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DIREITA E ESQUERDA.

Talvez, não haja hoje no Brasil, disputa mais ferrenha igual se tem entre *direitistas e esquerdistas*. Com o avanço das mídias sociais, tal disputa tornou-se ainda mais feroz. A disputa saiu do campo das ideias (no que é saudável), e passou para o campo do ódio e das chamadas *fake news.* (no que é prejudicial). Apelidos "carinhosos" do tipo: *esquerdopatas e mortadelas* normalmente se referindo aqueles (as) quem são de esquerda e, *fascistas e coxinhas* aos considerados de direita, passaram a serem os estereótipos dos que não seguem a mesma cartilha ideológica. Mas o que é ser de fato de direita e de esquerda? Bem, para entender um pouco melhor o que significa ser uma coisa ou outra, é necessário fazer um "tour" na história, porém, fazer isso é deixar o texto prolixo demais (extenso). O objetivo é tentar ser o máximo possível lacônico (breve e objetivo). Pois bem, “grosso modo” ser um liberal de direita é defender um Estado mínimo na economia. Por Estado mínimo entende-se como sendo aquele que permite que as relações econômicas e comerciais se regulem por si só. O governo neste caso não se intromete, pois cuidaria, por exemplo, apenas de assuntos políticos. Compra, venda, troca, etc., ele não meteria o bedelho. Outra característica da ideologia liberal além de um estado não interventor é a valorização ao máximo do indivíduo em detrimento ao coletivo. Neste caso, a pessoa é o centro de tudo na visão liberal. Vale observar que o liberalismo tb se estende para o campo da moral, ou seja, com aquilo que o indivíduo faz da sua vida pessoal. Um dos grandes equívocos que muitos cometem é acreditar que pautas do tipo: *casamento homoafetivo, aborto, liberação da maconha,* etc., nasceram a partir de visões comunistas/marxistas. Não é verdade. Elas tiveram início justamente por meio de cosmovisões liberais. O que as chamadas esquerdas fizeram foram "tomar para si," ou quem sabe impostas por outros a elas, tais pautas como sendo suas, mas a verdade é que estas reivindicações de liberdades morais surgiram com ideais liberais e não marxistas. Isso precisa ficar claro. Agora, quando se fala de socialismo a prioridade é o coletivismo e um estado forte e mais interventor. Nesta visão de mundo, o *EU* do individualismo passar a ser o *NOSSO* do socialismo. O Estado regula as relações econômicas permitindo o livre comércio, mas regulando-o em leis os limites de destas relações. O socialismo não necessariamente defende o comunismo. Este, por sua vez, seria consequência do primeiro. Claro que ser socialista é ser de esquerda, mas isso não significa necessariamente ser um comunista/marxista. Há pessoas socialistas que defendem a intervenção do Estado em questões de políticas públicas e na economia, mas que não são contrárias ao capitalismo cujos marxistas declaradamente são. Muitos tb erroneamente associam pessoas de esquerda ao ateísmo. Para estes, quem é de direita acredita em Deus e quem é de esquerda não. O ateísmo é uma fenômeno recente que não é "privilégio" de nenhuma ideologia específica, pois existem ateus em todas elas ou sem nenhuma delas. Enfim, há muitas outras coisas que poderiam ser ditas, mas como havia dito que não iria escrever muito *(SQN, rs),* por hora encerro aqui._
Danilo D
Enviado por Danilo D em 16/07/2019
Reeditado em 16/07/2019
Código do texto: T6696972
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Danilo D
São Paulo - São Paulo - Brasil, 40 anos
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