sei quem sou
A seca me matou

Eu não tenho água nem pra beber
Você precisa me ajudar
Alguém precisa de você
E nem sabemos em quem votar
Nenhuma chance pra escolher
Tanto faz, tudo bem, se a chuva ainda cai
Nesse lugar, meu Deus, como é que vou ficar
Todo dia é igual ao dia que passou
E eu já nem sei quem sou
A seca me matou
Joaquim da Silva Castro Neto
Enviado por Joaquim da Silva Castro Neto em 11/10/2019
Código do texto: T6767210
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Joaquim da Silva Castro Neto
Riacho Fundo - Distrito Federal - Brasil
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Joaquim da Silva Castro Neto
Rádio Poética